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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Meio Ambiente e Saúde

Acontece amanhã (26), em Santos, a 1ª Conferência Municipal de Saúde Ambiental. O objetivo é discutir o enfrentamento das ameaças à saúde por conta da degradação e contaminação do meio ambiente. Das 9h às 12h, na Associação dos Médicos de Santos, Av. Ana Costa, 388, Gonzaga.

Ainda sobre árvores

Em reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Santos (CMDU), dia 23, foi apresentado o Plano de Arborização para a cidade, dentro das atividades do programa Município Azul e Verde, do Estado de São Paulo.

Durante a apresentação foram mostrados alguns problemas enfrentados pelo Departamento de Parques e Áreas Verdes (DEPAV) quanto ao plantio e manutenção de mudas e árvores, espécies inadequadas para áreas da cidade, vandalismo e perda de espécies.

Flagra de anelamentoUm dos maiores problemas, conforme os relatos, é a falta de consciência de parte da população que depreda as árvores de diversas formas, desde a simples colocação de placas até o anelamento, que consiste em fazer uma poda superficial da camada do tronco em torno na árvore, impedimento a chegada de nutrientes às raízes, levando a espécie à morte. Conforme dados da prefeitura, mais de mil mudas são perdidas por vandalismo.

Para dar início à elaboração do Plano de Arborização, haverá ainda um inventário detalhado da população vegetal da cidade. Os dados existentes hoje em Santos Digital, com fotos locais e de satélite, são de 2002, e serviram parcialmente de base para o estudo de áreas verdes de Santos, realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade Santa Cecília, divulgado no Dia do Meio Ambiente.

Para Alexandra Sampaio, integrante do grupo de estudo das áreas verdes, o município continua em desequilíbrio com áreas (bairro Campo Grande) com índice de área verde menor do que 0,8 por habitante por metro quadrado, sendo que o ideal é 15, sugerido pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU).

Por hora, a prefeitura apresentou as diretrizes do plano, com objetivos e sugestões de mudanças como a possibilidade de compensação ambiental de empreendimentos em áreas públicas e privadas e ainda a possibilidade de o munícipe realizar a poda de árvore em frente a sua residência, com autorização da prefeitura através de ofício.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Educando no meio ambiente urbano

Muitas vezes, quando pensamos em educação, pensamos no modelo formal, aquele tradicional, do professor, sala de aula, alunos sentados. Fico feliz que o termo educação ambiental remete a contato com a natureza, sensibilização, e coisas do gênero.

Mas será que esse é o caminho, me pergunto. É um dos, mas atualmente acredito mais na sensibilização das pessoas para os hábitos cotidianos urbanos, como eles interferem na questão climática de forma incisiva. Claro que a pegada de carbono está relacionada com o nível de consumo do indivíduo, além de outros aspectos, como locomoção, moradia, e por aí vai.

Bem, vale lembrar que o Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum), completou a maioridade em abril. E 21 anos depois ainda estamos discutindo como incorporar os princípios em políticas públicas e diretrizes ambientais, como Agenda 21.

Aqui em Santos (Litoral de SP), uma zona costeira com nível de adensamento urbano altíssimo, pouco se discute esse processo violento de urbanização, os impactos reais que os empreendimentos imobiliários de alto padrão estão trazendo para a região.

Então, já que não dá pra evitar que novos prédios sejam erguidos, dá pra elaborar programas de educação ambiental que provoquem os cidadãos, para que percebam o quanto contribuem para o agravamento do aquecimento global com seu modus vivendi, consumo e descarte de resíduos, transporte, e escolhas não-sustentáveis.

A essa altura do campeonato, minha aposta é nos pequenos, adolescente também, porque estão na fase de ir contra o sistema. Contra tudo, diga-se de passagem. Mas nem só de rebeldia viva a juventude. Tem um pessoal aqui no Litoral Sul, em Itanhaém, que tem um trabalho de educação ambiental muito bacana, o Ecosurfi. O João Malavolta, que faz parte da trupe e se intitula ecobservador, é jovem engajado e talentoso que conheci nas agendas 21 da vida. Malavolta fez do surfe sua paixão e, a partir dele, mobiliza a população para as questões ambientais.

“Sendo Homens do mar, os surfistas devem compactuar na incessante busca da preservação das praias, mares e oceanos ao redor do nosso Planeta”. Esse é o norte do Ecosurfi, realizando várias ações de limpeza das praias, chamando a atenção para os impactos dos resíduos deixados nas praias. Com a missão de contribuir para o enraizamento de uma Educação Ambiental crítica emancipatória e participativa sob a perspectiva transversal na sociedade brasileira, a galera do Ecosurfi vai dando seu recado de forma direta e envolvente, falando de igual pra igual.

Que tal repensarmos os modelos de educação ambiental e começarmos a falar de igual pra igual com os diversos públicos? Afinal, se o objetivo é formar (ou transformar), é preciso falar direto ao coração. Aloha!

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Esse post meu faz parte dos Debates Ambientais do Faça a sua Parte