Pós COP-15, vamos digerindo os acontecimentos. Bem lembrado pelo geógrafo Aziz Ab'Sáber, em entrevista para Terra Magazine, quando há mais de 1.000 pessoas para discutir um assunto não há conversa, e sim explanação de alguns. Foi isso que aconteceu em terras dinamarquesas, além do fato de que a crise climática virou bandeira política e deixou de ser questão ambiental.
Na opinião de Ab`Saber, contrário ao que se tem divulgado o aquecimento global não vai acabar com a Amazônia e a Mata Atlântica, pois o aquecimento e o aumento de CO2 favorece a floresta. Sem papas na língua, o especialista dispara que a COP-15 foi uma farsa.
Voz dissonante
Para não dizer que não democrática, listo ainda outra entrevista enviada pelo amigo Pedro Martins, jornalista ambiental, na qual o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion, afirma categoricamente que o aquecimento global não passa de intriga de ianques para retardar o crescimento das nações em desenvolvimento, uma espécie de eco-neocolonialismo.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Chega de boi
No dia em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação quase perdemos a batalha para os bovinos. Sim, aqueles serem lindos, malhados, dengosos, mas que emitem metano constantemente, 23 vezes mais poluente que o CO2. Além disso, para que 1 quilo de carne chega a casa do consumidor foi emitada 1 tonelada de CO2 entre produção e transporte.
Estima-se que no Brasil exista 1 boi para cada 2 habitantes. No Mato Grosso do Sul a conta é assombrosa: 2,2 milhões de habitantes e 30 milhões de cabeça de gado. Quando não é o gado em si, as terras são utilizadas para produzir para os bovinos. Cerca de44% das culturas no país são destinadas para produzir alimentos para animais. A soja ocupa 23% das terras produtivas e metade desse contingente serve para exportação para alimentar gado no exterior.
Se há tanto gado é porque há demanda e quem está pedindo é o consumidor. E esse simples ato de optar por uma dieta baseada em proteína animal influencia diretamente no uso do solo, cuja modificação é a maior causa do Aquecimento Global. Não é necessario que a humanidade se torne vegetariana, mas que tenha consciência que suas escolhas têm consequências. Diminuir o consumo de carne bovina é uma questão de preservação e garantia de segurança alimentar.
Conforme definição, a Segurança Alimentar e Nutricional é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.
Com tanto gado, o conceito acaba caindo por terra. E de onde vem a demanda mesmo?
Estima-se que no Brasil exista 1 boi para cada 2 habitantes. No Mato Grosso do Sul a conta é assombrosa: 2,2 milhões de habitantes e 30 milhões de cabeça de gado. Quando não é o gado em si, as terras são utilizadas para produzir para os bovinos. Cerca de44% das culturas no país são destinadas para produzir alimentos para animais. A soja ocupa 23% das terras produtivas e metade desse contingente serve para exportação para alimentar gado no exterior.
Se há tanto gado é porque há demanda e quem está pedindo é o consumidor. E esse simples ato de optar por uma dieta baseada em proteína animal influencia diretamente no uso do solo, cuja modificação é a maior causa do Aquecimento Global. Não é necessario que a humanidade se torne vegetariana, mas que tenha consciência que suas escolhas têm consequências. Diminuir o consumo de carne bovina é uma questão de preservação e garantia de segurança alimentar.
Conforme definição, a Segurança Alimentar e Nutricional é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.
Com tanto gado, o conceito acaba caindo por terra. E de onde vem a demanda mesmo?
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Menos carne para um planeta mais saudável
Carbono Zero fez uma enquete para saber se os internautas estão dispostos a diminuir o consumo de carne em prol do planeta. Fico feliz que 47% faria sim um esforço, mas 23% confessou que seria sacrifício, porque adoram um boi. Alegria em saber que 17% são vegetarianos, mas 11% desconhecem a relação entre consumo de carne e agravamento do aquecimento global.
Bom, pra fazer a história curta, o gado ocupa áreas largas e exige o desmatamento, diminuindo a absorção de CO2. A criação dos animais em si é emiti níveis elevados de gás metano, 23 vezes mais poluentes que o CO2. Isso somente com o “pum” das queridas vaquinhas meigas. Isso é sério, há dados. Além do mais, para que um quilo de carne esteja na sua casa, foi emitida 1 tonelada de CO2. Deu pra sacar a relação?
Bom, pra fazer a história curta, o gado ocupa áreas largas e exige o desmatamento, diminuindo a absorção de CO2. A criação dos animais em si é emiti níveis elevados de gás metano, 23 vezes mais poluentes que o CO2. Isso somente com o “pum” das queridas vaquinhas meigas. Isso é sério, há dados. Além do mais, para que um quilo de carne esteja na sua casa, foi emitida 1 tonelada de CO2. Deu pra sacar a relação?
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Quanto custa frear o aquecimento global
'Somos ricos o suficiente para alterar o rumo do aquecimento', afirma Jan Corffee-Morlot, economista da OCDE e co-autora da pesquisa Perspectivas para o Meio Ambiente, em entrevista ao Estadão. Segundo a economista, 1% do PIB reduziria em quase dois terços o crescimento das emissões de gases de efeito estufa nas próximas duas décadas.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
The 11th hour
Por sugestão da minha amiga Deinha, fui atrás do filme do Leonardo DiCaprio. O que mais curti, pelo que vi nos trechos no You Tube, é que mostra não somente a questão crítica, da 11ª hora (em inglês são apenas 12 horas, dividas em "am" e "pm"), mas as soluções e idéias pra agir agora.
A seguir, um especial produzido para o You Tube, com trechos do filme e apresentação do próprio DiCaprio.
A seguir, um especial produzido para o You Tube, com trechos do filme e apresentação do próprio DiCaprio.
domingo, 13 de abril de 2008
Troque as lâmpadas e as leis
O incansável Al Gore acaba de lançar seu nove slide show com o seguinte mote: "Change the light bulbs and the laws" (troque as lâmpadas e as leis). Desta forma, entra a questão da cobrança sobre o poder público em relação à crise climática. Claro que cada um tem que fazer sua parte, mas as políticas públicas são fundamentais.
Há dados bastante interessantes na apresentação. Um deles me chamou bastante a atenção para saber que a mídia norte-americana anda dando pouca atenção ao aquecimento global nos debates com os presidenciáveis. A abordagem do tema é irrisória, na proporção de 450 para 2. Em alguns casos até menos.
Assista à apresentação aqui
Há dados bastante interessantes na apresentação. Um deles me chamou bastante a atenção para saber que a mídia norte-americana anda dando pouca atenção ao aquecimento global nos debates com os presidenciáveis. A abordagem do tema é irrisória, na proporção de 450 para 2. Em alguns casos até menos.
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domingo, 23 de março de 2008
Carbono negro
Segundo estudos divulgados pela revista científica britânica The Nature,o carbono negro é a 2ª causa do aquecimento global. O elemento é derivado da queima de combustíveis fósseis, biomassa e biocombustíveis.
Conforme o estudo, o carbono negro absorve a radiação solar impedindo que a radiação refletida pela superfície terrestre saia da atmosfera, gerando a elevação da temperatura do planeta.
E eu com isso, você me perguntaria. Tudo. Nossa locomoção é feita a partir da queima de combustíveis. Então, vamos fazer um uso mais inteligente do transporte, praticando carona solidária e fazendo uso do metrô e ônibus. E da boa e velha bike, se estiver em uma cidade plana como Santos.
Conforme o estudo, o carbono negro absorve a radiação solar impedindo que a radiação refletida pela superfície terrestre saia da atmosfera, gerando a elevação da temperatura do planeta.
E eu com isso, você me perguntaria. Tudo. Nossa locomoção é feita a partir da queima de combustíveis. Então, vamos fazer um uso mais inteligente do transporte, praticando carona solidária e fazendo uso do metrô e ônibus. E da boa e velha bike, se estiver em uma cidade plana como Santos.
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Mudança de hábito - enquete
Na semana o Carbono Zero investigou se os leitores tinhamVocê já mudado algum hábito por conta do aquecimento global. Do total, 56% adimitem ter feito algumas mudanças. Pra minha felicidade, 31% declaram ter virado guardiões do planeta. E 12% não fizeram alterações.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Pingüins ameaçados

Os pingüins-reis estão sob ameaça por conta do aquecimento global, conforme alerta o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Os pesquisadores trabalharam com os dados de perspectiva de aumento de 0,2ºC na temperatura do mar, o que levaria a uma redução de 9% na população de pingüins-reis adultos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Enquanto isso, em Honolulu
No Encontro das Grandes Economias sobre Segurança Energética e Mudanças Climáticas em Honolulu, o secretário executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, Yvo de Boer, afirmou que é necessário dar continuidade ao mapa de Bali, destacando alguns tópicos.
Um deles, na minha opinião, diz respeito a algo que pouco se fala, que é a adaptabilidade às mudanças climáticas, uma vez que são inevitáveis e já sentimos seus efeitos. Na visão de Boer, é preciso “determinar as ações essenciais para a adaptação aos impactos inevitáveis das mudanças climáticas e promover um desenvolvimento resistente ao clima”.
Os países menos desenvolvidos serão os mais atingidos com os eventos climáticos extremos, com alagamentos, doenças, falta de água, entre outros problemas. Por isso que os compromissos dos países desenvolvidos é tão importante, a fim de assegurar o atendimento às possíveis vítimas. Mas não em esquema de remediar, e sim planejamento de ações em casos extremos.
Um deles, na minha opinião, diz respeito a algo que pouco se fala, que é a adaptabilidade às mudanças climáticas, uma vez que são inevitáveis e já sentimos seus efeitos. Na visão de Boer, é preciso “determinar as ações essenciais para a adaptação aos impactos inevitáveis das mudanças climáticas e promover um desenvolvimento resistente ao clima”.
Os países menos desenvolvidos serão os mais atingidos com os eventos climáticos extremos, com alagamentos, doenças, falta de água, entre outros problemas. Por isso que os compromissos dos países desenvolvidos é tão importante, a fim de assegurar o atendimento às possíveis vítimas. Mas não em esquema de remediar, e sim planejamento de ações em casos extremos.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Transporte de CO2
Cerca de 15% do CO2 à solta na atmosfera hoje vem do setor de transportes, segundo estudos publicados no PNA, conforme nota do Blog do Planeta.
Quanto mais nos movimentamos usando veículos movidos a energia fóssil não-renovável, mais deixamos cravadas nossas pegadas de carbono.
Na ocasião do Dia Sem Carro, em setembro, publiquei aqui uma estimativa do Akatu, que um mês de metrô equivalia a um dia de carro.
Quanto mais nos movimentamos usando veículos movidos a energia fóssil não-renovável, mais deixamos cravadas nossas pegadas de carbono.
Na ocasião do Dia Sem Carro, em setembro, publiquei aqui uma estimativa do Akatu, que um mês de metrô equivalia a um dia de carro.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Dane-se o aquecimento global?
Há tempos ando atrás daquela vinheta da MTV, que mostra uma paródia desses programas de vendas de carros. A certa altura um dos personagens diz: "Dane-se o efeito estufa. O mundo vai acabar mesmo, então acabe com estilo". É uma sátira, mas é pra pensar mesmo. Precisamos exigir aparelhos mais eficientes, que agridam menos o meio ambiente.
Shop Shop Turne
Na seqüência, outra vinheta dos mesmos caras, sobre as garrafas PET:
Shop Shop Turne
Na seqüência, outra vinheta dos mesmos caras, sobre as garrafas PET:
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Delivery
Replicando do Rastro de Carbono, que viu no Brontossauros em meu jardim que havia assistido no Bafana Ciência
Na minha análise, a animação do alemão Till Nowak é uma caixa de Pandora reversa. Todos os dias temos a chance de abrirmos a nossa caixa e mudarmos a história de perversidade com o meio ambiente. E ainda há tempo, como Al Gore gosta de repetir exaustivamente. Então, mãos à obra!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Palestra
No último sábado realizei uma palestra no Núcleo Bandeirantes Santos e fiquei super feliz com o resultado. Conversamos sobre Cidadania Planetária, Aquecimento Global e uso racional das sacolas plásticas e a adoção de sacolas retornáveis. O retorno foi ótimo, pois sinto que as pessoas estão, de uma forma geral, preocupadas com o tema e desejam fazer algo.
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
IPCC na América Latina
O primeiro encontro promovido na América Latina pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, acontece nos próximos dias 25 e 26, no Rio de Janeiro.
Durante o encontro, cerca de 250 representantes da área ambiental se reunirão com membros nacionais e internacionais do IPCC para discutir as conclusões do quarto relatório sobre mudanças climáticas produzido pelo painel. Entre os tópicos, as conseqüências no Brasil, biocombustíveis e estratégias para redução de emissão de carbono.
O objetivo é transformar as discussões em ações efetivas que sirvam de base para políticas públicas em todo o País. Os resultados do encontro serão levadas para Bali, na Indonésia, em dezembro, onde acontece mais uma reunião do IPCC.
Durante o encontro, cerca de 250 representantes da área ambiental se reunirão com membros nacionais e internacionais do IPCC para discutir as conclusões do quarto relatório sobre mudanças climáticas produzido pelo painel. Entre os tópicos, as conseqüências no Brasil, biocombustíveis e estratégias para redução de emissão de carbono.
O objetivo é transformar as discussões em ações efetivas que sirvam de base para políticas públicas em todo o País. Os resultados do encontro serão levadas para Bali, na Indonésia, em dezembro, onde acontece mais uma reunião do IPCC.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Críticas ao Protocolo de Kyoto
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush (Republicano), mostrou sua preferência pelo crescimento não sustentável esta semana. "A questão fundamental é se vamos ou não ter a capacidade de crescer nossa economia e sermos bons com o meio ambiente ao mesmo tempo", disse Bush, que ainda definiu o Protocolo de Kyoto como má política.
Enquanto isso, Al Gore (Democrata), aquele que perdeu a eleição para Bush por recontagem de votos, ganhou o Nobel da Paz pelo combate exaustivo para divulgar a urgência da questão da crise climática.
Enquanto isso, Al Gore (Democrata), aquele que perdeu a eleição para Bush por recontagem de votos, ganhou o Nobel da Paz pelo combate exaustivo para divulgar a urgência da questão da crise climática.
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domingo, 30 de setembro de 2007
Vegetarianismo e meio ambiente
O vegetarianismo pode ajudar na desaceleração do aquecimento global. Como? Diminuindo o consumo de carne. Por conta de vários fatores ligados ao processo de criação bovina e suína, polui-se nascentes, produz-se gás metano com os dejetos dos animais e seu abate, entre outros impactos.
Além da questão ambiental, há a postura ética com os animais. Ao descobrir como os animais são criados e abatidos, muitos desistem de comer carne. Como bem disse minha amiga Andrea, temos tecnologia e inteligência para desenvolver alimentos com o mesmo valor proteico da carne.
Não consumo carne há mais de 20 anos e sou testemunha que é possível sim manter-se saudável sem proteína animal. E já que o tom é em primeira pessoa, deixei de registrar que meu irmão Bokka (baterista do Ratos de Porão) saiu na matéria especial da Revista Vegetariana, edição n°11, sobre a galera do metal que é vegê ou vegana.
Para o Bokka, que é também super chef vegano, animais são amigos, não comida. Creio que essa máxima resume bem a idéia.
Além da questão ambiental, há a postura ética com os animais. Ao descobrir como os animais são criados e abatidos, muitos desistem de comer carne. Como bem disse minha amiga Andrea, temos tecnologia e inteligência para desenvolver alimentos com o mesmo valor proteico da carne.
Não consumo carne há mais de 20 anos e sou testemunha que é possível sim manter-se saudável sem proteína animal. E já que o tom é em primeira pessoa, deixei de registrar que meu irmão Bokka (baterista do Ratos de Porão) saiu na matéria especial da Revista Vegetariana, edição n°11, sobre a galera do metal que é vegê ou vegana.
Para o Bokka, que é também super chef vegano, animais são amigos, não comida. Creio que essa máxima resume bem a idéia.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Pegada de carbono
Deixar o carro na garagem uma vez por semana pode trazer ganhos ambientais significativos. Segundo cálculos do Instituto Akatu, essa rotina repetida durante um ano (52 dias) poupa o que uma árvore nativa da Mata Atlântica absorve durante 37 anos pelo processo de fotossíntese em seu crescimento.
O mesmo estudo apontou que dois dias utilizando o carro emitem tanto CO2 quanto um mês de metrô. Já a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) estima que 4,2 milhões de pessoas se locomovem de carro diariamente em São Paulo, com uma ocupação de 1,2 pessoas por veículo, provocando diversos problemas decorrentes do excesso de veículos na cidade. Em contrapartida, o Metrô calcula que transporta, em média, 2,1 milhões de pessoas todos os dias.
Todo indivíduo deixa sua pegada de carbono. E como mostram os dados, a opção de transporte influencia no resultado final da conta da emissão de gases poluentes na atmosfera, responsáveis pela aceleração do aquecimento global.
O mesmo estudo apontou que dois dias utilizando o carro emitem tanto CO2 quanto um mês de metrô. Já a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) estima que 4,2 milhões de pessoas se locomovem de carro diariamente em São Paulo, com uma ocupação de 1,2 pessoas por veículo, provocando diversos problemas decorrentes do excesso de veículos na cidade. Em contrapartida, o Metrô calcula que transporta, em média, 2,1 milhões de pessoas todos os dias.
Todo indivíduo deixa sua pegada de carbono. E como mostram os dados, a opção de transporte influencia no resultado final da conta da emissão de gases poluentes na atmosfera, responsáveis pela aceleração do aquecimento global.
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
Falemos mais e façamos mais ainda
Pesquisa recente feita pelo HSBC revela que 58% dos brasileiros colocaram as mudanças climáticas como a principal questão mundial. Muito bonito seria se essa grande porcentagem realmente fizesse algo de concreto para diminuir o aquecimento global. Do total dos entrevistados no país, 47% afirmaram tomar alguma ação concreta para reduzir os impactos negativos de seu consumo.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Desertificação
O aquecimento global está criando um novo tipo de refugiado: o refugiado do clima. Como o processo de desertificação avança continuamente, afetando 200 milhões de habitantes. Porém, dois bilhões de pessoas (um terço da população) vivem em zonas de risco, segundo um estudo da Universidade das Nações Unidas, publicado em junho.
Por conta do quadro, a ONU está reunida nos próximos 15 dias, em Madri, na VIII Conferência da ONU sobre a Luta contra a Desertificação. Nesta quinzena, especialistas de 200 países discutem como combater a seca, que ameaça um terço da população mundial, e redigirão um plano de ação para os próximos dez anos.
A preocupação com o crescimento da desertificação tem vários pontos a serem abordados. A questão do plantio sustentável é um deles. Daí chegamos à pergunta que não quer calar, por Sivakumar, membro da Organização Meteorológica Mundial: "Hoje alimentamos uma população mundial de 6,3 bilhões de pessoas com os 11 por cento da superfície da Terra que podem ser usados realmente para a produção de comida. A pergunta é: conseguiremos alimentar os 8,2 bilhões de pessoas que, segundo se prevê, viverão no globo em 2020 com uma quantidade ainda menor de terra arável?"
Por conta do quadro, a ONU está reunida nos próximos 15 dias, em Madri, na VIII Conferência da ONU sobre a Luta contra a Desertificação. Nesta quinzena, especialistas de 200 países discutem como combater a seca, que ameaça um terço da população mundial, e redigirão um plano de ação para os próximos dez anos.
A preocupação com o crescimento da desertificação tem vários pontos a serem abordados. A questão do plantio sustentável é um deles. Daí chegamos à pergunta que não quer calar, por Sivakumar, membro da Organização Meteorológica Mundial: "Hoje alimentamos uma população mundial de 6,3 bilhões de pessoas com os 11 por cento da superfície da Terra que podem ser usados realmente para a produção de comida. A pergunta é: conseguiremos alimentar os 8,2 bilhões de pessoas que, segundo se prevê, viverão no globo em 2020 com uma quantidade ainda menor de terra arável?"
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