domingo, 30 de dezembro de 2007

Um 2008 mais verde



Cartões de Ano Novo do Fabio Yabu, do blog Mude o Mundo. Espalhe a mensagem.

Resoluções de Ano Novo

Que tal adicionar atitudes "verdes" a sua lista resoluções para 2008?
Aqui vão algumas dicas para adotar uma cidadania planetária:
- Praticar os 3R´s: reduzir, reutilizar e reciclar;
- Comprar produtos sustentáveis e orgânicos;
- Dar preferência ao transporte público;
- Utilizar carros movidos a biodiesel;
- Usar papel reciclado;
- Desligar aparelhos da tomada quando não estão em uso;
- Separar o óleo de fritura em PETs e levá-lo ao posto de coleta mais próximo;
- Colocar em prática programa de coleta seletiva em seu edifício;
- Plantar árvores;
- Comer menos carne animal

Quanto menos se polui, mais o planeta consegue se regenerar dos impactos causados pelo nosso processo de produção e existência.

Óleo vira biodiesel em Santos

O óleo de cozinha usado descartado pela população da região metropolitana da Baixada Santista vai se transformar em biodiesel, após a instalação de uma usina de reciclagem. O projeto faz parte de um programa federal e irá contemplar várias cidades e regiões ao redor do País, conforme reportagem do caderno de Ciências & Meio Ambiente de A Tribuna.

O objetivo principal do programa é utilizar o biodiesel no abastecimento das frotas municipais, como já acontece em Indaiatuba, interior de São Paulo. Lá, um projeto da Unicamp em parceria com o governo federal produz biodiesel suficiente para abastecer os carros de utilidade pública. No último mês, foi anunciada a construção de uma usina com capacidade para produzir 45 mil litros de biodiesel/dia (cerca de 1 milhão de litros/mês).

Mas antes mesmo do programa começar é possível dar um destino correto ao óleo de cozinha. Vale lembrar que 1 litro de óleo contamina cerca de 1 milhão de litros de água se jogado no ralo da pia. Confira os postos de coleta de óleo usado aqui.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Bazar de Natal


As sacolas retornáveis Carbono Zero estarão em um bazar neste finde, sábado e domingo, aqui em Santos. Haverá exposição de confecções, bijus, velas entre outras idéias super legais para presentear seus amigos. Venha conferir:

Local: Rua Liberdade, 44 (prox. Canal 4)
Data: 22 e 23, das 16h às 22h
Entrada: R$2

sábado, 15 de dezembro de 2007

Acordo em Bali

Estados Unidos mudam o tom e entram em consenso com demais países, saindo assim acordo na Conferência das Partes para as Mudanças Climáticas (COP 13) em Bali, Indonésia. O evento terminou às 8h30 da manhã (horário de Brasília) com a promessa de se traçar caminhos para diminuir o aquecimento global. A questão é que, para se chegar a um acordo, foi retirado item que trata das metas de redução de GEE(gases de efeito estufa) até 2020.

A reunião para redigir e aprovar o acordo final foi madrugada adentro, com muita tensão, descrédito e vaias, segundo a reportagem da BBC Londres. Durante 13 dias, 190 países estiveram em plenário para discutir o avanço do aquecimento global.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Artes & Afins



As sacolas Carbono Zero estarão no bazar Artes e Afins, neste fim de semana, dias 15 e 16, realizado na Rua Júlio Conceição, 263, Vila Mathias, Santos, das 16h às 22h. O ingresso é R$2 e será destinado aos Criadores de Possibilidades.

Enquanto isso, em Bali

Encerra-se hoje, em Bali, a 13ª Conferência da Partes (COP 13) para as Mudanças Climáticas, que reúne países industrializados ou não em torno da discussão da substituição do Protocolo de Kyoto. Mas um acordo está bem longe, uma vez que os Estados Unidos recusam-se a assumir metas.

Além de estabelecer metas de corte de emissão de GEE (gases de efeito estufa), o encontro tem em pauta o desenvolvimento sustentável de países em desenvolvimento, com os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Para desmerecer o encontro, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente dos EUA G.W. Bush convidou os países desenvolvidos para debater o tema em janeiro próximo. Já a União Européia mandou seu recado, dizendo que não há o que discutir sem a intenção de cortes nas emissões e que o palco de discussões é Bali, que tem por base os estudos dos cientistas especialistas na crise climática.

É esperar para ver o desfecho.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Kyoto + 10

O Protocolo de Kyoto completa 10 anos, com data de validade já expirada. A 13ª Conferência do Clima (COP 13), realizada em Bali, discute sua substituição com ferramentas mais eficazes para a mitigação dos GEE (gases de efeito estufa).

Em suma, o protocolo é um acordo internacional para reduzir as emissões de GEE dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento. O objetivo é a redução das emissões em 5,2%, entre 2008 e 2012, com base nos nível de 1990.

Desde quando foi negociado em 1997 em Kyoto, Japão, e assinado por 84 nações, gerou impasse, pois países desenvolvidos como Estados Unidos, Russia e Austália não ratificaram o acordo. Mas em 2004, a Rússia tornou-se signatária e, recentemente, a Austrália. Já os Estados Unidos classifica o protocolo como má política (palavras do presidente G.W. Bush), recusando-se a ratificá-lo.

Para constar, em 2004 o Brasil criticava os cálculos que o posicionavam como 6º maior emissor de GEE. Passados três anos, saltamos para a 4ª posição, graças ao nível de desmatamento.

Veja a lista de signatários. Austrália ainda não consta, pois acaba de anunciar a intenção de assiná-lo.

Na contramão

Enquanto em Bali se discutem soluções que substituam o Protocolo de Kyoto, com término em 2012, um grupo intitulado Painel Internacional Não-governamental sobre Mudanças Climáticas (NIPCC) argumenta que as estratégias para diminuição dos GEE (gases de efeito estufa) são perda de tempo e dinheiro.

A informação é do Estadão, na cobertura da 13ª Conferência do Clima (COP-13) de Bali, Indonésia. O grupo de cerca de 20 climatologistas enviou um email aos jornalistas que cobrem o evento, destacando ainda que o acúmulo de CO2 na atmosfera é bom. De certa forma, não é equívoco, pois o efeito estufa é o que mantém a temperatura em níveis suportáveis para a existência de vida. O problema está na quantidade dos GEE emitidos e fixados por longo tempo, como é o caso.

Vale lembrar que o comunicado enviado a imprensa ocorre no mesmo dia em que o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) recebe o prêmio Nobel da Paz, juntamente com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, pelas pesquisas sobre a questão climática e a divulgação desses dados.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sacolas mais resistentes

Cedendo à pressão da sociedade, entra em circulação dentro de 120 dias sacolas plásticas mais resistentes, que agüentam até 6kg, conforme publicou o caderno de Ciência e Meio Ambiente de A Tribuna. A idéia é reduzir em até 30% o consumo das sacolas plásticas, uma vez que não haverá a necessidade de usar duas ou três unidades para carregar produtos mais pesados, como leite e sucos, itens de limpeza, entre outros.

Divulgação

As sacolas retornáveis Carbono Zero estão no caderno de Ciência e Meio Ambiente de A Tribuna de hoje:

Baixada tem opções locais

Quem quiser deixar de lado o uso das sacolinhas plásticas já tem várias alternativas na Baixada Santista. Aqui, mostramos duas delas. A empresa santista 'Gatto de Rua' vende uma bolsa multifuncional, pioneira no Brasil, voltada para o mercado supermercadista. A Bag Market reveste o carrinho de supermercado com o intuito de organizar melhor as compras e facilitar o transporte. A empresa possui ainda outro modelo, menor, ideal para pequenos volumes. Já a jornalista e educadora ambiental Luz Fernández, confecciona sacolas retornáveis feitas de sobras de confecção. O produto pode ser adquirido acessando-se o seguinte blog: http://carbonozero.blogspot.com. Na página, você ainda encontra endereços de onde descartar óleo de cozinha usado entre outras dicas ambientais.

>> Íntegra da reportagem

Postos de coleta de óleo de cozinha usado

domingo, 9 de dezembro de 2007

Natal verde

Para quem está se lançando nas compras de Natal, aqui vão algumas dicas para contribuir com o meio ambiente nesse momento:

1. Planeje suas compras. Quanto mais idas ao shopping e afins, mais emissão de CO2.
2. Leve sua própria sacola para carregar as compras. E recuse as sacolinhas plásticas.
3. Compre produtos que favorecem a cadeia produtiva sustentável social e ambiental.
4. Dê preferência a produtos de empresas que colaboram com o meio ambiente.
5. Compre localmente. Produtos com procedência de lugares distantes têm um impacto de emissão de CO2 muito maior.

Se alguém tiver mais sugestões, fique à vontade.

Carro x metrô

Segundo cálculos feitos pelo Instituto Akatu, utilizar o carro como meio de transporte por dois dias equivale a um mês de locomoção de metrô no que se refere a emissão de CO2.

A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) estima uma frota de 5,6 milhões na Capital. Desse montante, 3,5 milhões circulam diariamente, com ocupação de 1,2 pessoas por veículo. E a diferença na emissão pesa. Enquanto um carro popular emite cerca de 150 gramas de CO2, o metrô lança 12 gramas.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Dia sem sacola

Passe um dia sem sacola plástica. É o mutirão proposto hoje pelo governo do Estado de São Paulo. Durante todo o dia, em vários pontos da Capital e algumas cidades do interior, haverá oficinas para ensinar a confeccionar sua própria sacola.

Para quem vai às compras hoje, um site especial dá dicas e informações de como recusar as sacolas de plástico e diminuir o impacto ambiental do descarte do material.

Desde às 10 horas, há atividades no entorno dos shoppings Eldorado, Center Norte, Iguatemi e em frente ao Teatro Municipal, com a participação de grupos teatrais e distribuição de folhetos para conscientizar para alternativas às sacolas plásticas.

A estimativa é que sejam consumidas 66 milhões de sacolinhas plásticas por mês apenas em São Paulo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Rodada de Bali

Desde segunda-feira (03) até dia 14 de dezembro, 190 países estão reunidos em Bali para discutir um acordo mundial que substitua o Protocolo de Kyoto até 2012. Segundo informações da Agência Reuters, a chance de países em desenvolvimento, como Brasil e China, terem limites de emissão de gases de efeito estufa (GEE) é de difícil negociação.

Países como os Estados Unidos, por exemplo, emitem mais de 20 toneladas de CO2 anualmente, frente a 4 toneladas da China. No Brasil, a questão é o desmatamento e as queimadas que colocam o País na posição de quarto maior emissor de CO2 no mundo.

Mudança de hábito

Sacolas retornáveis no Mais Você

Hoje, a Ana Maria Braga dedicou parte do programa à substituição de sacolas plásticas por sacolas retornáveis de tecido. O Pão de Açúcar já tem sua sacola de TNT há uns anos, agora lançou a da Taeq. No programa, Ana mostrou outros exemplos, além da matéria editada do Cidades & Soluções sobre madeira plástica.

Enfim, a apresentadora chamou a responsabilidade dos proprietários de supermercado para oferecer sacolas por preços mais acessíveis. Ana Maria mandou fazer sacolas retornáveis com o logo do programa, e apresentou pesquisa feita pelo Ibope informando que 100% dos entrevistados usam as sacolas plásticas para descartar lixo.

Então, Ana questiona porque não usar as sacolas oxibiodegradáveis, que se disolvem em alguns meses, em contraposição às tradicionais, que levam até 500 anos para se decompor. Vale lembrar que no Paraná existe legislação para esse tipo de plástico, amplamente usado por alguns países da Europa.

Assista ao trecho do programa

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Mais um signatário

O recém-eleito primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, declarou que o país vai assinar o Protocolo de Kyoto. O candidato vencedor derrotou John Howard, seguidor fiel das políticas norte-americanas em relação à questão climática e à guerra no Iraque, por exemplo.

Quem ganha é o planeta, com mais um signatário de peso. Mais uma prova de que o Universo conspira a favor da vida.

Palestra


No último sábado realizei uma palestra no Núcleo Bandeirantes Santos e fiquei super feliz com o resultado. Conversamos sobre Cidadania Planetária, Aquecimento Global e uso racional das sacolas plásticas e a adoção de sacolas retornáveis. O retorno foi ótimo, pois sinto que as pessoas estão, de uma forma geral, preocupadas com o tema e desejam fazer algo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Aproveitamento sustentável de madeira

Acontece hoje a exposição da Oficina Catapau, com peças de decoração e brinquedos educativos com sobras de madeira. As peças são belíssimas e os brinquedos encantadores. Vale a visita.

Idealizado pelo artista Pedro Ranciaro, o projeto Catapau proporciona o recolhimento de madeiras nobres das ruas da cidade, evitando o corte de árvores da mata.

Quando: 15 a 18 de novembro
Local: Rua da Cosntituição, 81-A, Centro - Santos
Horário: 16h às 22h.

Sacolas Retornáveis Carbono Zero - Radar Local - Rede TV

Ajude a evitar o descarte indiscriminado de plástico no meio ambiente. Adote a sacola retornável.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cidadania planetária


Um tema que vem tomando conta das discussões ambientais é o comprometimento de cada um com o planeta, em uma larga escala, a partir de suas ações mínimas, como uso racional de água, energia e combustível, assim como reciclagem. Daí vem o conceito de cidadania planetária, que defende que somos todos habitantes de um mesmo planeta e devemos cuidar dele como nossa casa.

Para ampliar a reflexão, deixo o link para a Carta da Terra, lançada oficialmente em 2000. A proposta, conforme o documento, é estabelecer uma base ética sólida para a sociedade civil e cooperar na "construção de um mundo sustentável baseado no respeito à natureza, aos direitos humanos universais, à justiça econômica e a uma cultura de paz".

Mapa energético

O Estado de São Paulo será o primeiro do país a fazer um inventário da capacidade de produção de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar.

Entre as propostas estão elaborar o cadastro das usinas de co-geração da indústria canavieira, levantar a capacidade elétrica destas unidades e o estudo da rede elétrica paulista.

A um prazo de dez anos, estão previstas a avaliação do potencial da oferta de bioeletricidade e a projeção da capacidade instalada de produção das usinas de co-geração da indústria paulista de açúcar e álcool.

sábado, 3 de novembro de 2007

Divulgação

A Silvia, do blog Faça sua Parte, mencionou as sacolas retornáveis Carbono Zero lá, junto com outras iniciativas. Vamos passar adiante a idéia. Se você tem habilidade e criatividade, mãos a obra. O meio ambiente agradece.

Mas se você é do tipo que nem sabe pregar um botão, estou à disposição. No link ao lado a galeria de fotos.

Discurso = ação?

A última enquete Carbono Zero destacou discurso e ação, questionando o que distancia os dois pólos. O resultado foi bastante equilibrado. Para 33% dos internautas, falta comprometimento individual, aquele bordão que cada um faz a sua parte.

Empatadas em 25% ficaram educação ambiental e políticas públicas. E apenas 16% concordam com Al Gore, que diz que o problema está em reconhecer a urgência do problema ambiental, quer seja por parte da população como poder público.

Energia solar

Um país como o Brasil, com sol praticamente 365 dias ao ano, tem um potencial enorme para adotar o aquecimento solar em residências. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as novas edificações com mais de três banheiros são obrigadas a dispor de painéis fotovoltáicos de captação de energia solar.

Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o programa Cidade Solares realizou, no mês de setembro, no Parque Ibirapuera, uma série de oficinas para ensinar a montar aquecedor de baixo custo, feito a partir de garrafas PET e caixas de longa-vida (vide post). É possível baixar as apresentações no site do Cidades Solares.

Para quem quiser se aventurar e montar sozinho, outra fonte é o site do Instituto Ambiental do Paraná oferece um passo-a-passo do processo. A instalação chega a ter um custo inferior a R$100 e gera uma economia de energia elétrica da ordem de 40%.

domingo, 28 de outubro de 2007

Sacolas retornáveis Carbono Zero


Preocupada com o consumo desenfreado de sacolas plásticas descartadas indiscriminadamente no meio ambiente, resolvi colocar em prática um hábito bastante comum na Europa: uso de sacolas retornáveis de pano.

Muito tem se discutido sobre o assunto, mas pouco tem feito o cidadão comum, que precisa urgentemente rever seus conceitos. A sustentabilidade passa necessariamente pelo consumo consciente. Antes de comprar, é preciso pensar sobre o descarte.

Coloquei as fotos das sacolas retornáveis Carbono Zero no Flickr. É a minha contribuição para o meio ambiente, além de outras mais incorporadas a minha rotina.

Práticas e duráveis, as sacolas retornáveis (shopping bags) vão e voltam do supermercado, padaria, faculdade, praia, e onde mais quiser, substituindo as sacolinhas de plástico.

Acesse http://www.cozero.com.br para comprar e ver todos os modelos.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

IPCC na América Latina

O primeiro encontro promovido na América Latina pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, acontece nos próximos dias 25 e 26, no Rio de Janeiro.

Durante o encontro, cerca de 250 representantes da área ambiental se reunirão com membros nacionais e internacionais do IPCC para discutir as conclusões do quarto relatório sobre mudanças climáticas produzido pelo painel. Entre os tópicos, as conseqüências no Brasil, biocombustíveis e estratégias para redução de emissão de carbono.

O objetivo é transformar as discussões em ações efetivas que sirvam de base para políticas públicas em todo o País. Os resultados do encontro serão levadas para Bali, na Indonésia, em dezembro, onde acontece mais uma reunião do IPCC.

domingo, 21 de outubro de 2007

Postos de reciclagem de óleo

Mais uma vez estou divulgando os postos de coleta de óleo de cozinha usado para reciclagem na região. A iniciativa é do Núcleo Bandeirantes de Santos. Vale lembrar que o material coletado segue para uma indústria de reciclagem de São Paulo, que retorna produtos de limpeza que serão distribuídos para entidades cadastradas pelo Núcleo

Pontos de entrega na BS:
Centro Comunitário da Igreja São Judas Tadeu
Rua Napoleão Laureano, nº 89 - Marapé - Santos - 2ª a sábado, das 9h às 18h.
Colégio Senior - Av. Jovino de Melo, 358 - Zona Noroeste - Santos - 2ª a 6ª, das 9h às 17h
3º DP de Cubatão - Av. Nações Unidas, 311 - Vila Natal - Cubatão - 2ª a 6ª, das 9h às 19h
Federação de Bandeirantes do Brasil - Núcleo Santos - Rua jurubatuba, 157 - 5ª e sábado, das 15h às 17h

Há outros postos em Santos também:
- Centro Esportivo M. Nascimento: Rua João Fraccaroli, s/nº, Bom
Retiro.
- Ginásio Rebouças: Pça Engenheiro Rebouças, Ponta da Praia.
- Posto 2: Av. Presidente Wilson, s/nº, José Menino.
- Agências do Banco Real (Centro e Gonzaga).

Grande quantidades
A partir de 30 litros, a ONG Trevo recolhe o resíduo in loco, pagando cerca de R$ 0,20 por litro. Agendamentos pelos telefones: (11) 3531-2116 ou (11) 6161-3867.

Em tempo:
1 LITRO DE ÓLEO POLUI 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA.

sábado, 20 de outubro de 2007

Código Florestal em jogo

ONGs pressionam e é adiada a votação do Projeto de Lei 6.424/2005, que altera o Código Florestal Brasileiro. Em tramitação na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o projeto propõe que parte da recuperação obrigatória de Reservas Legais irregularmente desmatadas seja feita com plantas exóticas aos biomas, dando preferência a palmeiras como o dendê, utilizado na produção de biodiesel.

Na última quinta-feira, treze ONGs divulgaram nota conjunta repudiando o Projeto de Lei destacando pontos que consistem em ameaças à conservação das florestas.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Porto de Peruíbe X Juréia X tribo indígena

Anunciou-se esta semana, com bastante alarde, a construção de um porto em Peruíbe, no Litoral Sul de São Paulo, com dimensões maiores que o de Santos, o maior porto da América Latina.

Tudo ótimo, se não fosse pelo local escolhido para o empreendimento: próximo à reserva ecológica da Juréia, com vegetação nativa da Mata Atlântica, e em terreno que margeia a área indígena Piaçaguera, de etnia guarani.

A Funai (Fundação Nacional de Amparo ao Índio) lançou hoje uma nota pronunciando-se contrária à construção do porto, afirmando que vai dar continuidade ao processo de demarcação da área junto ao Governo Federal.

O projeto, do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, prevê a construção de uma ilha artificial, distante 15 quilômetros da costa, para facilitar a altura ideal de calado para os cargueiros e evitar a dragagem, problema constante em Santos. A ilha ficaria ligada ao continente por uma estrada, formando um T.

Desmatamento avança

O desmatamento no estado de Mato Grosso cresceu 228% de julho a agosto de 2007, conforme informações do Boletim Transparência Florestal do Imazon. Os dados confirmam a progressão acentuada dos boletins anteriores e, conforme análise do Imazon, reforçam a relação do desmatamento com o aumento dos preços do gado e soja, além da perspectiva de ampliação de biocombustíveis.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Lixo no quintal dos outros

A União Européia exporta pneus usados para o Brasil importa ao custo de US$ 1 para se ver livre da obrigação de reciclá-los. É que na UE as exigências ambientais encarecem demais a recauchutagem, representando mais de 60% do valor para fabricar um novo.

Com a epidemia de dengue declarada pelas autoridade no país, será que precisamos de mais criadouros de mosquito?

Exposustentat 2007

Segue até dia 18 a Exposustentat 2007, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Em sua 3ª edição, discute Mercados Regionais e a Economia Verde, Orgânicos e Turismo Sustentável, Fortalecimento de cadeias produtivas de produtos florestais não madeireiros, entre outros.

Críticas ao Protocolo de Kyoto

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush (Republicano), mostrou sua preferência pelo crescimento não sustentável esta semana. "A questão fundamental é se vamos ou não ter a capacidade de crescer nossa economia e sermos bons com o meio ambiente ao mesmo tempo", disse Bush, que ainda definiu o Protocolo de Kyoto como má política.

Enquanto isso, Al Gore (Democrata), aquele que perdeu a eleição para Bush por recontagem de votos, ganhou o Nobel da Paz pelo combate exaustivo para divulgar a urgência da questão da crise climática.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Políticas públicas e meio ambiente

Realizou-se no último final de semana, em Porto Alegre, o Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, contando com a participação de diversos cientistas, ativistas e acadêmicos.

Apresentador do Cidades & Soluções (Globonews) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Trigueiro falou ao público no dia 12 e apresentou um ponto bastante interessante. Segundo Trigueiro, os prefeitos, responsáveis pela gestão do lixo urbano e tratamento de esgoto nas cidades, são, em sua maioria, analfabetos em questões ambientais, e não se interessam por obras que vão além dos quatro anos do mandato.

Daí a importância da Agenda 21 local, que estabelece diretrizes para políticas públicas de longa duração. Além do mais, a Agenda 21 local é apartidária e tem representatividade da comunidade.

domingo, 14 de outubro de 2007

Balões de CO2

Alliance for Climate Protection, instituto presidido por Al Gore, está empenhado em despertar a consciência para a urgência da crise climática a partir de campanhas publicitárias, além do trabalho cinetífico e de base.

Assista ao vídeo dos balões de CO2 e entenda como o consumo doméstico de energia contribui para aumentar a produção de gases de efeito estufa.

Pacto para combater o desmatamento

Lançado no dia 3 de outubro, o Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia prevê mecanismos de conservação e desenvolvimento sustentável conforme as especificidades da região. O documento apresentado ao governo é fruto de trabalho de nove ONGs e a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, além da Frente Parlamentar Ambientalista.

Para quem mora em São Paulo, tão distante geograficamente da Amazônia, é possível ganhar em qualidade de vida quando as medidas entrarem efetivamente em vigor. Isso porque a quantidade de chuvas no estado de São Paulo é determinado por influência da umidade na Amazônia, por exemplo, conforme pesquisas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O pacto propõe soluções de desenvolvimento sustentável a longo prazo, conforme um de seus criadores, o economista Carlos Eduardo Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para Young, o grande vilão do desmatamento é a pecuária. "Estamos queimando riquezas para colocar 1 boi por hectare", afirmou em participação no Globo News Painel (13).

O grande desafio, como foi colocado no programa, é equacionar o desenvolvimento levando em consideração a economia local e o uso sustentável da floresta. Estavam presentes, além de Young, Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA), Ademar Ribeiro Romeiro, economista da Universidade de Campinas (UNICAMP).

Vivemos um paradoxo de termos a energia mais limpa, proveniente de hidrelétricas, e sermos o 4º maior emissor de gases de efeito estufa, por conta do desmatamento. Como destacou Romeiro, especialista em economia ecológica, "as próximas gerações não vão nos perdoar por termos transformado a Amazônia em um grande pasto".

Vitória do meio ambiente


O ex-vice-presisente dos EUA, Al Gore, ganhou o Prêmio Nobel da Paz, pela sua luta para conscientizar o mundo sobre a gravidade das mudanças climáticas. Anunciado na última sexta-feira, o prêmio foi dividido com o presidente do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o indiano Rajendra Pachauri. No blog de Gore, é possível ver o vídeo de agradecimento ao prêmio.

Foi Gore que, com seu documentário vencedor do Oscar em 2006, com Uma verdade Inconveniente, lançou em escala planetária um eco de socorro e urgência sobre o agravamento do aquecimento global.

domingo, 30 de setembro de 2007

Vegetarianismo e meio ambiente

O vegetarianismo pode ajudar na desaceleração do aquecimento global. Como? Diminuindo o consumo de carne. Por conta de vários fatores ligados ao processo de criação bovina e suína, polui-se nascentes, produz-se gás metano com os dejetos dos animais e seu abate, entre outros impactos.

Além da questão ambiental, há a postura ética com os animais. Ao descobrir como os animais são criados e abatidos, muitos desistem de comer carne. Como bem disse minha amiga Andrea, temos tecnologia e inteligência para desenvolver alimentos com o mesmo valor proteico da carne.

Não consumo carne há mais de 20 anos e sou testemunha que é possível sim manter-se saudável sem proteína animal. E já que o tom é em primeira pessoa, deixei de registrar que meu irmão Bokka (baterista do Ratos de Porão) saiu na matéria especial da Revista Vegetariana, edição n°11, sobre a galera do metal que é vegê ou vegana.

Para o Bokka, que é também super chef vegano, animais são amigos, não comida. Creio que essa máxima resume bem a idéia.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Local e global

Tendo em vista que ações locais têm desdobramentos globais, o ICLEI Brasil apresenta para o governo paulista um projeto de lei com políticas públicas para o clima.

Além das ações já conhecidas como coleta seletiva, opção por energias limpas e renováveis, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), há ainda a inclusão das compras públicas sustentáveis.

Conforme a minuta do projeto de lei, a "Política Municipal de Mudança do clima tem por objetivo assegurar a contribuição do município de São Paulo (...) de alcançar a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático, num prazo suficiente que permita aos ecossistemas adaptarem-se naturalmente à mudanca do clima que assegure que a produção de alimentos não seja ameaçada e que permita ao desenvolvimento econômico prosseguir de maneira sustentável."

Houve consulta pública no último dia 25, e ainda há espaço para participação da comunidade no projeto de lei.

Energia solar

Acontece na sede da UMAPAZ – Universidade Livre do Meio Ambiente e Cultura de Paz, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, cursos do Programa de Capacitação para o Uso de Energia Solar.

Com duração de 2 a 12 horas, os cursos são gratuitos e têm por objetivo a capacitação e treinamento em energia solar para engenheiros projetistas, arquitetos, instaladores prediais e professores multiplicadores.

Mais informações sobre energia solar no site do Cidades Solares.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Alternativas ao transporte individual

Passado o Dia Mundial sem Carro, com adesão bastante tímida em São Paulo, o que podemos fazer de concreto para diminuir os impactos da emissão de gases por conta da queima de combustíveis fósseis como a gasolina, derivada de petróleo?

1. Optar por combustíveis limpos, como biodisel, álcool (limpo na combustão, mas nem tanto na produção);
2. Depender mais do transporte público e veículos alternativos, como bicicleta;
3. Planejar o dia para evitar deslocamentos desnecessários, caso o transporte individual seja imprescindível.

Economizando o planeta

Enquete da semana do Carbono Zero revelou que as pessoas estão dispostas a consumir menos para poupar o planeta. E 100% delas mostraram disponibilidade para encarar a mudança de postura.

sábado, 22 de setembro de 2007

Programação sem carro

Gilberto Kassab (Prefeito de São Paulo) dá exemplo e vai de ônibus para a abertura da programação do Dia Mundial sem Carro. Ele conseguiu fazer o percurso em 30 minutos.

Para quem está em São Paulo, confira no site Nossa São Paulo a programação do Sesc por região.

Em Santos, as atividades acontecem na Ponta da Praia, em frente ao Aquário, das 9 às 13 horas, com apoio da CET e prefeitura, além da participação da Liga Santista de Ciclismo, Associação Brasileira de Ciclistas (ABC) e a Associação dos Ciclistas de Santos (Ciclosan).

Já em Bertioga, no Litoral Norte, a Agenda 21 local organiza um passeio ciclístico das 15h às 18h, com saída na praça Jardim Veleiro, ao lado do Mercado do Peixe.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Dia da Árvore


No Dia da Árvore escolhi o Pau Brasil para lembrar que nosso país leva o nome de uma árvore e, infelizmente, estamos na lista dos países que mais emitem gases CO2 por conta do desmatamento da Floresta Amazônica.

Mas momentos singelos como o plantio de uma muda de Pau Brasil por uma professora do Guarujá, a Shirley Araújo, comovem de verdade. Ela levou a turma para o Jardim Botânico de Santos, trocou vales-mudas distribuídos pelo projeto Planeta no Capricho, após a exibição do filme "Uma Verdade Inconveniente", do Al Gore e plantou a muda de Pau Brasil na escola. Valeu, Shirley.

Dia Mundial sem Carro


Amanhã é o Dia Mundial sem Carro e é momento de reflexão sobre nosso impacto individual sobre a aceleração do aquecimento global.

Várias atividades vão acontecer em Sampa, como a "Virada Esportiva", aqui na Baixada vai ter bicicletada e em mais de 1.500 cidades do mundo. E parte de cada um deixar o carro em casa neste sábado e ver como seria apenas um único dia sem depender de um veículo de transporte individual.

Na Capital a programação é extensa, com envolvimento da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, unidades do Sesc, entre outros movimentos. Como por exemplo o Dia Sem Carro da Bicicletada, que começa às 9h com atividades lúdico-educativas na Praça do Ciclista, que fica na altura do número 2.440 da Av. Paulista (próximo à Estação Consolação). A Massa Crítica sai às 15h (concentração a partir das 14h).

Aqui cabe um parênteses para falar da Massa Crítica (Critical Mass). O movimento surgiu nos idos de 90, em São Francisco e se espalhou pelo mundo. A Massa Crítica não é uma organização, uma ONG ou algo do tipo. É apenas um grupo que se une para barganhar seu espaço na malha viária.

Em São Paulo, no dia 31 de agosto, aconteceu a Bicicletada dos Executivos (foto), que reuniu mais de 60 pessoas de terno, gravata e tailleurs em plena happy hour, saindo da Praça dos Ciclistas, na avenida Paulista.

O objetivo do Dia Mundial sem Carro é repensar a forma de locomoção nas grandes cidades, exigir transporte público de qualidade e ver que outras maneiras são viáveis. Sugestão pra abrir a cabeça: Apocalipse Motorizado

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Pegada de carbono

Deixar o carro na garagem uma vez por semana pode trazer ganhos ambientais significativos. Segundo cálculos do Instituto Akatu, essa rotina repetida durante um ano (52 dias) poupa o que uma árvore nativa da Mata Atlântica absorve durante 37 anos pelo processo de fotossíntese em seu crescimento.

O mesmo estudo apontou que dois dias utilizando o carro emitem tanto CO2 quanto um mês de metrô. Já a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) estima que 4,2 milhões de pessoas se locomovem de carro diariamente em São Paulo, com uma ocupação de 1,2 pessoas por veículo, provocando diversos problemas decorrentes do excesso de veículos na cidade. Em contrapartida, o Metrô calcula que transporta, em média, 2,1 milhões de pessoas todos os dias.

Todo indivíduo deixa sua pegada de carbono. E como mostram os dados, a opção de transporte influencia no resultado final da conta da emissão de gases poluentes na atmosfera, responsáveis pela aceleração do aquecimento global.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Sem carro e de olho no Tietê


A Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica promove atividades para o Dia do Rio Tietê e o Dia Mundial sem Carro, no dia 22 de setembro. O objetivo é chamar a atenção dos paulistanos para a questão da poluição do rio e da emissão dos gases poluentes provenientes da queima de combustíveis fósseis, como a gasolina.

Paulistanos e outros mais cidadãos de várias metrópoles no mundo, como Tóquio e Bogotá, serão convidados a deixar o carro em casa e participar de passeios ciclísticos, caminhadas, atividades físicas, e muito mais.

No dia 22, às 9 horas, a Rede das Águas realiza uma "barqueata" (foto edição 2006) no Rio Tietê, no trecho entre as pontes Cruzeiro do Sul e das Bandeiras. A programação inclui ainda atividades culturais, artísticas e esportivas, com a participação do Clube de Amigos da Bike, com bicletada; do Voluntariado da SOS, com caminhada e da Equipe Motorola SOS Mata Atlântica de Aventura, que conduzirá a navegação em botes infláveis, caiaques e barcos a remo com esportistas dos Clubes Pinheiros, de Regatas e do Tietê.

Para ter um panorama da situação do Tietê e sobre bacias hidrográficas, gestão da água assim como o resultado das análises do monitoramento, basta acessar o site Rede das Águas

Sem carro
O Dia Mundial sem Carro é uma iniciativa do movimento Nossa São Paulo, outra cidade e chama para a reflexão. Segundo estimativas da CET de São Paulo, cerca de 500 carros novos passam a circular na cidade por dia. Um único dia dedicado ao transporte público traz um ganho significativo para diminuir a emissão de CO2 na capital. Vale lembrar que um ônibus equivale a 50 automóveis.

Óleo de cozinha 3


O Núcleo Bandeirante Santos, da Ponta da Praia, continua na campanha de arrecadação de óleo de cozinha usado. No final de semana do Dia de Limpar o Mundo (15 e 16) foram doados 25 litros (foto). O local já arrecadou cerca de 200 litros.

Para quem quiser doar, a seguir a lista de postos de coleta. Lembrando que o material coletado será enviado a uma empresa de reciclagem de São Paulo para ser transformado em material de limpeza. O núcleo está cadastrando entidades carentes para receber os produtos de limpeza revertidos no momento da doação do óleo.

Santos
Núcleo Bandeirante Ponta da Praia: Rua Jurubatuba, 157, próximo ao Complexo Rebouças. Às quintas-feiras e sábados, das 15h às 17h.

Colégio Sênior, Zona Noroeste: Av. Jovino de Melo, 358.

São Vicente
Estacionamento no Centro: Rua Martim Afonso, 214. De 2ª a sábado, das 7h às 22h.

Cubatão
3º DP: Av. Nações Unidas, 311. De segunda a sexta, das 8h às 20h.

Basta separar o óleo usado em garrafas pet e levar até os locais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Compromisso com o meio ambiente

Durante o >seminário Mudanças Climáticas Globais: as conseqüências para o Litoral Paulista houve um tom quase uníssono sobre a responsabilidade individual sobre o agravamento da crise climática.

Adotar posturas mais sustentáveis, como economizar água, energia, combustível, praticar a coleta seletiva de resíduos domésticos, levar a própria sacola ao supermecado são exemplos práticos. Além disso, repensar o padrão de consumo predatório que não leva em consideração a pegada de carbono que deixamos, ou seja, os impactos do descarte indiscriminado de resíduos.

Hoje é segunda-feira, um ótimo dia para começar hábitos novos, como elaborar seu compromisso com o meio ambiente.

Mudanças climáticas afetam a moda

Cada vez mais a aceleração do aquecimento global influencia em áreas diversas, como a moda. Conforme publicação no The Wall Street Journal, (dica da Eco Trends & Tips), a indústria fashion também procura se adaptar ao novo quadro climático.

Em linhas gerais, as estações estão atrasadas e as ondas de calor duram mais e, ainda, há picos de calor intenso e frio intenso por um período mais curto, de acordo com os relatórios climáticos revelados no último relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (ONU).

Pensando nisso, a norte-americana Liz Claiborne já utiliza o expertise de especialistas no clima para criar estratégias. A convite da marca, o climatologista Radley Horton conversou com executivos da marca sobre tecidos, baixa temporada e vendas no varejo e novas abordagens para o mercado interno e externo.

domingo, 16 de setembro de 2007

Clean up the world

Hoje é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. E neste finde acontece em vários pontos do mundo o Dia de Limpar o Mundo - Clean up the World. Procure na sua cidade as ações de entidades e ONGs e participe também desse dia de faxina e conserto da sua comunidade.

sábado, 15 de setembro de 2007

Mudanças climáticas em debate

O seminário Mudanças Climáticas Globais: as conseqüências para o Litoral Paulista, liderado pela frente parlamentar pró Agenda 21 do Estado de São Paulo, aconteceu hoje, aqui em Santos, e reuniu diversos técnicos, entidades representativas e ONGs para discutir o tema.

Divido em três mesas redondas, o seminário apresentou com detalhes os estudos realizados na região sobre os impactos locais da aceleração do aquecimento global. Com base em dados técnicos e precisos, pode-se partir para elaboração de políticas públicas capazes de lidar com o problema.

Durante as quase 10 horas de debate, a tônica que prevaleceu foi a da necessidade de se fazer um mapa das vulnerabilidades locais às mudanças do clima. Outro ponto destacado por vários palestristas foi a adoção de duas posturas em conjunto, a da mitigação da emissão de gases e a adaptação ao novo quadro climáticos que se apresenta.

A mesa de abertura foi coordenada pela deputada Maria Lucia Prandi (PT), como representante da frente parlamentar em apoio à Agenda 21. Participaram também Danielle de Araújo Magalhães, da Coordenadoria Geral de Mudanças Globais de Clima, Ministério da Ciência & Tecnologia (MCT), João Wagner da Silva Alves, coordenador do Proclima da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Sourak Aranha Borralho, do Comitê Organizador da Conferência de Meio Ambiente, Nina Orlow, da Rede das Agendas 21 do Estado de São Paulo, e Nilo Sergio Diniz, do Conselho Nacional do Meio Ambiente. O tema foi "A participação das instituições governamentais na prevenção, adaptação emitigação dos impactos das mudanças climáticas".

Na segunda mesa, cujo tema era "Os impactos ambientais e sociais para o Litoral Paulista", as apresentações foram bastante técnicas. Teve como coordenador Antônio Carlos Diegues, do Núcleo de Apoio sobre Populações e Áreas Úmidas Brasileiras, da USP, e colaboraram Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC), Célia Regina de Gouveia Souza, do Instituto Geológico da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, e Emília Arasaki, do Centro Técnico de Hidráulica da USP.

A terceira e última mesa discutiu "Propostas e participação da sociedade civil para o enfrentamento das mudanças climáticas globais" e foi coordenada por Daniel Turi, da Rede das Agendas 21 do Estados de São Paulo. Participaram da mesa Rubens Harry Born, do Instituto Vitae Civilis, Miriam Dualibi, do Instituto Ecoar, Luiz Piva, do Greenpeace, Eduardo Hipólito do Rêgo, da Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro e, para encerrar o debate, Condesmar Fernandes de Oliveira, da Rede Caiçara Ecossocialista.

Pela pluralidade de vozes percebe-se que o encontro foi rico em informações, estudos e reflexões sobre a questão. Uns mais técnicos, outros mais voltados ao âmbito social do problema, fica a mensagem que é necessário haver preparação para a nova condição climática e que o Brasil possui tecnologia para diminuir os impactos. Resta saber qual será a opção e as políticas públicas que vão sustentar as ações.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Carro porco


Greenpeace faz protesto na entrada da Feira Internacional do Automóvel, em Frankfurt, Alemanha, pintando os carros de rosa e colocando um nariz de porco.

Em frente ao pavilhão de exposições, os ativistas pinduraram uma faixa com o trocadilho de Wolkswagen, carro do povo, para Klimaschweine, algo como emporcalhador do clima (klima: clima; schweine: porco).

"Eu não sou de plástico"

Esse é o tema da campanha por sacolas de pano retornáveis, lançada oficialmente na noite de ontem (quarta), pela prefeitura de São Paulo, no Porão das Artes, no Parque Ibirapuera.

O evento foi marcado pela exposição “Eu não sou de plástico” com curadoria de Lilian Pacce e cenografia de Ivo Pons, envolvendo mais de cem estilistas brasileiros que desenvolveram peças únicas para a campanha.

Em breve, Carbono Zero terá suas sacolas retornáveis também.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dia de Limpar o Mundo

Santos participa da campanha Dia de Limpar o Mundo – Clean Up the World, que acontece no próximo final de semana (15 e 16). O evento tem ações ambientais em mais de 120 países e está na 15ª edição, e será realizado em parceria com Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Mais de 35 milhões de voluntários trabalham na campanha reciclando, plantando árvores, realizando campanhas de educação ambiental, limpando matas, entre outras atividades. Em Santos, o Núcleo Bandeirante vai dar continuidade ao programa de coleta de óleo de cozinha usado e, ainda fazer brinquedos de material reciclado.

O Núcleo Bandeirante Santos fica na Rua Jurubatuba, 157, próximo ao Complexo Esportivo Rebouças.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Coleta de óleo de cozinha 2


Estou voltando ao assunto porque muitos estão me perguntando se em Santos temos postos de coleta de óleo de cozinha usado. O Núcleo Bandeirante, na Ponta da Praia, recebe as garrafas pet com o material às quintas-feiras e sábados, das 15h às 17h, Rua Jurubatuba 157, próximo ao Complexo Esportivo Rebouças. Na foto, a ação realizada no último sábado.

Na Zona Noroeste, o Colégio Sênior atende no horário das aulas, na Av. Jovino de Melo, 358. Em São Vicente, há um estacionamento no Centro, na Rua Martim Afonso, 214. O horário para entrega é de 2ª a sábado, das 7h às 22h. Já em Cubatão, o posto de coleta é o 3º DP, que fica na Av. Nações Unidas, 311, e recebe óleo de segunda a sexta, das 8h às 20h.

Basta separar o óleo usado em garrafas pet e levar até os locais. Em caso de grande quantidade, mandem email pra mim.

Falemos mais e façamos mais ainda

Pesquisa recente feita pelo HSBC revela que 58% dos brasileiros colocaram as mudanças climáticas como a principal questão mundial. Muito bonito seria se essa grande porcentagem realmente fizesse algo de concreto para diminuir o aquecimento global. Do total dos entrevistados no país, 47% afirmaram tomar alguma ação concreta para reduzir os impactos negativos de seu consumo.

domingo, 9 de setembro de 2007

Preservação do verde em Sampa

A Prefeitura de São Paulo está discutindo a possibilidade de abater imposto de proprietários que preservem áreas verdes. Medida semelhante de isenção de impostos já está em vigor no Rio Grande do Sul.

O objetivo é consolidar a cidade, ocupando os espaços já construídos e evitar a expansão de áreas não exploradas, incluindo tais medidas no Plano Diretor. O plano está em fase de audiências públicas e será apresentado no fim do mês para discussão e votação na Câmara.

sábado, 8 de setembro de 2007

O que é lixo?

À primeira vista, classifica-se lixo aquilo que não serve mais, os rejeitos. O que não tem utilidade pra uns, tem valor de moeda cambial pra outros. Então, é preciso começar a questão da coleta e reciclagem de resíduos urbanos por aí. Essa é a visão do manual Coleta Seletiva, do Instituto Polis, desenvolvido por Elisabeth Grimberg e Patricia Blauth.

O problema levantando pelo manual diz respeito à qualidade do produto para reciclagem, que encontra-se justamente na triagem feita pela população. O lixo para reciclagem deve estar limpo, livre de resíduos como restos de alimentos sólidos e líquidos, caso contrário perde-se seu valor de aproveitamento.

A estimativa é que apenas 3% do lixo que chega a uma usina podem ser recuperados, por conta da má conservação ou inadequação da primeira etapa de triagem, feita pela população individualmente.

No caso do lixo residencial, pode ser dividido em duas grandes categorias, orgânico e reciclável. Reciclável é papel, vidro, alumínio e plástico. As embalagens e plásticos devem ser levadas e secadas para evitar a deterioração do material até chegar ao destino final.

No processo de reciclagem, se comparado ao tradicional, há ganhos ambientais e economia de recursos não-renováveis. A redução de energia na produção de papel reciclado, por exemplo, pode chegar a 74%. O mais rentável em termos ambientais é o alumínio, que traz economia de energia de até 97%.

Se considerada a economia da matéria-prima, o vidro é o mais ecológico, poupando 100% do recurso. Com a produção de papel reciclado salvam-se 20 pés de eucalipto por tonelada de papel.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Consumo consciente

Navegando pelo site do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) você encontra um excelente material sobre Consumo e Cidadania. O manual foi elaborado em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e traz questões como a responsabilidade e a reflexão sobre nossos padrões de consumo exacerbados.

O Manual de Educação para o Consumo Sustentável pode ser baixado gratuitamente do site do Idec, basta cadastrar-se antes.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Desertificação

O aquecimento global está criando um novo tipo de refugiado: o refugiado do clima. Como o processo de desertificação avança continuamente, afetando 200 milhões de habitantes. Porém, dois bilhões de pessoas (um terço da população) vivem em zonas de risco, segundo um estudo da Universidade das Nações Unidas, publicado em junho.

Por conta do quadro, a ONU está reunida nos próximos 15 dias, em Madri, na VIII Conferência da ONU sobre a Luta contra a Desertificação. Nesta quinzena, especialistas de 200 países discutem como combater a seca, que ameaça um terço da população mundial, e redigirão um plano de ação para os próximos dez anos.

A preocupação com o crescimento da desertificação tem vários pontos a serem abordados. A questão do plantio sustentável é um deles. Daí chegamos à pergunta que não quer calar, por Sivakumar, membro da Organização Meteorológica Mundial: "Hoje alimentamos uma população mundial de 6,3 bilhões de pessoas com os 11 por cento da superfície da Terra que podem ser usados realmente para a produção de comida. A pergunta é: conseguiremos alimentar os 8,2 bilhões de pessoas que, segundo se prevê, viverão no globo em 2020 com uma quantidade ainda menor de terra arável?"

domingo, 2 de setembro de 2007

Monitoramento do desmatamento


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está com uma página nova na web do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

As informações são em tempo real e o satélite mostra dados por município, podendo o mapa ser ampliado até 5KM de distância. É possível identificar a modificação da floresta Amazônica por conta do desmatamento, assim como ver o município.

No detalhe da foto, Santos com sua pouquíssima área de floresta. A área rosa é a área urbana.

sábado, 1 de setembro de 2007

Reciclagem de radiografias

As chapas radiológicas antigas podem ter um destino mais apropriado que o lixo doméstico. Em Santos, a Clínica Radiológica de Santos coleta as radiografias e vende o material à empresa de reciclagem.

O preço do quilo do produto no mercado é de R$2,50 em média, valorizado pela prata contida nas chapas. O dinheiro arrecadado é encaminhado a instituições de caridade da região.

A coleta acontece em dois postos. Em Santos, na Avenida Conselheiro Nébias, 521 e em São Vicente, na Rua Ipiranga 263.

Pequenas ações

A enquete da semana do Carbono Zero investigou se pequenas ações trazem ganhos ambientais significativos. Para 94% dos respondentes sim. Apenas 5% acreditam que ações de mais impacto e abrangentes podem modificar o quadro.

Entende-se por pequenas ações hábitos do cotidiano, como fechar a torneira ao escovar os dentes. Com a torneira aberta, um indivíduo gasta até 20 litros por minuto. No caso de vazamento então, 46 litros por dia jogados ralo abaixo.

Deixando de poluir o esgoto doméstico com sobras de óleo de cozinha usado também é um gesto simples com ganho significativo. Apenas 1 litro de óleo polui 1 milhão de litros de água. Em Santos e SV já temos postos de coleta de óleo. E agora em Cubatão, no 3º DP.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Coco pra reciclar

O Parque Ibirapuera acaba de ser eleito a 1ª Maravilha Paulistana e já tem novidades para os amantes do meio ambiente. A partir de 11 de setembro, o parque vai coletar as cascas dos cocos verdes vendidos para matar a sede dos visitantes.

O material será transformado em insumo para plantio e caixim e vai diminuir a quantidade de resíduos. Segundo pesquisa realizada com ambulantes no local, o consumo chega a 7 mil unidades semanais, gerando aproximadamente 7.800 kg de lixo. Para cada 250 ml de água de coco é produzido um quilo de lixo.

No Cidades & Soluções aprendi que a casca do coco deriva mais de 44 produtos.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Sustentabilidade em debate

O programa Invenções do Contemporâneo, produzido em parceria com a CPFL Energia e exibido pela TV Cultura, ontem teve como tema Sustentabilidade e Aquecimento Global.

Mediada por Paulo Markun (jornalista e diretor-presidente da Fundação Padre Anchieta), a edição contou com a presença de Carlos Nobre (CPTEC/INPE), Hugo Penteado (ABN AMRO Asset Management), João Augusto Fortes (Centro Tom Jobim/Amazon life), Rogério Cezar de Cerqueira Leite (Unicamp/Sincroton) e Tatiana Deana de Abreu Sá (EMBRAPA/Universidade Federal do Pará e da Amazônia).

Muito foi dito sobre as responsabilidades do aquecimento global, e vários pontos convergem para a questão do crescimento, que está relacionado com a melhoria da qualidade de vida da população. Em última instância, o Capitalismo é o potencializador do aquecimento global, essa é minha leitura.

Pelo ponto de vista econômico, apresentado por Hugo Penteado, está na hora de rever os princípios da Economia, concebidos há mais de 200 anos, quando se pensava os recursos como fontes infinitos e inesgotáveis e, conseqüentemente, adotando uma postura degenerativa em relação ao planeta.

O crescimento exponencial pelo qual passam países como China e Brasil tendem a agravar ainda mais o problema ambiental, pois é necessário aumentar a produção de energia para fomentar os mecanismos do desenvolvimento. Carlos Nobre, da CPTEC/INPE, destacou que não é viável "plantar" biodísel para atender à demanda. Deve-se desenvolver outras opções de combustível menos poluentes e não-fósseis.

No site do Espaço Cultural CPFL é possível conferir mais informações sobre a série Aquecimento Global.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Stand-by encarece conta em 25%

A comodidade da função stand-by (espera) nos aparelhos eletrônicos pode representar um acréscimo de 25% na sua conta de luz no final do mês. O ideal é desligar mesmo e tirar o plug da tomada se não for usar o aparelho por um bom tempo.

Pensando em facilitar o acesso à informação, o Inmetro vai criar um selo com informações sobre o gasto do aparelho em stand-by, além do indicativo da Procel quanto à eficiência energética do produto.

Cinema Ambiental

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que acontece em Goiás há nove anos, trouxe representantes de mais de 61 países para ver e debater sobre meio ambiente. Veja a cobertura do Cidades & Soluções.

Como bem destaca um dos organizadores do festival, o cinema, por ser arte, envolve e consegue impactar de forma contundente os espectadores. Que diga Al Gore, com seu documentário “Uma Verdade Inconveniente”. É impossível sair ileso. Carbono Zero é resultado disso. E por falar em Gore, vale a pena assistir à entrevista ao André Trigueiro.

domingo, 26 de agosto de 2007

Construção sustentável

Divulgar ações e projetos sustentáveis na área da construção civil é o objetivo do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), lançado no último dia 16. A atuação do conselho abrange a elaboração de diretrizes, proposição de políticas públicas e setoriais e elaboração para soluções integradas.

Nomes de peso do mercado imobiliário e ambiental integram o órgão, como o presidente Marcelo Takaoka, grande empreendedor da construção, Fábio Feldmann, da secretaria ambiental do Estado, e Paulo Itacarambi, do Instituto Ethos de Responsabilidade Social, entre outros.

“Todos os países querem alternativas concretas que façam a transição para uma sociedade sustentável”, enfatizou Feldmann, durante a cerimônia de lançamento do conselho.

Para se ter uma idéia concreta da construção sustentável, o Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (IDHEA) elenca linhas-mestras da construção sustentável:

- Gestão de obra, com estudo de impacto ambiental, gestão de resíduos na obra;
- Aproveitamento passivo dos recursos naturais, como iluminação natural, conforto térmico e acústico;
- Eficiência energética;
- Gestão e economia da água;
- gestão de resíduos gerados pelos moradores, com criação de área para coleta seletiva;
- qualidade do ar e do ambiente interior;
- conforto termo-acústico.

Conforto x qualidade do ar

Na enquete da semana do Carbono Zero, a pergunta foi se as pessoas optariam pelo transporte público em prol da qualidade do ar na cidade. Felizmente, 95% disseram que sim. Mas não é o que pensam os moradores de Santos.

No mês de maio, o Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) fez uma pesquisa com motoristas sobre o assunto e 75% mostraram-se contra ao rodízio na cidade. Apenas 20% concordam com a idéia, apresentada como projeto de lei pelo vereador Fabião (PSB) e vetada pela Câmara de Santos.

Interessante de se verificar nessa pesquisa é que mesmo se houvesse melhora no trânsito local, ainda 56% não utilizariam o transporte público para locomoção. Vale lembrar que a emissão de carbono por conta do deslocamento terrestre representa até 40% do total dos poluentes lançados na atmosfera.

Vamos pedalar, como em várias metrópoles do mundo, inclusive Sampa? Santos é plana, temos ciclovia na praia e na Av. Francisco Glicério, até a Av. Afonso Pena. Embora não seja o ideal, dá pra encarar.

sábado, 25 de agosto de 2007

Emissômetro

Mais uma do prefeito verde Kassab. Na 6ª Conferência Municipal de Produção Mais Limpa de São Paulo, no último dia 22, foi lançado o emissômetro, que calcula a diminuição de gases poluentes por conta da troca da frota de ônibus na Capital.

Os valores são atualizados online e referem-se ao período de 2006 até o momento de acesso à página. Exatamente agora, a calculadora mostra que o ganho foi de 1.403.979,62.

Outros pontos foram apresentados e discutidos durante o evento, como mostra o site da Fapesp. Ira Magaziner, diretor da Iniciativa de Mudanças Climáticas da Fundação Clinton, afirma que não haverá impacto ambiental real se não mudarmos os padrões de eficiência energética.

De acordo com Magaziner, as cidades são responsáveis por 75% da energia consumida no planeta e que, nas 40 maiores metrópoles, de 35% a 50% da energia é desperdiçada por ineficiência das edificações, com ar-condicionado e com luzes ligadas sem necessidade.

Com uma visão menos otimista, o meteorologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), acredita que não é mais possível reverter o aquecimento global. Ele pede foco nas adaptação necessárias para que o Brasil conviva com o aquecimento global, por conta da desigualdade social. Para Nobre, faz-se necessário investimentos em estudos sobre as vulnerabilidades. Enfim, investir em pesquisa.

Coleta seletiva

Boas notícias para nós que moramos no Gonzaga e arredores, em Santos. O Miramar Shopping agora tem cestos para coleta seletiva, no 3º andar, no corredor que dá acesso ao elevador. Não preciso mais carregar minhas garrafas pet pra casa na bolsa.

Outra grata surpresa foi saber que a loja Multicoisas, de artigos para casa, na Av. Ana Costa, perto do Colégio Coração de Maria, também colocou cestos de coleta seletiva e ainda um recipiente dentro da loja para descartas as pilhas e baterias usadas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sustentabilidade

Há várias definições para sustentabilidade. A seguir, o conceito de Caco de Paula, coordenador editorial da revista Planeta Sustentável, da Abril.

"um sistema sustentável é aquele que responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras responderem às suas próprias necessidades. É considerar causas e conseqüências nas dimensões econômica, ambiental, social e cultura -- e sua interdependência. É ter visão de longo prazo e agir com solidariedade para com as futuras gerações."

O texto é um trecho da entrevista do Caco de Paula feita pelo jornal interno do grupo Abril (PSC Online), e enviada pela minha amiga Camila Santana (Abril).

Cidades Costeiras Sustentáveis

Durante dois dias representantes de órgãos públicos, ONGs e demais interessados discutiram problemas e soluções para tornar as cidades costeiras sustentáveis. Hoje (22), no encerramento, apresentou-se uma proposta para ser encaminhada à comissão que elabora o Plano Nacional de Gerenciamento Costeira (PNGC).

Segundo os organizadores, o intuito é abrir a discussão do tema, com a participação da sociedade civil, e chegar a um documento de sugestões para contribuir com o PNGC. O próximo encontro nacional, que debaterá as propostas encaminhadas pelos estados, deve ocorrer entre outubro e novembro de 2009.

A proposta inclui os seguintes itens que anotei durante a apresentação:

- Definir metodologias para estabelecer zonas de amortecimento baseadas em critérios naturais e antrópicos. Entram nesse quesito a classificação de riscos de erosão costeira, morfodinâmica praial, estado dos ecossistemas costeiros associados, etc;

- Estabelecer as zonas de amortecimento, de acordo com a tipicidade de cada área, a partir da análise de riscos;

- Ressaltar a necessidade de recuperação ambiental de linha de costa;

- Definir um programa de monitoramento para as zonas;

- Incluir gestão ambiental portuária indicada para cada porto;

- Elaborar planos diferenciados para áreas urbanizadas e não-urbanizadas;

- Incentivar a criação de Planos Municipais de Gerenciamento Costeiro (associados oas planos diretores municipais)

- Considerar o balanço sedimentar (impacto) no ordenamento de mineração de sedimentos;

- Estabelecer a integração entre as diferentes esferas de governo, adotando um Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro Integrado;

- Avaliação ambiental estratégica de políticas públicas como pré-requisito para as Zonas Ecológicas Econômicas;

- Contemplar cenários a médio e longo prazos para ações definidas pelo PNGC;

- Criar um instrumento para salva-guardar ambientes estuários.

Vale lembrar que são propostas e que já existe legislação vigente. O que vale é a discussão e a participação da sociedade em um evento aberto a todos. O nível do mar está subindo e é necessário definir e delimitar a ocupação costeira.

Mais informações no site da Agência Costeira

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Seminário Mudanças Climáticas

Acontece hoje e amanhã (21 e 22) o seminário Cidades Costeiras Sustentáveis — Baixada Santista. "Desenvolvimento Sustentável e a Proteção Ambiental das Praias: Desafios Face às Mudanças Climáticas e à Elevação do Nível do Mar"

Entre os temas abordados estão problemas ambientais da Baixada Santista e os impactos nas praias, Gestão Ambiental da Zona Costeira em face dos desafios futuros, e mais.

Segundo a organização, a proposta do evento é enfocar o ecossistema praia, o mais dinâmico dentre todos os ecossistemas costeiros, ressaltando suas características físicas e bióticas, a legislação incidente e os conflitos de uso, bem como as atividades da zona costeira que interferem em sua estabilidade e condições ambientais.

Local: auditório da UniSantos, Campus Vila Mathias, rua Carvalho de Mendonça, 144
Período: dias 21 e 22
Público: aberto a todos os interessados
Informações: 3221-9286 - Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro

Confira programa completo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Reciclagem de óleo de cozinha

Santos e São Vicente já têm postos de coleta de óleo de cozinha residencial. A iniciativa em Santos é do Núcleo Bandeirantes, da Ponta da Praia. Já em São Vicente, o posto de coleta fica em um estacionamento do Centro, que firmou parceria com a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) e, com o programa, vai gerar renda para a Cooperativa Cidade Alta (Coopercial), formada por 120 ex-catadores do antigo lixão de Sambaiatuba, conforme informação da prefeitura.

Para doar, basta colocar o óleo em garrafa pet e levá-lo até o local. Em Santos, o núcleo recebe doações às 5ª ou sábados, das 15 às 17h. O endereço é Rua Jurubatuba, 157, próximo ao Complexo Esportivo Rebouças. Para quem está em São Vicente, o posto de coleta fica em um estacionamento do Centro, na Rua Martim Afonso, 214. O horário para entrega é de 2ª a sábado, das 7 às 22h.

O destino do óleo de cozinha usado preocupa ambientalistas do mundo todo. Quando despejado no ralo da pia, apenas 1 litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água. O mais correto é doá-lo a empresas utilizem o óleo como matéria-prima para produtos de limpeza.

O material coletado será destinado a empresas que reciclam o óleo usado e o transformam em produtos de limpeza, como sabão em barra, detergente, e afins. A cada litro doado a empresa devolve 1 litro de produto de limpeza. Atualmente, o Núcleo Bandeirante está cadastrando entidades para receber os produtos de limpezas arrecadados a partir da troca.

Se sua cidade não possui postos de coleta, coloque o óleo em uma garrafa pet e descarte com o lixo orgânico. Evite despejar na pia ou direto no esgoto.

Assista também ao Cidades & Soluções, com André Trigueiro, sobre o assunto.

sábado, 18 de agosto de 2007

Protocolo Município Verde


Dos 645 municípios do estado de São Paulo, 393 inscreveram-se para receber o selo Município Verde, que será concedido às cidades que cumprirem com o Protocolo Município Verde, lançado pela Secretaria de Meio Ambiente do governo do estado.

O objetivo é realizar uma gestão compartilhada entre governo estadual e municipal para tratar das questões ambientais. O estado fornece conhecimento técnico e treinamento e os municípios executam ações locais.

O programa foi lançado dia 3 de julho e as cidades da Baixada não estão na lista, com exceção de Cubatão. Do Litoral Sul, aderiram ao programa~apenas Itanhaém e Mongaguá. Já no Vale do Ribeira, o interesse foi expressivo, incluindo-se Barra do Turvo, Cajati, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pedro de Toledo e Registro.

Para conseguir a certificação, os municípios terão de cumprir 10 diretivas, resumidas a seguir:

1. ESGOTO TRATADO: Implantar, através de sistema próprio, consorciado ou terceirizado, a coleta e tratamento de esgotos domésticos, eliminando a poluição dos recursos hídricos.

2. LIXO MÍNIMO: Estabelecer política de gestão dos resíduos sólidos, promovendo a coleta seletiva e a reciclagem, eliminando até o final de 2010 qualquer forma de deposição de lixo a céu aberto.

3. RECUPERAÇÃO DE MATA CILIAR: auxiliar na delimitação e demarcação das áreas prioritárias de atuação, particularmente na proteção das principais nascentes, formadoras de mananciais de captação d’água.

4. ARBORIZAÇÃO URBANA: Implementar programa de arborização urbana e manutenção de áreas verdes municipais, diversificando a utilização das espécies plantadas.

5. EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Estabelecer programa de educação ambiental para a rede pública de ensino municipal, promovendo também a conscientização da população a respeito da agenda ambiental.

6. HABITAÇÃO SUSTENTÁVEL: Definir programa para a redução de uso de madeira oriunda da Amazônia na construção civil do município.

7. USO DA ÁGUA: Implantar um programa municipal contra o desperdício de água, nos estabelecimentos comerciais e residências.

8. POLUIÇÃO DO AR: Apoiar o Governo estadual no programa de controle da poluição atmosférica e de gases de efeito-estufa.

9. ESTRUTURA AMBIENTAL: Constituir, preferencialmente por lei, órgão próprio da estrutura executiva municipal responsável pela política de proteção do meio-ambiente e dos recursos naturais.

10. CONSELHO AMBIENTAL: Constituir, por lei, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, com funções consultiva e deliberativa.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sessão especial do Al Gore

Ontem foi a 1ª sessão do filme "Uma Verdade Inconveniente", do Al Gore, que o projeto Lixo no Lixo, do jornal A Tribuna, realizou. Mais de 400 crianças estiveram presentes e assistiram à palestra do Jaime Caettano, da ONG Recicla Brasil e, em seguida, o filme editado.

A proposta é motivar as crianças a fazer uma redação sobre ações locais que possam conter o aquecimento global.

Dá pra ver o vídeo da matéria no site da TV Tribuna.

No Orkut, a comunidade Planeta no Capricho vai de vento em popa.

Coleta de pilhas e baterias

Pra quem mora em Santos, a agência do Gonzaga do Banco Real instalou o "papa pilhas", um espaço na entrada da agência para descartar pilhas, baterias e afins. Fica na av. Ana Costa, quase de esquina com a rua Azevedo Sodré.

Da próxima vez que for bater perna no Gonzaga, leve suas pilhas usadas e dê o destino adequado a elas. O meio ambiente agradece.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Produtos com selo verde

No site da FSC Brasil há um link com todas as empresas no país que são certificadas. Até o último dia 2, a lista continha 68 nomes. A primeira a receber o selo verde foi a Duratex, ainda em 1995.

A Comunidade Kayapó na Terra Indígena do Baú, que explora castanha in natura e óleo, concentra a maior área certificada, com mais de 1.500 mi de metros quadrados. Ao todo, mais de 5 milhões de metros quadrados têm certificação no Brasil.

As marcas com selo FSC imprimem o selo nas embalagens das mercadorias. Mais um item para verificar além da data de validade e o preço.

Veja a lista das empresas certificadas pelo FSC.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Madeira: vilã ou anjo-da-guarda?

Nos últimos tempos, o uso responsável da madeira está em pauta. O que é muito válido, pois o extrativismo puro e simples pode esgotar o solo. Segundo especialistas, a saída é a madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council - Conselho de Manejo Florestal). O selo verde, conferido pela FSC, garante que a extração da madeira é feita de forma sustentável.

No Brasil, existem algumas empresas que trabalham para conseguir ou manter o selo FSC. De fabricantes de papel sulfite a palitos de fósforo. Na hora de comprar um item básico, como papel higiênico, confira se a marca é certificada.

No que diz respeito à arquitetura e construção, já existe uma corrente que defende a utilização da madeira como seqüestro de carbono. O arquiteto Ricardo Caruana, argentino radicado no Brasil, defende a idéia de que a madeira tem vida útil e, antes de morrer e devolver todo o CO2 de volta à atmosfera, deveria ser usada de maneira sustentável.

Conforme Caruana, as estruturas de madeira em uma edificação e sua mobília são exemplos de poluição enlatada a serviço da humanidade. Assista à entrevista ao Repórter Eco, da TV Cultura.

domingo, 12 de agosto de 2007

Recuperação de matas ciliares

O Rio Iguape, no Vale do Ribeira, começa a ser recuperado graças à campanha Cílios do Ribeira, lançada ontem, em Registro. O objetivo é recuperar as matas ciliares na fronteira da divisa de São Paulo e Paraná.

Cobrindo novamente as margens do rio com vegetação, previne-se o assoreamento do leito, a erosão e, conseqüentemente, evitam-se as enchentes e cheias que costumam castigar a região no período de chuvas.

A iniciativa partiu de uma parceria entre o Instituto Ambiental Vidágua e o Instituto Socioambiental (ISA). A campanha terá um plano estratégico e permanente e prevê a recuperação de 120 hectares destas florestas nos próximos dois anos, conforme informações do ISA.

Sacolas de pano em Sampa


Os paulistanos terão a opção de utilizar sacolas de pano personalizadas em suas compras em supermercados, padarias, livrarias e demais estabelecimentos comerciais. É mais uma ação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo.

A campanha para minimizar o uso de sacolas plásticas na cidade será lançada no fim de agosto pela prefeitura e segue o exemplo de Lajeado, no Rio Grande do Sul (vide post).

sábado, 11 de agosto de 2007

Produção + Limpa

Os impactos ambientais da produção industrial serão discutidos na 6ª Conferência Municipal Produção Mais Limpa, no próximo dia 22, em São Paulo, no Memorial da América Latina. A entrada é gratuita.

O programa Produção + Limpa (P+L) objetiva a redução do consumo de matérias-primas, água e energia, minimizar a geração de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas no ciclo de produção das empresas. Além do ganho ambiental, aumenta-se a produtividade, reduzindo os custos de produção.

Para auxiliar uma produção mais limpa, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) disponibiliza os guias Produção + Limpa (P+L) para download no site.

As ações práticas são monitoradas e divulgadas pela Cetesb no
link Casos de Sucesso, e incluem osde empresas como Kodak, Votorantim, 3M do Brasil, Dow Química, entre outras.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Energia solar

Dica do André Trigueiro, apresentador do Cidades e Soluções, no Canal Futura, é o livro Um banho de sol para o Brasil, do Instituto Vitae Civilis. Para baixar o livro acesse o site.

Em um país tropical como o nosso, com 365 dias de sol (praticamente), apenas 1% das residências tem coletor solar no Brasil. Com políticas públicas e legislação, como no caso da cidade de São Paulo, a tendência é que esse percentual aumente.

Como comentei anteriormente, desde 3 de julho todas as edificações com mais de três banheiros em São Paulo devem prever a instalação de placas de captação de energia solar para aquecimento de água. É pela força da lei, mas já é um começo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Sacola de pano

O pequeno município de Lajeado, na área metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, resolveu adotar sacolas de pano no comércio em substituição às sacolinhas de plástico. Assim, evita-se o descarte indiscriminado de plástico nos aterros.

As sacolas são vendidas a R$2,00 ou podem ser trocadas por 1kg de alimento não-perecível na secretaria de meio ambiente da cidade. A matéria saiu na Envolverde e o projeto foi lançado dia 5 de junho, conforme informações no site da prefeitura de Lajeado.

Essa medida é mais uma iniciativa ecológica da cidade. Assisti no Cidades e Soluções que os moradores que plantam árvores ou mantém as espécies em suas propriedades recebem desconto no IPTU de até 20%.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Você separa o lixo reciclado?

O planeta agradece a colaboração de quem separa o lixo orgânico do reciclado. Conforme mostrou a última enquete do Carbono Zero, 62% afirmaram que SEMPRE fazem a separação. Em contrapartida, 18% confessaram que NUNCA tomaram essa atitude. Já o percentual de internautas que ÀS VEZES têm esse cuidado é de 12%. Apenas 1% alega que não há coleta seletiva na cidade ou bairro.

Conversei informalmente com algumas pessoas que não separam o lixo. A resposta é que não há lugar adequado para armazenar uma semana os resíduos recicláveis. Para quem mora em condomínios, o síndico deve providenciar esse espaço. Se não for possível, facilite a ação não impondo horários rígidos para descartar o reciclado. É fundamental também envolver os empregados do prédio.

Para circular

Comunidade no Orkut apóia o Dia Mundial Sem Carro. Vá lá e participe também.
Dia Mundial Sem Carro - 22/09.

domingo, 5 de agosto de 2007

Dia Mundial Sem Carro


Os movimentos lançados e abraçados por pessoas do bem na cidade de São Paulo estão transformando a concepção da metrópole. O movimento “Nossa São Paulo é Outra Cidade”, sob a batuta de Oded Grajew, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, propõe o Dia Sem Carro, em 22 de setembro, integrando-se ao Dia Mundial Sem Carro, que acontece simultaneamente em várias cidades do mundo, de Bogotá (Colômbia) até Tóquio (Japão).

Segundo estimativas da CET de São Paulo, cerca de 500 carros novos passam a circular na cidade por dia. Um único dia dedicado ao transporte público traz um ganho significativo para diminuir a emissão de CO2 na capital. Vale lembrar um ônibus equivale a 50 automóveis.

O evento contará com atividades espalhadas pela cidade, passeios ciclísticos, caminhadas, distribuição de panfletos alertando sobre a influência do transporte individual sobre o aquecimento global, entre outras.

Mesmo que a despoluição do Tietê ainda possa parecer um sonho distante, pequenas atitudes como o Dia Sem Carro podem mudar a forma como o paulistano enxerga sua contribuição para melhorar a qualidade de vida na maior metrópole da América Latina.

O lançamento oficial acontece no dia 8 de agosto e contará com a presença do prefeito Gilberto Kassab, que tem demonstrado empenho em relação às questões ambientais. Pelas suas ações, vê-se que aplica adequadamente as ações do Protocolo de Kyoto.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Amazônia em manifesto

Depois da mini-série Amazônia, da Globo, alguns artistas do elenco, como Cristiane Torlone e Juca de Oliveira, lançaram o manifesto Amazônia para Sempre, para forçar o governo federal a cumprir o que está na Constituição.

Determina o § 4º do Artigo 225 da Constituição Federal que "A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais".

Link para ler e assinar o manifesto Amazônia para Sempre.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

ONU discute mudanças climáticas

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) esteve reunida em sua sede, em Nova Iorque, para debater sobre as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global. A reunião realizou-se entre 31 de julho e 1º de agosto.

O encontro, denominado "O Impacto do Debate Será Neutralizado", foi em caráter informal, mas com o objetivo claro de se chegar a um consenso científico em torno do tema. De acordo com notícia do site da ONU, o ex-presidente chileno, Ricardo Lagos, que participou da reunião, disse que os líderes reconhecem a necessidade de um “acordo novo e mais sofisticado” que venha a suceder o Protocolo de Kyoto.

As conseqüências do aquecimento global vão desde o furacão Katrina, que devastou a belíssima cidade de Nova Orleans, ao sul dos Estados Unidos, ao derretimento das geleiras na Antártida. O que vem de brinde é o calor e frio excessivos, mudanças bruscas, mais catástrofes climáticas e por aí em diante.

Hoje, no Brasil, as mudanças climáticas ameaçam os arrecifes, por conta do aquecimento dos mares, os biomas das florestas tropicais que não conseguem se adaptar às mudanças, a fúria das ondas, que em 2005 acabaram com as muretas da Ponta da Praia, aqui em Santos, e a lista segue.

Os impactos são globais e locais. E a ONU declara sua preocupação com os países em desenvolvimento, que são os mais atingidos pela crise climática, provocada justamente pelos mais desenvolvidos e poluidores, vide Estados Unidos.

Para compensar as emissões de carbono decorrente dos deslocamentos até Nova Iorque, local da reunião, a ONU comprometeu-se em investir em um projeto ecológico no Quênia. O próximo encontro acontece em setembro, e antecede a conferência sobre mudanças climáticas em Bali, em dezembro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Leilão de créditos de CO2 em SP

A prefeitura de São Paulo realizará o 1º leilão de créditos de carbono no País, originados do aproveitamento do gás metano produzido pela decomposição do lixo no aterro Bandeirantes, em Perus, zona norte da cidade.

Desde o início de 2004, a empresa Biogás, concessionária que explora o aterro, passou a fazer a captação, queima e aproveitamento do gás para produção de energia. A fim de conseguir os créditos de carbono, a prefeitura protocolou na ONU (Organização das Nações Unidas) um pedido de expedição de certificados de emissão reduzida.

No total, serão leiloados 800 mil créditos, a uma média de 16 euros, e a operação acontecerá na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), na capital. O montante arrecadado será revertido nos programas ambientais no entorno dos aterros.

Quem tiver curiosidade, pode acessar a minuta do edital do leilão. A consulta pública encerrou-se no último dia 20 de julho e ainda não há data definida para a realização da transação na BM&F.

O processo para emissão de créditos é bem complexo, mas fica disponível para consulta pública no site da Clean Development Mechanism (CDM). O programa da Biogás, com detalhes do projeto e fotos, adaptações realizadas ao longo dos 4 anos, também está lá.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Troca de lâmpada

Embora os Estados Unidos não tenha assinado o Protocolo de Kyoto, que prevê o compromisso das nações de diminuir a emissão de gases poluentes que produzem o efeito estufa, há várias ações de ONGs que aliviam um pouco esse impasse político.

A dica do Instituto Akatu é o movimento chamado 18 seconds, que tomou força na internet e tenta convencer os cidadãos de trocar as lâmpadas tradicionais por fluorescentes econômicas, com o objetivo de diminuir os impactos do aquecimento global. O nome refere-se aos segundos que um indivíduo leva para trocar uma lâmpada.

Lançado em 1º de janeiro de 2007, o hotsite mostra quantas lâmpadas econômicas foram compradas naquele país desde então. De acordo com os cálculos do site, os EUA deixaram de emitir mais de 31 bilhões em CO2 com a troca das lâmpadas até o momento presente. É possível ainda ver o ranking de eficiência por estados.

No Brasil, em tempos de pós-apagão, conhece-se bem a diferença no final do mês na conta de luz com a troca por lâmpadas econômicas. Além de eficientes em termos ambientais, por produzirem mais energia e menos calor, duram em média 4 anos, contra alguns meses das convencionais.

Sacolas ecológicas vetadas em Sampa

A adoção obrigatória de sacolas plásticas ecológicas em São Paulo foi vetada pelo governador José Serra (PSDB). O projeto de lei 534/07, que determinava que os estabelecimentos comerciais utilizassem plástico oxibiodegradável (OPB), foi descartado. O veto foi publicado no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (27).

A obrigatoriedade está suspensa, mas o compromisso dos estabelecimentos com o meio ambiente não. O cidadão também faz sua parte levando de casa sua(s) sacola(s). Na Europa, paga-se pelas sacolas em supermercados e nos Estados Unidos escolhe-se a opção papel ou plástico e as grandes redes, como Publix, possuem usina de reciclagem, como o Pão de Açúcar, no Brasil.

Enquanto isso, no Paraná, a lei está em vigor desde 16 março deste ano. O processo foi impulsionado pela Fundação Verde (Funverde) no município de Maringá, naquele estado, como mostra o vídeo exibido no telejornal local da Globo (no site Folha Verde)

Conforme informações técnicas do Senai do Rio Grande do Sul, para a produção das sacolas oxibiodegradáveis é utilizado o aditivo d2w®, que atua fragilizando as ligações entre átomos e moléculas. Com isso, o produto torna-se sensível à luz solar, umidade, temperatura, e digerível por microorganismos presentes no meio ambiente. Inicia-se, então, o processo de degradação natural, em tempo reduzido de apenas 18 meses. O plástico comum, como o conhecemos, pode levar até 500 anos para se decompor, dependendo de sua densidade.

OBS. O parecer do veto pode ser lido no site da Imprensa Oficial. Basta escolher o dia (27/07/07) e no navegador do DO clicar na opção “Executivo – caderno1”. Para paginar, use as setinhas. O texto está na página 8.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Fundação SOS Mata Atlântica

A Lei 11.428 que trata da utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica foi publicada em 22/12/2006. Para que não caia no esquecimento, a Fundação SOS Mata Atlântica encomendou à Agência F/Nazca esse filme. Mais detalhes sobre a lei: http://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11428.htm

Haja árvore!

Segundo estimativas do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Brasil libera 1 bilhão de toneladas de CO2 na atmosfera. Com esses dados, o País detém o título de 4º maior emissor de gás carbônico no planeta. Tudo isso por conta do desmatamento e das queimadas realizadas na Amazônia.

Já pensou quantas árvores deveriam ser plantadas para compensar tamanha poluição? Mas as florestas não são depredadas sem motivo. Há demanda por madeira na construção civil, indústria moveleira, entre outros setores.

Um simples olhar em volta é suficiente para saber o quanto consumimos nossas florestas: mesas, papel sulfite, jornal, lápis, palito de sorvete e a lista segue. Na próxima ida ao supermercado, experimente ler o rótulo da embalagem para saber a procedência da matéria-prima.

Algumas empresas trabalham com madeira proveniente de florestas de manejo ou reflorestamento. A floresta de manejo é sustentável, pois alterna as áreas de plantio e não esgota o solo, o que não acontece necessariamente no reflorestamento.