Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Dia Mundial da Biodiversidade

Ontem foi o Dia Mundial da Biodiversidade e acontece em Bonn, na Alemanha, de 19 a 30 de maio, a 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD), com o objetivo de criar regras obrigatórias de acesso a recursos genéticos e divisão dos benefícios. O mais importante e urgente, na COP9, é parar o ritmo acelerado de depredação da biodiversidade. Veja mais detalhes sobre o fórum aqui.

A devastação em números:
- a cada hora, quatro espécies são perdidas no mundo;
- cada ano, 13 milhões de hectares de florestas, onde vivem cerca de 2/3 de todas as espécies terrestres, são destruídas.
E por aí vai.

No site do Ibama, encontra-se a lista de animais em extinção, dica da Denise Rangel, amiga do Faça sua Parte. O post da Denise integra os Debates Ambientais do Faça, que vão até meados de junho. Vou escrever sobre educação ambiental e consumo responsável, nos próximos dias, lá no blog coletivo.

Menos carne para um planeta mais saudável

Carbono Zero fez uma enquete para saber se os internautas estão dispostos a diminuir o consumo de carne em prol do planeta. Fico feliz que 47% faria sim um esforço, mas 23% confessou que seria sacrifício, porque adoram um boi. Alegria em saber que 17% são vegetarianos, mas 11% desconhecem a relação entre consumo de carne e agravamento do aquecimento global.

Bom, pra fazer a história curta, o gado ocupa áreas largas e exige o desmatamento, diminuindo a absorção de CO2. A criação dos animais em si é emiti níveis elevados de gás metano, 23 vezes mais poluentes que o CO2. Isso somente com o “pum” das queridas vaquinhas meigas. Isso é sério, há dados. Além do mais, para que um quilo de carne esteja na sua casa, foi emitida 1 tonelada de CO2. Deu pra sacar a relação?

Vida Marinha + Wyland

Na semana (16) rolou o Meeting Vida Marinha, que teve como destaque a presença do artista plástico Wyland, da Wyland Foundation. Seu trabalho é viajar o mundo e sensibilizar as pessoas para a importância de manter o ecossistema marinho para o equilíbrio do planeta. Em sua passagem por Santos, pintou dois painéis no Aquário Municipal. Lindos.

Na apresentação, falou sobre seu envolvimento com o tema, como a arte é transformadora. Seu estilo de vida é bastante condizente com sua prática, pelo que me pareceu. Nunca trabalhou para um empresa, fez de seu hobbie sua profissão e bandeira, e inspira crianças e adultos com uma forma de comunicação que ultrapassa as barreiras da língua.

No seu discurso, o mesmo tom de Al Gore, que fala sobre a responsabilidade que nossa geração recebeu de mudar o curso da história, que ainda há tempo e que podemos, sim, transformar nosso modo de vida, produção e consumo, assumindo posição pró-ativa, cobrando soluções. "É hora de começar a se doar", alertou.

"Eu absorvo tudo que vejo por onde passo, assimilo e coloco em minhas pinturas", disse Wyland. Com isso, pretende tocar as pessoas, acreditando sempre que o melhor investimento é nas crianças. "quando fazemos crianças seres melhores, fazemos um mundo melhor", enfatizou.

Ainda no evento, Roberto Vámos, do Surfrider Foundation Brasil, fez um balanço das atividades, citando os projetos como a escolinha de Surf da Rocinha, no Rio de Janeiro, das influências efetivas em políticas públicas em defesa da vida marinha, e campanhas e programas de educação ambientais com foco em crianças.

"O mar é o maior parque de diversões do mundo", disse Vámos, chamando a atenção para os desdobramentos do aquecimento global nos mares. Uma vez aquecidos, os mares estão mudando a química, favorecendo a proliferação de algas e bactérias, ameaçando a fauna e flora marinha e, ainda a saúde humana.

Vámos trouxe provocações, forçou o público a refletir e cobrar mudanças nas políticas públicas como forma estratégica de mudança.

O evento seguiu à tarde com as apresentações do projeto Tamar, dos Embaixadores do Meio Ambiente, e a palestra de encerramento sobre a importância da preservação das baleias. Estive presente apenas no 1º período, então meu relato fica por aqui.

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Marina Silva não é mais ministra

Anúncio de pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem como pano de fundo a questão das hidrelétricas no Norte do Brasil. Na posição de senadora, Marina poderá fazer frente ao problema fazer pressão a favor do Meio Ambiente.

Quem assistiu ao discurso de Marina na abertura da 3ª CNMA, dias antes, percebeu nas entrelinhas o tom de despedida. Durante sua fala, enfatizou as ações que tinham sido feitas e, muito intensamente, os resultados alcançados e a serem atingidos.

Leia Carta de Demissão na íntegra no G1.

Sábado, 10 de Maio de 2008

3ª CNMA

Nesta semana, em Brasília, aconteceu a 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA). Durante o evento, houve uma oficina dedicada aos jornalistas, para debater a cobertura do tema nos veículos de comunicação.

Conforme matéria do Portal do Meio Ambiente, o cientista político Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas e Pesquisas da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), apresentou o estudo A Cobertura da Imprensa Brasileira sobre Mudanças Climáticas, resultado da análise de 50 jornais entre 2005 e 2007. Entre as conclusões, Canela destacou que o trato da mídia brasileira para o tema está fortemente vinculado às questões internacionais.

O estudo aponta três assuntos que dominaram 50% das matérias sobre o tema no período: efeito estufa, energia e conseqüências das mudanças climáticas. As expressões mais utilizadas foram aquecimento global (70,6%) e mudanças climáticas (29,4%) o que, segundo o especialista, demonstra que ainda há uma confusão conceitual entre os dois problemas por parte dos jornalistas. Os temas de mitigação e adaptação aparecem em 41,7% e adaptação (2,7%) dos textos. Apenas 3% das matérias cobram responsabilidade do governo no estabelecimento de políticas públicas para combater o problema.

Domingo, 4 de Maio de 2008

Direito Ambiental

Na próxima terça-feira (06), a Delegacia Seccional da Polícia Civil e a OAB/Santos promovem o VIII Seminário de Direito Ambiental. A inscrição é gratuita e aberta a todos os interessados pelo telefone (13)3228-6404. O encontro tem início às 19 horas, na sede da OAB/Santos, Praça José Bonifácio, no Centro.

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Ecoeconomia

No Dia do Trabalho, trago uma provocação: teu trabalho contribui para uma vida sustentável, ou acelera o processo de destruição do planeta? Dá pra viver à margem do Capitalismo puro, extrativista, canibal?

Para refeltir um pouco, a seguir a entrevista de Hugo Penteado, autor do livro Ecoeconomia: uma nova abordagem, a Marília Gabriela:



Na opinião de Penteado, a questão central dos modelos econômicos tradicionais é ter excluídos duas variáveis essenciais: pessoas e natureza. "Todos [os modelos] partem de um princípio surrealista, de que a economia é totalmente independente da natureza, fonte inésgotável. Eles [modelos] não reconhecem a interdependência da natureza, pois assumem a reversibilidade", analisa o ecoeconomista.

Bom, se hoje sabemos que a história é outra, que os recursos não são renováveis, como o petróleo, por exemplo, e pior, são poluentes, é hora de repensarmos nosso estilo de vida, que fomenta a indústria, que mantém o sistema. Para isso não precisa transformar-se em um xiita, praguejando os norte-americanos e afins, como se fazia na década de 70. É uma questão de escolha, ou melhor, de escolha consciente, que se consolida tanto no voto como na compra de supermercado.

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Quanto custa frear o aquecimento global

'Somos ricos o suficiente para alterar o rumo do aquecimento', afirma Jan Corffee-Morlot, economista da OCDE e co-autora da pesquisa Perspectivas para o Meio Ambiente, em entrevista ao Estadão. Segundo a economista, 1% do PIB reduziria em quase dois terços o crescimento das emissões de gases de efeito estufa nas próximas duas décadas.

10 melhores sites verdes

A classificação é do blog da Revista Época, Blog do Planeta, e o Faça a sua Parte está lá (e eu também :-)
Lá está tb o registro na nossa blogagem coletiva pelo Dia Mundial da Terra.

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Buscador verde


Sugestão da Agatha, o buscador Ecoogler é uma alternativa ecológica na web. Com as mesmas ferramentas de buscas do Google, o site contabiliza como uma folha cada busca feita. Cada 10 mil folhas representam uma árvore plantada na Amazônia.

Não é mágica, é uma parceria feita entre o Google e a Ong suíça Aquaverde. A organização tem como foco a preservação das águas na região da Amazônia. Pelo sim, pelo não, não custa mudar de buscador, uma vez que os resultados obtidos são os mesmos.