sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Artes & Afins



As sacolas Carbono Zero estarão no bazar Artes e Afins, neste fim de semana, dias 15 e 16, realizado na Rua Júlio Conceição, 263, Vila Mathias, Santos, das 16h às 22h. O ingresso é R$2 e será destinado aos Criadores de Possibilidades.

Enquanto isso, em Bali

Encerra-se hoje, em Bali, a 13ª Conferência da Partes (COP 13) para as Mudanças Climáticas, que reúne países industrializados ou não em torno da discussão da substituição do Protocolo de Kyoto. Mas um acordo está bem longe, uma vez que os Estados Unidos recusam-se a assumir metas.

Além de estabelecer metas de corte de emissão de GEE (gases de efeito estufa), o encontro tem em pauta o desenvolvimento sustentável de países em desenvolvimento, com os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Para desmerecer o encontro, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente dos EUA G.W. Bush convidou os países desenvolvidos para debater o tema em janeiro próximo. Já a União Européia mandou seu recado, dizendo que não há o que discutir sem a intenção de cortes nas emissões e que o palco de discussões é Bali, que tem por base os estudos dos cientistas especialistas na crise climática.

É esperar para ver o desfecho.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Kyoto + 10

O Protocolo de Kyoto completa 10 anos, com data de validade já expirada. A 13ª Conferência do Clima (COP 13), realizada em Bali, discute sua substituição com ferramentas mais eficazes para a mitigação dos GEE (gases de efeito estufa).

Em suma, o protocolo é um acordo internacional para reduzir as emissões de GEE dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento. O objetivo é a redução das emissões em 5,2%, entre 2008 e 2012, com base nos nível de 1990.

Desde quando foi negociado em 1997 em Kyoto, Japão, e assinado por 84 nações, gerou impasse, pois países desenvolvidos como Estados Unidos, Russia e Austália não ratificaram o acordo. Mas em 2004, a Rússia tornou-se signatária e, recentemente, a Austrália. Já os Estados Unidos classifica o protocolo como má política (palavras do presidente G.W. Bush), recusando-se a ratificá-lo.

Para constar, em 2004 o Brasil criticava os cálculos que o posicionavam como 6º maior emissor de GEE. Passados três anos, saltamos para a 4ª posição, graças ao nível de desmatamento.

Veja a lista de signatários. Austrália ainda não consta, pois acaba de anunciar a intenção de assiná-lo.

Na contramão

Enquanto em Bali se discutem soluções que substituam o Protocolo de Kyoto, com término em 2012, um grupo intitulado Painel Internacional Não-governamental sobre Mudanças Climáticas (NIPCC) argumenta que as estratégias para diminuição dos GEE (gases de efeito estufa) são perda de tempo e dinheiro.

A informação é do Estadão, na cobertura da 13ª Conferência do Clima (COP-13) de Bali, Indonésia. O grupo de cerca de 20 climatologistas enviou um email aos jornalistas que cobrem o evento, destacando ainda que o acúmulo de CO2 na atmosfera é bom. De certa forma, não é equívoco, pois o efeito estufa é o que mantém a temperatura em níveis suportáveis para a existência de vida. O problema está na quantidade dos GEE emitidos e fixados por longo tempo, como é o caso.

Vale lembrar que o comunicado enviado a imprensa ocorre no mesmo dia em que o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) recebe o prêmio Nobel da Paz, juntamente com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, pelas pesquisas sobre a questão climática e a divulgação desses dados.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sacolas mais resistentes

Cedendo à pressão da sociedade, entra em circulação dentro de 120 dias sacolas plásticas mais resistentes, que agüentam até 6kg, conforme publicou o caderno de Ciência e Meio Ambiente de A Tribuna. A idéia é reduzir em até 30% o consumo das sacolas plásticas, uma vez que não haverá a necessidade de usar duas ou três unidades para carregar produtos mais pesados, como leite e sucos, itens de limpeza, entre outros.

Divulgação

As sacolas retornáveis Carbono Zero estão no caderno de Ciência e Meio Ambiente de A Tribuna de hoje:

Baixada tem opções locais

Quem quiser deixar de lado o uso das sacolinhas plásticas já tem várias alternativas na Baixada Santista. Aqui, mostramos duas delas. A empresa santista 'Gatto de Rua' vende uma bolsa multifuncional, pioneira no Brasil, voltada para o mercado supermercadista. A Bag Market reveste o carrinho de supermercado com o intuito de organizar melhor as compras e facilitar o transporte. A empresa possui ainda outro modelo, menor, ideal para pequenos volumes. Já a jornalista e educadora ambiental Luz Fernández, confecciona sacolas retornáveis feitas de sobras de confecção. O produto pode ser adquirido acessando-se o seguinte blog: http://carbonozero.blogspot.com. Na página, você ainda encontra endereços de onde descartar óleo de cozinha usado entre outras dicas ambientais.

>> Íntegra da reportagem

Postos de coleta de óleo de cozinha usado

domingo, 9 de dezembro de 2007

Natal verde

Para quem está se lançando nas compras de Natal, aqui vão algumas dicas para contribuir com o meio ambiente nesse momento:

1. Planeje suas compras. Quanto mais idas ao shopping e afins, mais emissão de CO2.
2. Leve sua própria sacola para carregar as compras. E recuse as sacolinhas plásticas.
3. Compre produtos que favorecem a cadeia produtiva sustentável social e ambiental.
4. Dê preferência a produtos de empresas que colaboram com o meio ambiente.
5. Compre localmente. Produtos com procedência de lugares distantes têm um impacto de emissão de CO2 muito maior.

Se alguém tiver mais sugestões, fique à vontade.

Carro x metrô

Segundo cálculos feitos pelo Instituto Akatu, utilizar o carro como meio de transporte por dois dias equivale a um mês de locomoção de metrô no que se refere a emissão de CO2.

A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) estima uma frota de 5,6 milhões na Capital. Desse montante, 3,5 milhões circulam diariamente, com ocupação de 1,2 pessoas por veículo. E a diferença na emissão pesa. Enquanto um carro popular emite cerca de 150 gramas de CO2, o metrô lança 12 gramas.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Dia sem sacola

Passe um dia sem sacola plástica. É o mutirão proposto hoje pelo governo do Estado de São Paulo. Durante todo o dia, em vários pontos da Capital e algumas cidades do interior, haverá oficinas para ensinar a confeccionar sua própria sacola.

Para quem vai às compras hoje, um site especial dá dicas e informações de como recusar as sacolas de plástico e diminuir o impacto ambiental do descarte do material.

Desde às 10 horas, há atividades no entorno dos shoppings Eldorado, Center Norte, Iguatemi e em frente ao Teatro Municipal, com a participação de grupos teatrais e distribuição de folhetos para conscientizar para alternativas às sacolas plásticas.

A estimativa é que sejam consumidas 66 milhões de sacolinhas plásticas por mês apenas em São Paulo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Rodada de Bali

Desde segunda-feira (03) até dia 14 de dezembro, 190 países estão reunidos em Bali para discutir um acordo mundial que substitua o Protocolo de Kyoto até 2012. Segundo informações da Agência Reuters, a chance de países em desenvolvimento, como Brasil e China, terem limites de emissão de gases de efeito estufa (GEE) é de difícil negociação.

Países como os Estados Unidos, por exemplo, emitem mais de 20 toneladas de CO2 anualmente, frente a 4 toneladas da China. No Brasil, a questão é o desmatamento e as queimadas que colocam o País na posição de quarto maior emissor de CO2 no mundo.

Mudança de hábito

Sacolas retornáveis no Mais Você

Hoje, a Ana Maria Braga dedicou parte do programa à substituição de sacolas plásticas por sacolas retornáveis de tecido. O Pão de Açúcar já tem sua sacola de TNT há uns anos, agora lançou a da Taeq. No programa, Ana mostrou outros exemplos, além da matéria editada do Cidades & Soluções sobre madeira plástica.

Enfim, a apresentadora chamou a responsabilidade dos proprietários de supermercado para oferecer sacolas por preços mais acessíveis. Ana Maria mandou fazer sacolas retornáveis com o logo do programa, e apresentou pesquisa feita pelo Ibope informando que 100% dos entrevistados usam as sacolas plásticas para descartar lixo.

Então, Ana questiona porque não usar as sacolas oxibiodegradáveis, que se disolvem em alguns meses, em contraposição às tradicionais, que levam até 500 anos para se decompor. Vale lembrar que no Paraná existe legislação para esse tipo de plástico, amplamente usado por alguns países da Europa.

Assista ao trecho do programa

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mais um signatário

O recém-eleito primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, declarou que o país vai assinar o Protocolo de Kyoto. O candidato vencedor derrotou John Howard, seguidor fiel das políticas norte-americanas em relação à questão climática e à guerra no Iraque, por exemplo.

Quem ganha é o planeta, com mais um signatário de peso. Mais uma prova de que o Universo conspira a favor da vida.

Palestra


No último sábado realizei uma palestra no Núcleo Bandeirantes Santos e fiquei super feliz com o resultado. Conversamos sobre Cidadania Planetária, Aquecimento Global e uso racional das sacolas plásticas e a adoção de sacolas retornáveis. O retorno foi ótimo, pois sinto que as pessoas estão, de uma forma geral, preocupadas com o tema e desejam fazer algo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Aproveitamento sustentável de madeira

Acontece hoje a exposição da Oficina Catapau, com peças de decoração e brinquedos educativos com sobras de madeira. As peças são belíssimas e os brinquedos encantadores. Vale a visita.

Idealizado pelo artista Pedro Ranciaro, o projeto Catapau proporciona o recolhimento de madeiras nobres das ruas da cidade, evitando o corte de árvores da mata.

Quando: 15 a 18 de novembro
Local: Rua da Cosntituição, 81-A, Centro - Santos
Horário: 16h às 22h.

Sacolas Retornáveis Carbono Zero - Radar Local - Rede TV

Ajude a evitar o descarte indiscriminado de plástico no meio ambiente. Adote a sacola retornável.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cidadania planetária


Um tema que vem tomando conta das discussões ambientais é o comprometimento de cada um com o planeta, em uma larga escala, a partir de suas ações mínimas, como uso racional de água, energia e combustível, assim como reciclagem. Daí vem o conceito de cidadania planetária, que defende que somos todos habitantes de um mesmo planeta e devemos cuidar dele como nossa casa.

Para ampliar a reflexão, deixo o link para a Carta da Terra, lançada oficialmente em 2000. A proposta, conforme o documento, é estabelecer uma base ética sólida para a sociedade civil e cooperar na "construção de um mundo sustentável baseado no respeito à natureza, aos direitos humanos universais, à justiça econômica e a uma cultura de paz".

Mapa energético

O Estado de São Paulo será o primeiro do país a fazer um inventário da capacidade de produção de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

Entre as propostas estão elaborar o cadastro das usinas de co-geração da indústria canavieira, levantar a capacidade elétrica destas unidades e o estudo da rede elétrica paulista.

A um prazo de dez anos, estão previstas a avaliação do potencial da oferta de bioeletricidade e a projeção da capacidade instalada de produção das usinas de co-geração da indústria paulista de açúcar e álcool.

sábado, 3 de novembro de 2007

Divulgação

A Silvia, do blog Faça sua Parte, mencionou as sacolas retornáveis Carbono Zero lá, junto com outras iniciativas. Vamos passar adiante a idéia. Se você tem habilidade e criatividade, mãos a obra. O meio ambiente agradece.

Mas se você é do tipo que nem sabe pregar um botão, estou à disposição. No link ao lado a galeria de fotos.

Discurso = ação?

A última enquete Carbono Zero destacou discurso e ação, questionando o que distancia os dois pólos. O resultado foi bastante equilibrado. Para 33% dos internautas, falta comprometimento individual, aquele bordão que cada um faz a sua parte.

Empatadas em 25% ficaram educação ambiental e políticas públicas. E apenas 16% concordam com Al Gore, que diz que o problema está em reconhecer a urgência do problema ambiental, quer seja por parte da população como poder público.

Energia solar

Um país como o Brasil, com sol praticamente 365 dias ao ano, tem um potencial enorme para adotar o aquecimento solar em residências. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as novas edificações com mais de três banheiros são obrigadas a dispor de painéis fotovoltáicos de captação de energia solar.

Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o programa Cidade Solares realizou, no mês de setembro, no Parque Ibirapuera, uma série de oficinas para ensinar a montar aquecedor de baixo custo, feito a partir de garrafas PET e caixas de longa-vida (vide post). É possível baixar as apresentações no site do Cidades Solares.

Para quem quiser se aventurar e montar sozinho, outra fonte é o site do Instituto Ambiental do Paraná oferece um passo-a-passo do processo. A instalação chega a ter um custo inferior a R$100 e gera uma economia de energia elétrica da ordem de 40%.