Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Meio ambiente urbano



No Dia Mundial do Meio Ambiente, a charge acima, do amigo Padron, refere-se a um estudo de pesquisadores da Baixada Santista, coordenados por Alexandra Sampaio, pesquisadora da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos.

Conforme reportagem publicada hoje no caderno especial de A Tribuna, a área insular de Santos possui 13,6 metros quadrados de área verde por habitante. Seria motivo de comemoração, uma vez que a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) sugere 15 metros quadrados por habitante. Porém, quando se observa a distribuição das áreas revela-se uma situação típica de médios e grandes centros. Há concentração nos morros e em bairros da cidade a média é inferior a 0,5 metros quadrados.

Então, vamos cuidar das nossas árvores e tentar, na maneira do possível, implantar calçadas verdes, com permeabilidade. Todos merecemos uma cidade mais verde, pois faz toda a diferença morar em uma rua arborizada. Digo isso por vivência, pois tive o privilégio de morar em uma que é referência para os santistas.

Leiam a íntegra da matéria do jornalista Marcus Fernandes no portal:
http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=416211

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Comentários

A partir desta data os comentários são moderados. Vou continuar acreditando no processo democrático, quem conhece minha história sabe disso. Meu envolvimento com Meio Ambiente começou na infância, em uma época que muitos dos meus leitores nem eram nascidos. Portanto, antes de julgar meu trabalho, que não está isento de críticas, conheça minha história.

Agradeço aos amigos de sempre, e aos novos também, e prometo que vou monitorando e publicando na medida do possível.

Eco_sds.

Luz Fernández

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Dia da Mata Atlântica

Clique do Du Zuppanni, amigo fotógrafo de grande talento, traz a beleza exuberante do Parque Estadual da Serra do Mar, um close do Rio Itapanhau, em Bertioga. Um pedacinho da Mata Atlântica que parece intocado, no Dia da Mata Atlântica. I have a dream...

Domingo, 24 de Maio de 2009

Viva a Mata 2009

Na quinta edição, o Viva a Mata aconteceu de 22 a 24 de maio no Ibirapuera, São Paulo. Na programação, mostra de projetos e programas apoiados pelo SOS Mata Atlântica por todo o país e debates, além de atividades das mais diversas para o público.

Da região, o Instituto Maramar, com Fabrício Gandini, expôs em paineis um de seus programas de educação continuada, o Programa Mar Adentro, que desde 2006 traça ações para o uso sustentável do Canal de Bertioga. Já o Ecosurfi, com João Malavolta, trouxe de Itanhaém o projeto Preservação das Praias, o primeiro da ONG, lançado há 9 anos. O projeto Onda Limpa também estava registrado em paineis.

Pela defesa do Código Florestal

Uma redonda reuniu a Frente Parlamentar Ambientalista na tarde de sábado (23) em um auditório em formato de oca, construído com canos cilíndricos de papelão, unidos por pregadores de metal, instalado no vão do Ibirapuera, em São Paulo. A criação é do designer Nido Campolongo.

Durante mais de duas horas deputados federais, ministros e lideranças ambientalistas falaram sobre o movimento liderado por ruralistas para derrubar o Código Florestal. Conduzida pelo diretor de mobilização do SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, a mesa redonda contou com a presença de Antônio Herman Benjamin, José Sarney Filho, Cleiton Lino, Fábio Feldmann, João Alfredo Telles, José Carlos Vieira e Maria José de Brito Zakia (Zezé).

O tom do papo foi fazer com que todos tomem pra si a responsabilidade no processo, uma vez que a destruição do Código Florestal seria um retrocesso, nas palavras de Sarney Filho, Benjamin e demais. Segundo Benjamin (STJ), o tema é pauta porque agora é preciso cumprir a legislação, o que anteriormente não acontecia. “Querem passar uma borracha em processos transitados e julgados. Isso é um descaso”, avaliou.

Já Sarney Filho lembrou que há um projeto de lei que pede a derrubada de uma Resolução do Conama que considera a restinga como área de preservação ambiental. Para o parlamentar, a Frente tem um papel essencial na salvaguarda da legislação. “A Frente é uma trincheira de resistência”, considerou.

Feldmann preferiu destacar a questão da crise climática e seus desdobramentos. “Não haverá agricultura brasileira se não combatermos o aquecimento global”, afirmou. Neste momento, fez um apelo para o chamamento de 1 milhão de pessoas nas ruas para sensibilizar e clamar por soluções. “Precisamos mostrar que queremos uma cidadania planetária. A Amazônia é nossa significa compromisso e responsabilidade de todos”, disse.

A manipulação e desinformação foram apontadas por Cleiton Lino como o discurso predominante. Em sua opinião, o Código Florestal é apenas a ponta do iceberg. “Há mais de 40 projetos de lei destruindo áreas de preservação ambiental”, informou. Para Maria José Zakia, o Código precisa ser aperfeiçoado. “É necessário tratar iguais como iguais e diferentes como diferentes. Os grandes não podem se esconder atrás de pequenos para destruir o Código Florestal”, disparou. Ao final, a Rede Mata Atlântica, que engloba cerca de 300 ONGs, entregou um documento de apoio ao Código Florestal à Frente Parlamentar Ambientalista.

Na seqüência, vereadores de diversas cidades que fazem parte da Frente Parlamentar Ambiental de Vereadores do Brasil apresentaram projetos em seus respectivos municípios. Fabio Nunes (Fabião), de Santos, marcou presença. Fabião lembrou que a participação popular no mandato dos parlamentares é fundamental. Para provocar a reflexão, propôs que tirássemos o prefixo “des” em desenvolvimento, uma vez que significa ausência. “Quando não se tem envolvimento, tem desenvolvimento”, enfatizou.

Algumas ações apresentadas pelos vereadores foram IPTU Ecológico, criação de Unidade de Conservação, a Ecocâmara, o envolvimento das universidades com a elaboração de tecnologias de sustentabilidade, entre outras.

Sábado, 18 de Abril de 2009

2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica


Evento marca 12 meses de ação do Núcleo do Jornalismo Ambiental Santos e região (NJA)

O Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA) realiza, no dia 25 de abril, no Senac Santos, a partir das 13 horas, o 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, em comemoração a um ano de existência do NJA. Nesta edição o tema será Mata Atlântica: conhecer para conservar.

O Encontro terá duas mesas-redondas, uma técnica e outra de jornalismo ambiental. A primeira será composta por Fábio Olmos, com doutorado em Ciências Biológicas, com larga experiência em manejo ambiental, inventários de biodiversidade, entre outros temas correlatos. Para dividir a mesa, Renato Marchesini, Pós-Graduado em Ecoturismo e Guia Especializado em Atrativos Naturais pelo Ministério do Turismo.

A segunda mesa-redonda contará com a presença da jornalista Miriam Duailibi, do Instituto Ecoar, que atualmente coordena o curso de pós-graduação em Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono pelo instituto. Antonio Gossi, Pesquisador com especialização em Semiótica da Comunicação, professor da USP, também integra a mesa, que conta ainda com o fotógrafo especializado em meio ambiente Du Zuppani. Na programação, haverá ainda o lançamento de um livro digital de autoria de Ícaro Cunha, da Agência Costeira e UniSantos, além de jornalistas e especialistas em meio ambiente.

Paralelamente às discussões, o Encontro agrega uma mostra de sustentabilidade, com produtos feitos por organizações não-governamentais (ONGs) com materiais reciclados. O público estimado para a segunda edição é de 250 pessoas e há inscrições antecipadas no Sindicato, pelo telefone (13) 3219-2546 (horário comercial) ou pelo email njasantoseregiao@gmail.com informando nome, email, telefone e instituição. A entrada é franca.

O 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica tem o apoio do Santos e Região Convention & Visitors Bureau e do Senac Santos, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo – regional Santos, Unimonte, Unisanta UniSantos, e realização do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA).

Histórico

Na 1ª edição, realizada no Fortaleza da Barra Grande, no Guarujá, em 26 de abril de 2008, reunimos cerca de 150 pessoas para discutir sobre Meio Ambiente, entre eles jornalistas, acadêmicos, estudantes e representantes de organizações não-governamentais, além de interessados em geral.

Na ocasião, houve a instalação oficial do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA), cujos objetivos principais são:

• Estimular e capacitar à prática profissional jornalística ética, crítica e consciente voltada à defesa sócio-ambiental;
• Trabalhar pela educação ambiental dos associados e não-associados e pela capacitação comunicacional de agentes públicos envolvidos na questão sócio-ambiental;
• Atuar em favor da implantação de políticas públicas sócio-ambientais;
• Contribuir com a difusão de informações jornalísticas pertinentes às práticas sócio-ambientais.

Sobre o NJA

Instância da regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, o NJA iniciou suas atividades no dia 26 de abril de 2008 e tem por objetivo fomentar discussões ambientais e dar subsídios para aperfeiçoar a formação profissional dos jornalistas.

SERVIÇO

2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica
Dia 25/04, a partir das 13 horas
Local: Senac Santos - Av. Conselheiro Nébias, 309
Sindicato dos Jornalistas: 3219-2645
njasantoseregiao@gmail.com
http://njasantoseregiao.blogspot.com

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Pra deixar para as gerações

No domingo, acompanhei minha sobrinha de 12 anos e minha cunhada para visitar o navio do Greenpeace, que estava atracado aqui no Porto de Santos. Vivemos um momento especial, com certeza, pois ficamos 4 horas na fila, fez sol, choveu, ficamos todos ensopados, mas não desistimos.

Aliás, o clip que foi apresentado para nós no interior do navio falava justamente disso. "Não desista, você tem a música em você". Música no sentido de inspiração, paixão. Mesmo já tendo visto, fiquei emocionada com a coragem de alguns que colocam a vida em risco por uma causa tão justa que é salvar o planeta e suas espécies.

Valeu cada minuto das 4 horas de pé, das pessoas organizadas na fila, uma lição de cidadania. E dos organizadores. A guria que estava de tubarão (não lembro o nome dela) foi super atenciosa com a gente, e todos os demais, motivando a todos para não desistir, bateram palmas para todos, foi incrível. Esse comprometimento e respeito pelo próximo é digno de se reverenciar.

Sábado, 28 de Março de 2009

Hora do Planeta

Fico feliz que aqui em Santos e cidades vizinhas o pessoal vai participar da Hora do Planeta daqui a pouco, às 20h30. Estou em uma lan house que vai fechar às 20h, para participar do evento. Em São Vicente, a Ponte Pensil, famoso cartão postal da cidade, vai apagar as luzes.

Segundo informações da WWF, organizadora do evento, 101 cidades aderiram à campanha.

O comercial com os famosos na TV também ajuda a provocar reações e discussão. A reflexão sobre o consumo e o desperdício de energia é fundamental. Ficar no escuro significa voltar-se para si, desplugar-se e olhar em volta.

Boa reflexão a todos! Eco_sds.

NJA na Jornada de Comunicação e Artes

O Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e região organizou nesta tarde a mesa-redonda Meio Ambiente e Comunicação, dentro da Jornada de Comunicação e Artes da UniSantos. Como Coordenadora de Formação e Cultura, falei sobre pautas ambientais, a necessidade de se aprofundar nos temas ambientais, e o papel de responsabilidade do jornalista em relação às informações que estão sendo negadas aos leitores sobre os desdobramento do aquecimento global na região.

Aproveito para deixar um convite para o Convers.ações, nosso projeto de formação continuada, que será retomado na 2ª feira, dia 30, às 19, no Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, que fica na Av. Ana Costa, 25, Vila Mathias, Santos. Mais informações pelo telefone: 3219-2546 (horário comercial).

Valeu Praia - Ecosurfi

A Agenda tá repleta neste finde em Santos. Segue divulgação do Valeu Praia, da galera do Ecosurfi. Sucesso, Malavolta!

Neste sábado e domingo, Itanhaém e Santos, respectivamente, receberão a segunda edição do "Valeu Praia".

Celebrar o término do verão com a ação de despoluição das praias e conscientizaçã o da população é a proposta da Sufrider Foundation Brasil em parceria com a Ecosurfi.

Preservar nosso patrimônio ambiental e conscientizar a população da importância em manter as praias limpas e águas, mares e oceanos conservados. E melhor, aproveitar o finalzinho do verão para reunir mutirões para uma grande ação de limpeza das praias. Este é o objetivo da campanha Valeu Praia – Campanha Nacional de Limpeza das Praias. O movimento, realizado em diversas praias do Brasil, acontece em Santos e Itanhaém, por iniciativa da Sufrider Foundation Brasil em parceria com a Ecosurfi.

O Valeu Praia será realizado nas cidades da Baixada Santista, neste final de semana: em Itanhaém, no dia 28 de Março, sábado, e em Santos, dia 29 de Março, domingo. As equipes, que reúnem grande número de voluntários, entre surfistas, empresários, barraqueiros, alunos, escoteiros, artistas e freqüentadores da orla, saem em mutirão recolhendo as sujeiras, lixos, microlixos (bituca de cigarro, canudinhos, etc) e demais detritos poluentes nas areias das praias das cidades.

O Valeu Praia chega para sensibilizar a população da importância de manter as areias e mares das praias limpos e livres da poluição. Esta ação nacional de limpeza das praias acontecerá simultaneamente neste mês de março nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará e tem como meta conscientizar os banhistas sobre a gravidade do lixo jogado nas praias, que além da poluição pode gerar doenças e acabar com a vida muitas espécies marinhas que precisam de água limpa para sobreviver.

A Campanha promovida pela Sufrider Foundation Brasil, em parceria com a Ecosurfi, tem patrocínio de Restaurante Tia Lena, Santos e Região Convention e Visitors Bureau, Inteligência Ambiental, Santos Offshore International Expo and Fair, Projeto Cine Surf, Ativa Ambiental, NSL Elétrica, Fire Mídia Comunicação, Bola de Neve, Di Fiori Pizzaria, Escolinha de Surf Feminino de Santos e Fruto d água Surf Shop.

INFORMAÇÕES DO EVENTO:
EM ITANHAEM
Data: 28 de Março – Sábado
Local: Praia dos Sonhos
Horário: 9h às 12h

EM SANTOS
Data: 29 de Março – Domingo
Local: Canal 2
Horário: 9h às 12h

Inscrições: as inscrições podem ser feitas pelo e-mail ecosurfi.brasil@ gmail.com, porém no dia os voluntários e interessados poderão participar abertamente do evento.

Navio Greenpeace

Texto do amigo Jorge Cordeiro. Por compromissos de trabalho, não pude estar no seminário. Segue relato. O navio está atracado até amanhã, às 17h no armazém 29 do Cais Santista.

Seminário do Greenpeace: os caminhos para o Brasil não chegar atrasado ao futuro

Evento realizado nesta sexta-feira (27) a bordo do navio Arctic Sunrise em Santos reuniu representantes de ONGs, Congresso Nacional e governo estadual para discutir o papel de cada setor da sociedade no enfrentamento da crise climática

Santos (SP), 27 de março de 2009 - O Brasil tem os meios e os recursos para enfrentar com eficácia a crise climática, mas precisa agir o quanto antes para não chegar atrasado ao futuro. A sociedade civil tem que pressionar governos e empresas, os Estados têm que avançar nas questões ambientais sem depender tanto do governo federal e as empresas têm que aumentar sua produtividade para diminuir as emissões de CO2. Essas foram algumas das conclusões do seminário Mudanças Climáticas: os Desafios Políticos e Econômicos no Cenário Brasileiro, realizado a bordo do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, no porto de Santos (SP).

Em pouco mais de três horas de debate, os participantes apresentaram as oportunidades políticas e econômicas que se abrem ao Brasil nesse momento em que o mundo discute os melhores caminhos para enfrentar a crise climática. Entre os presentes ao evento estavam o Secretário Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Francisco Graziano; o prefeito de Santos, João Carlos Papa; Antonio Carlos Mendes Thame, deputado federal (PSDB-SP), o consultor Markus Frank, da McKinsey; e Rubens Born, do Instituto Vitae Civilis e do GT Clima; além de Sérgio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace.

"O importante de encontros como este organizado pelo Greenpeace é que há uma grande diversidade de participantes, o que enriquece e democratiza o debate", avaliou Francisco Graziano, secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, que abriu o encontro em Santos. Ele foi ao seminário depois de participar da instalação do Conselho de Gestão de três áreas de proteção ambiental (APAs) na Baixada Santista.

"Os Estados têm que aproveitar sua certa autonomia do governo federal e avançar nas questões ambientais", disse ele.

Para o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), também presente ao seminário, é preciso criar instrumentos fortes - fiscais e leis compulsórias - para serem usados na defesa do meio ambiente.

"Precisamos também de vontade política, mas esta não nasce por geração espontânea, é preciso que a sociedade pressione os governantes. Para a sociedade se organizar e exercer sua legítima pressão para que os temas ambientais entrem na agenda política, ela precisa conhecer melhor o assunto. É aí que o Greenpeace entra muito bem na história, promovendo eventos como este e divulgando seus resultados", afirmou o parlamentar.

Ao apresentar o estudo O Brasil na Economia de Baixo Carbono, Markus Frank, consultor da McKinsey, revelou que um dos caminhos que temos para mantermos a temperatura do planeta em 2 graus Celsius, é melhorar a produtividade brasileira em até 10 vezes num espaço de 40 anos. Sem isso, dificilmente o país conseguirá reduzir suas emissões de efeito estufa.

Rubens Born, do Instituto Vitae Civilis, deixou claro que o Brasil não pode ficar se escondendo atrás de países em desenvolvimento mais pobres para evitar se comprometer com metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.

"Já temos condições de fazer nosso dever de casa", afirmou durante sua exposição.

Para Guarany Osório, coordenador da campanha de Clima do Greenpeace, a discussão foi produtiva e pode ajudar a mobilizar as pessoas e governos.

"Trazer a tona essa discussão dos desafios políticos e econômicos das mudanças climáticas é sempre oportuna e fundamental para salvar o planeta. Os governantes do mundo estão lentos de um modo geral, e o Brasil não é diferente, na apresentação de propostas firmes para se enfrentar o problema", afirmou. Para ele, o Brasil tem todas as condições de liderar as discussões climáticas na próxima reunião da ONU sobre o assunto, que acontece em dezembro na cidade de Copenhague. É nessa reunião que será discutido o futuro do Protocolo de Kyoto - e do planeta como um todo.

O seminário realizado pelo Greenpeace em Santos faz parte da expedição Salvar o Planeta: É Agora ou Agora que está no litoral paulista após visitar seis cidades brasileiras ao longo de três meses.A expedição foi iniciada em Manaus, em janeiro, e passou por Santarém, Belém, Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro.

Fotos do evento: http://www.greenpeace.org.br/fotos/barco