terça-feira, 10 de junho de 2008

Minc e seus coletes

Ontem, o entrevistado do Roda Viva, na TV Cultura, foi o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. Várias novidades no programa, como a estréia da jornalista Lilian Witte Fibe no comando, e blogueiros ao vivo, participando na bancada por meio do Twitter, ferramenta que possibilita postar comentários simultâneos sobre o que está rolando, como uma sala de bate-papo. Minha amiga do Faça sua Parte, Lucia Malla, estava lá marcando território. Pra quem quiser saber um pouco dos bastidores e a impressão da Malla, que é cientista e defensora dos oceanos, dê uma olhada aqui. Veja a galera twittando aqui.

Acompanhei o programa e fiquei com a sensação de que ficamos sem respostas. O mais triste foi ouvir que a licença do Rio Madeira vai sair. E vamos barganhando, para o bem do desenvolvimento. E vamos acompanhando a troca dos coletes (ao todo 42, contabilizados pelo próprio ministro) pra ver onde vamos parar. Saudades da Marina, na boa...

sábado, 7 de junho de 2008

Relatos ambientais

Fui convidada pela Débora Menezes, do Educom Verde, para participar dos Relatos Ambientais que está organizando no blog dela. Deixei lá meu testemunho, uma tentativa de ilustrar minha história com o meio ambiente.

A seguir um trecho:

Paixão desde sempre
Meu envolvimento com o pensamento ecológico vem de berço. Em casa, reutilizávamos de tudo, em uma época em que ninguém se preocupava com desperdício de recursos naturais. Minha mãe nos educava assim, sem bandeiras, na simplicidade e conhecimento empírico.

Aos 12 anos, já estava envolvida com o movimento para salvar as encostas da Serra do Mar. Realizamos um abraço simbólico, na praia, para mostrar nossa indignação à falta de políticas de contenção das encostas da Serra do Mar. Lembro até hoje dos panfletos: “Não deixe a Serra do Mar invadir sua sala de aula”. Aquilo pra mim, naquele momento, era o mais importante acontecimento do universo. De fato, era.

Leia tudo aqui

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente


Hoje vou fazer um relato em primeira pessoa. Estou super contente porque nesta data simbólica, Dia Mundial do Meio Ambiente, senti que fiz algo de concreto para o planeta. Não que não faça usualmente, pois considero meu estilo de vida bastante sustentável. Uso transporte coletivo, não uso sacolas plásticas, sou vegetariana, procuro consumir apenas o necessário, evito produtos não sustentáveis e que exploram a mão de obra, reciclo o máximo possível, tenho meu trabalho junto ao Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e região, e por aí vai.

Auditório do Aristóteles Ferreira lotado pra ouvir sobre meio ambiente

Mas hoje falei para mais de 120 jovens, na Escola Estadual Aristóteles Ferreira, em Santos, sobre Cidadania Planetária e Consumo Consciente. Provoquei reflexões e tenho certeza que plantei minha semente para mudar comportamentos. Isso é o que me move, que faz valer tudo a pena. Eu sou otimista, no sentido que vi o sociólogo Pierry Levy atribuir a otimismo, uma opção pelo vai dar certo, não apenas projeções.
Então, fica aqui o meu convite: experimente uma vida sustentável. O Planeta agradece.
Eco_saudações!

Participe da Blogagem Coletiva do Faça sua Parte vc tb.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Exposição "Do Lixo ao Luxo"

Acontece no Aquário de Santos, até 16 de junho a exposição "Do Lixo ao Luxo", com sucatas transformadas. Segundo a organização, a proposta é induzir a um novo olhar sobre o lixo e na reciclagem de sucatas para bens duráveis.

Com a exposição, pretende-se gerar novas alternativas para o lixo das cidades e ainda promover a sustentabilidade local, pois a idéia é ministrar oficinas em comunidades para multiplicar o conceito.

Aquário de Santos - Santos - SP
Av. Bartolomeu de Gusmão, s/ n° - Ponta da Praia
Horários: terça a sexta - das 9h às 18h
Sábado e domingo - das 9h às 20h
Informações: (13) 3236-9996

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Núcleo de Jornalismo lança projeto de diálogos ambientais


O Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e região (NJA) lança, dia 7 de junho, no Senac-Santos, às 15 horas, o projeto Convers.ações, dando início às práticas de formação profissional em meio ambiente. Durante 2008, serão sete bate-papos com especialistas sobre temas locais diversos, com o objetivo de ampliar os horizontes sobre questões ambientais regionais.

Prioridades socioambientais na zona costeira é o encontro inicial e conta com a presença de Ícaro Cunha, sociólogo, doutor em saúde ambiental, coordenador da Agenda Ambiental para o Porto de Santos e coordenador do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Católica de Santos (UniSantos). Para dividir a mesa com o especialista, Marcus Fernandes, editor do Caderno de Ciências e Meio Ambiente de A Tribuna.

“A proposta é provocar discussões sobre temas ambientais locais, que impactam diretamente a população da região. Por isso a escolha por questões socioambientais na zona costeira, onde estamos inseridos”, destaca Marina Medina, coordenadora geral do NJA.

Paralelamente, haverá exposição de produtos ecológicos, como objetos feitos a partir de material reciclado, e ainda sacolas retornáveis, do Carbono Zero, entre outras atividades. O NJA sugere que os participantes levem suas canecas para evitar o descarte desnecessário de copos plásticos.

Serviço
1º Conversações NJA – Prioridades socioambientais na zona costeira
Data: 07/06
Horário: 15 horas
Local: Senac-Santos
Endereço: Av. Conselheiro Nébias, 309

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Viva a Mata

SOS Mata Atlântica realiza evento Viva a Mata! no próximo final de semana, a partir de 6ª feira (30), no Ibirapuera.

Confira a programação

Educando no meio ambiente urbano

Muitas vezes, quando pensamos em educação, pensamos no modelo formal, aquele tradicional, do professor, sala de aula, alunos sentados. Fico feliz que o termo educação ambiental remete a contato com a natureza, sensibilização, e coisas do gênero.

Mas será que esse é o caminho, me pergunto. É um dos, mas atualmente acredito mais na sensibilização das pessoas para os hábitos cotidianos urbanos, como eles interferem na questão climática de forma incisiva. Claro que a pegada de carbono está relacionada com o nível de consumo do indivíduo, além de outros aspectos, como locomoção, moradia, e por aí vai.

Bem, vale lembrar que o Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum), completou a maioridade em abril. E 21 anos depois ainda estamos discutindo como incorporar os princípios em políticas públicas e diretrizes ambientais, como Agenda 21.

Aqui em Santos (Litoral de SP), uma zona costeira com nível de adensamento urbano altíssimo, pouco se discute esse processo violento de urbanização, os impactos reais que os empreendimentos imobiliários de alto padrão estão trazendo para a região.

Então, já que não dá pra evitar que novos prédios sejam erguidos, dá pra elaborar programas de educação ambiental que provoquem os cidadãos, para que percebam o quanto contribuem para o agravamento do aquecimento global com seu modus vivendi, consumo e descarte de resíduos, transporte, e escolhas não-sustentáveis.

A essa altura do campeonato, minha aposta é nos pequenos, adolescente também, porque estão na fase de ir contra o sistema. Contra tudo, diga-se de passagem. Mas nem só de rebeldia viva a juventude. Tem um pessoal aqui no Litoral Sul, em Itanhaém, que tem um trabalho de educação ambiental muito bacana, o Ecosurfi. O João Malavolta, que faz parte da trupe e se intitula ecobservador, é jovem engajado e talentoso que conheci nas agendas 21 da vida. Malavolta fez do surfe sua paixão e, a partir dele, mobiliza a população para as questões ambientais.

“Sendo Homens do mar, os surfistas devem compactuar na incessante busca da preservação das praias, mares e oceanos ao redor do nosso Planeta”. Esse é o norte do Ecosurfi, realizando várias ações de limpeza das praias, chamando a atenção para os impactos dos resíduos deixados nas praias. Com a missão de contribuir para o enraizamento de uma Educação Ambiental crítica emancipatória e participativa sob a perspectiva transversal na sociedade brasileira, a galera do Ecosurfi vai dando seu recado de forma direta e envolvente, falando de igual pra igual.

Que tal repensarmos os modelos de educação ambiental e começarmos a falar de igual pra igual com os diversos públicos? Afinal, se o objetivo é formar (ou transformar), é preciso falar direto ao coração. Aloha!

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Esse post meu faz parte dos Debates Ambientais do Faça a sua Parte

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dia Mundial da Biodiversidade

Ontem foi o Dia Mundial da Biodiversidade e acontece em Bonn, na Alemanha, de 19 a 30 de maio, a 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD), com o objetivo de criar regras obrigatórias de acesso a recursos genéticos e divisão dos benefícios. O mais importante e urgente, na COP9, é parar o ritmo acelerado de depredação da biodiversidade. Veja mais detalhes sobre o fórum aqui.

A devastação em números:
- a cada hora, quatro espécies são perdidas no mundo;
- cada ano, 13 milhões de hectares de florestas, onde vivem cerca de 2/3 de todas as espécies terrestres, são destruídas.
E por aí vai.

No site do Ibama, encontra-se a lista de animais em extinção, dica da Denise Rangel, amiga do Faça sua Parte. O post da Denise integra os Debates Ambientais do Faça, que vão até meados de junho. Vou escrever sobre educação ambiental e consumo responsável, nos próximos dias, lá no blog coletivo.

Menos carne para um planeta mais saudável

Carbono Zero fez uma enquete para saber se os internautas estão dispostos a diminuir o consumo de carne em prol do planeta. Fico feliz que 47% faria sim um esforço, mas 23% confessou que seria sacrifício, porque adoram um boi. Alegria em saber que 17% são vegetarianos, mas 11% desconhecem a relação entre consumo de carne e agravamento do aquecimento global.

Bom, pra fazer a história curta, o gado ocupa áreas largas e exige o desmatamento, diminuindo a absorção de CO2. A criação dos animais em si é emiti níveis elevados de gás metano, 23 vezes mais poluentes que o CO2. Isso somente com o “pum” das queridas vaquinhas meigas. Isso é sério, há dados. Além do mais, para que um quilo de carne esteja na sua casa, foi emitida 1 tonelada de CO2. Deu pra sacar a relação?

Vida Marinha + Wyland

Na semana (16) rolou o Meeting Vida Marinha, que teve como destaque a presença do artista plástico Wyland, da Wyland Foundation. Seu trabalho é viajar o mundo e sensibilizar as pessoas para a importância de manter o ecossistema marinho para o equilíbrio do planeta. Em sua passagem por Santos, pintou dois painéis no Aquário Municipal. Lindos.

Na apresentação, falou sobre seu envolvimento com o tema, como a arte é transformadora. Seu estilo de vida é bastante condizente com sua prática, pelo que me pareceu. Nunca trabalhou para um empresa, fez de seu hobbie sua profissão e bandeira, e inspira crianças e adultos com uma forma de comunicação que ultrapassa as barreiras da língua.

No seu discurso, o mesmo tom de Al Gore, que fala sobre a responsabilidade que nossa geração recebeu de mudar o curso da história, que ainda há tempo e que podemos, sim, transformar nosso modo de vida, produção e consumo, assumindo posição pró-ativa, cobrando soluções. "É hora de começar a se doar", alertou.

"Eu absorvo tudo que vejo por onde passo, assimilo e coloco em minhas pinturas", disse Wyland. Com isso, pretende tocar as pessoas, acreditando sempre que o melhor investimento é nas crianças. "quando fazemos crianças seres melhores, fazemos um mundo melhor", enfatizou.

Ainda no evento, Roberto Vámos, do Surfrider Foundation Brasil, fez um balanço das atividades, citando os projetos como a escolinha de Surf da Rocinha, no Rio de Janeiro, das influências efetivas em políticas públicas em defesa da vida marinha, e campanhas e programas de educação ambientais com foco em crianças.

"O mar é o maior parque de diversões do mundo", disse Vámos, chamando a atenção para os desdobramentos do aquecimento global nos mares. Uma vez aquecidos, os mares estão mudando a química, favorecendo a proliferação de algas e bactérias, ameaçando a fauna e flora marinha e, ainda a saúde humana.

Vámos trouxe provocações, forçou o público a refletir e cobrar mudanças nas políticas públicas como forma estratégica de mudança.

O evento seguiu à tarde com as apresentações do projeto Tamar, dos Embaixadores do Meio Ambiente, e a palestra de encerramento sobre a importância da preservação das baleias. Estive presente apenas no 1º período, então meu relato fica por aqui.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Marina Silva não é mais ministra

Anúncio de pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem como pano de fundo a questão das hidrelétricas no Norte do Brasil. Na posição de senadora, Marina poderá fazer frente ao problema fazer pressão a favor do Meio Ambiente.

Quem assistiu ao discurso de Marina na abertura da 3ª CNMA, dias antes, percebeu nas entrelinhas o tom de despedida. Durante sua fala, enfatizou as ações que tinham sido feitas e, muito intensamente, os resultados alcançados e a serem atingidos.

Leia Carta de Demissão na íntegra no G1.

sábado, 10 de maio de 2008

3ª CNMA

Nesta semana, em Brasília, aconteceu a 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA). Durante o evento, houve uma oficina dedicada aos jornalistas, para debater a cobertura do tema nos veículos de comunicação.

Conforme matéria do Portal do Meio Ambiente, o cientista político Guilherme Canela, coordenador de Relações Acadêmicas e Pesquisas da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), apresentou o estudo A Cobertura da Imprensa Brasileira sobre Mudanças Climáticas, resultado da análise de 50 jornais entre 2005 e 2007. Entre as conclusões, Canela destacou que o trato da mídia brasileira para o tema está fortemente vinculado às questões internacionais.

O estudo aponta três assuntos que dominaram 50% das matérias sobre o tema no período: efeito estufa, energia e conseqüências das mudanças climáticas. As expressões mais utilizadas foram aquecimento global (70,6%) e mudanças climáticas (29,4%) o que, segundo o especialista, demonstra que ainda há uma confusão conceitual entre os dois problemas por parte dos jornalistas. Os temas de mitigação e adaptação aparecem em 41,7% e adaptação (2,7%) dos textos. Apenas 3% das matérias cobram responsabilidade do governo no estabelecimento de políticas públicas para combater o problema.

domingo, 4 de maio de 2008

Direito Ambiental

Na próxima terça-feira (06), a Delegacia Seccional da Polícia Civil e a OAB/Santos promovem o VIII Seminário de Direito Ambiental. A inscrição é gratuita e aberta a todos os interessados pelo telefone (13)3228-6404. O encontro tem início às 19 horas, na sede da OAB/Santos, Praça José Bonifácio, no Centro.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ecoeconomia

No Dia do Trabalho, trago uma provocação: teu trabalho contribui para uma vida sustentável, ou acelera o processo de destruição do planeta? Dá pra viver à margem do Capitalismo puro, extrativista, canibal?

Para refeltir um pouco, a seguir a entrevista de Hugo Penteado, autor do livro Ecoeconomia: uma nova abordagem, a Marília Gabriela:



Na opinião de Penteado, a questão central dos modelos econômicos tradicionais é ter excluídos duas variáveis essenciais: pessoas e natureza. "Todos [os modelos] partem de um princípio surrealista, de que a economia é totalmente independente da natureza, fonte inésgotável. Eles [modelos] não reconhecem a interdependência da natureza, pois assumem a reversibilidade", analisa o ecoeconomista.

Bom, se hoje sabemos que a história é outra, que os recursos não são renováveis, como o petróleo, por exemplo, e pior, são poluentes, é hora de repensarmos nosso estilo de vida, que fomenta a indústria, que mantém o sistema. Para isso não precisa transformar-se em um xiita, praguejando os norte-americanos e afins, como se fazia na década de 70. É uma questão de escolha, ou melhor, de escolha consciente, que se consolida tanto no voto como na compra de supermercado.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Quanto custa frear o aquecimento global

'Somos ricos o suficiente para alterar o rumo do aquecimento', afirma Jan Corffee-Morlot, economista da OCDE e co-autora da pesquisa Perspectivas para o Meio Ambiente, em entrevista ao Estadão. Segundo a economista, 1% do PIB reduziria em quase dois terços o crescimento das emissões de gases de efeito estufa nas próximas duas décadas.

10 melhores sites verdes

A classificação é do blog da Revista Época, Blog do Planeta, e o Faça a sua Parte está lá (e eu também :-)
Lá está tb o registro na nossa blogagem coletiva pelo Dia Mundial da Terra.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Buscador verde


Sugestão da Agatha, o buscador Ecoogler é uma alternativa ecológica na web. Com as mesmas ferramentas de buscas do Google, o site contabiliza como uma folha cada busca feita. Cada 10 mil folhas representam uma árvore plantada na Amazônia.

Não é mágica, é uma parceria feita entre o Google e a Ong suíça Aquaverde. A organização tem como foco a preservação das águas na região da Amazônia. Pelo sim, pelo não, não custa mudar de buscador, uma vez que os resultados obtidos são os mesmos.

domingo, 27 de abril de 2008

Núcleo de Jornalismo Ambiental de Santos é lançado

Fortaleza da Barra GrandeFoto: Carol Marchioli (link galeria/

O 1º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica marcou o lançamento do Núcleo de Jornalismo Ambiental de Santos. Com o objetivo de propor discussões sobre o tema, o Núcleo levou profissionais de jornalismo até a Fortaleza da Barra Grande (foto), em Guarujá, ontem (26), para dialogar com interessados de diversas áreas.

O ponto de convergência apresentado pelos palestrantes foi o desconhecimento dos jornalistas em relação ao tema meio ambiente. Para o assessor de imprensa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, José Alberto Pereira Sheik, o jornalista precisa se informar mais, pesquisar sobre a pauta antes de se lançar na entrevista com a fonte. “Leiam, aprendam os conceitos”, sugere Sheik. “Vejo muita paixão e pouca informação nos recém-formados”, avalia.

No entendimento de Sheik, as discussões sobre o tema abrangem diversas áreas e os problemas devem ser discutidos em conjunto. Para Sheik, a questão do meio ambiente é de preservação da espécie e da sua cultura. “Não há como discutir meio ambiente separadamente de cultura”, aponta.

Defendendo a prática na redação, o jornalista do caderno Porto & Mar de A Tribuna, Diogo Caixote, assumiu o despreparo dos colegas. “As empresas passam as informações de ações ambientais e a imprensa ‘compra’ e publica. Poucos são os repórteres que vão atrás, que têm conhecimento e questionam os dados. É preciso não perder o senso de indignação e crítica”, afirma.

O repórter listou ainda diversos assuntos que merecem destaque na mídia por conta dos impactos ambientais com a ampliação dos portos, como a dragagem, a preservação do mangue, despejo da água de lastro – ainda sem normatização e fiscalização adequada –, e a dificuldade que a imprensa enfrenta para pautar meio ambiente nas questões de porto.

Trazendo a ótica da biologia, o professor de Biologia e vereador de Santos, Fabio Nunes (PSB), fez uma retrospectiva da discussão sobre meio ambiente, voltando até a Carta de Pero Vaz de Caminha, citando um dos trechos que ilustrava “aqui se plantando tudo dá”. Na opinião do biólogo, encarar as riquezas do país como abundantes e infinitas, nos dias de hoje, é um erro, por isso é preciso entender o tema pela transversalidade, envolvendo áreas distintas e avaliando os impactos para o planeta.

A participação da Organização Não-Governamental (ONG) Amigos da Água incorporou o lado lúdico para lembrar da qualidade da água que consumimos, um assunto que agrega todo o planeta. Miguel Scandon, presidente da ONG, apresentou uma maquete de gesso de um bebê em posição fetal para lembrar que água é vida, que nascemos através dela e nos nutrimos dela para subsistir.

Posse

Na cerimônia de posse, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, destacou a importância da formação continuada do jornalista, e a relevância no contexto nacional do Núcleo, único no país como instância do Sindicato dos Jornalistas.

Nilson Regalado, diretor da regional de Santos, chamou a atenção para a oportunidade do tema, citando como exemplo o abalo sísmico da última terça-feira (22), que atingiu a Baixada Santista e outros pontos no Sudeste. Segundo Regalado, as informações precisam ser precisas, consistentes e a cobertura de meio ambiente não deve esbarrar no alarmismo. Como membro do conselho consultivo, acrescentou ainda a discussão proposta pelo Núcleo de entender o papel do jornalista a partir de agora, nesse cenário.

Os objetivos do Núcleo foram apresentados por Marcelo Di Renzo (UniSantos), membro do conselho consultivo tripartite. Entre os destacados:

• Estimular e capacitar à prática profissional jornalística ética, crítica e consciente voltada à defesa sócio-ambiental;
• Trabalhar pela educação ambiental dos associados e não-associados e pela capacitação comunicacional de agentes públicos envolvidos na questão sócioambiental;
• Atuar em favor da implantação de políticas públicas sócio-ambientais;
• Acompanhar a atividade jornalística regional, de modo sistêmico, amparado em metodologia específica, tornando público o resultado aferido;
• Contribuir com a difusão de informações jornalísticas pertinentes às práticas sócio-ambientais.

A expectativa da Coordenadora Geral do Núcleo, Marina Medina, é de que o Núcleo possa fazer um intercâmbio de conhecimento muito maior do que o que acontece hoje, por meio de palestras, debates, fóruns, visitas técnicas e publicações que iremos produzir. “O Núcleo vai ser um grande centro de informações. Quem participar vai apurar o olhar e enxergar a transversalidade que existe quando o assunto é nosso ambiente”, destaca.

Na seqüência, tomaram posse a Coordenadora Geral, Marina Medina; o Coordenador de Projetos, Telmo Toledo; a Coordenadora de Comunicação, Catharina Apolinário; a Coordenadora de Formação Profissional e Cultura, Luz Fernández; a Secretária, Paula Nobre, e os conselheiros consultivos, Miguel Scandon, (ONG Amigos da Água), Marcelo Di Renzo (UniSantos) e Nilson Regalado (regional de Santos do Sindicato).

sexta-feira, 25 de abril de 2008

The 11th hour

Por sugestão da minha amiga Deinha, fui atrás do filme do Leonardo DiCaprio. O que mais curti, pelo que vi nos trechos no You Tube, é que mostra não somente a questão crítica, da 11ª hora (em inglês são apenas 12 horas, dividas em "am" e "pm"), mas as soluções e idéias pra agir agora.

A seguir, um especial produzido para o You Tube, com trechos do filme e apresentação do próprio DiCaprio.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Cetesb divulga inventário de CO2

Conforme anunciado em seminário em março passado, a Cetesb divulgou a lista das 100 maiores indústrias emissoras de CO2. As oito primeiras colocadas são responsáveis por 63% do total de emissões do Estado de São Paulo, o que equivale a mais de 18 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Encabeçando a lista está a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), emitindo 6,36 milhões de toneladas de CO2 por ano. Em segundo lugar, as empresas da Petrobras. O relatório completo em PDF pode ser conferido no site da Cetesb.

Vale lembrar que esse inventário diz respeito à emissão de gases e não de todo o passivo ambiental das empresas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Tremor em Santos


Achei que era o efeito do remédio que havia tomado para sinusite, quando percebi que o computador estava tremendo. Infelizmente, não era. O tremor 5,2 graus na escala Richter foi sentido aqui em casa, na região do Gonzaga, em Santos, há várias quadras da praia. O epicentro do fenômeno ocorreu a 270 quilômetros da costa da Baixada Santista.

O mais estranho é que achei que o comportamento do mar estava peculiarmente diferente no início da tarde, quando voltava pra casa. Sei lá, intuição. Veja o que saiu no Estadão:

Tremor de 5,2 de magnitude atinge vários pontos de São Paulo

Record News entrevista sismólogo da Universidade Nacional de Brasília (UNB):
Terra treme em SP
Relatos em Santos

Veja também no Google Map (foto acima)

E onde vocês estavam? Sentiram o tremor?

Núcleo de Jornalismo Ambiental

1º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica marca lançamento do Núcleo de Jornalismo Ambiental

Debater a prática jornalística por uma maior consciência socioambiental ética no País a partir de atuações regionais. Esse é um dos objetivos do 1º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, marcado para o próximo dia 26, às 14 horas, na Fortaleza da Barra. O evento será o marco inicial de atuação do Núcleo de Jornalismo Ambiental ligado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

Entre os convidados, farão parte da mesa de debate os jornalistas José Alberto Pereira Sheik, chefe de comunicação na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Adalberto Marcondes, diretor da Agência Envolverde e Cleinaldo Simões, gerente da Cleinaldo Simões Assessoria de Comunicação.

“É um segmento relativamente novo do jornalismo que ainda não foi debatido com a profundidade que merece. Cidadania não é só votar ou discutir política. É discutir também a nossa relação com o meio ambiente. E os jornalistas demonstram esse senso apurado de cidadania ao colocar na ordem do dia essa temática”, frisa o jornalista e diretor regional do Sindicato Nilson Regalado.

No saguão de entrada, na Fortaleza, haverá uma exposição fotográfica de Du Zuppani, consagrado profissional especializado em meio ambiente, que trará imagens exuberantes da vida animal e vegetal de diversas partes do país.

Para a travessia dos participantes, as barcas vão estar disponíveis a partir das 13 horas. As saídas ocorrerão da Ponte Edgar Perdigão, na Ponta da Praia, até as 14 horas, horário de início previsto do evento.

Focado também na valorização do trabalho em rede, o evento contará com a colaboração de alunos de Relações Públicas da UniSantos, responsáveis pela organização e orientação dos participantes na ponte de embarque e no local do encontro.

Interessados devem se inscrever até o dia 25 no Sindicato dos Jornalistas pelos telefones 3219-4359 e 3219-2546.

Serviço
Data: 26/04
Horário: 14 horas (travessia das 13h às 14h)
Local: Fortaleza da Barra
Inscrições gratuitas abertas até dia 25/04.
Vagas limitadas.
Informações e inscrições pelos telefones 3219-4359 e 3219-254

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Dia Mundial da Terra



São cerca de 6 bilhões consumindo o planeta desenfreadamente. E tanto eu, como você, fazemos parte desse contingente. Mas a maneira como fazemos uso dos recursos naturais é o que pode nos marcar para a história como a sociedade do carbono, que quase colocou tudo a perder, ou a sociedade do consumo consciente, que tomou as rédeas de volta para uma relação saudável com sua nave-mãe.

No dia 22 de abril, Dia Mundial da Terra, reflita, repense e aja. Depende de cada um de nós reescrever a nossa história - com final feliz e sustentável, preferencialmente.

Aproveito para colocar o link da Carta da Terra novamente, para refrescar a memória.

Blogagem coletiva Faça a Sua Parte

sábado, 19 de abril de 2008

ORAÇÃO DA ÁRVORE

Tu que passas e ergues para mim o teu braço,

Antes que me faças mal, olha-me bem.

Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno;

Eu sou a sombra amiga que tu encontras

Quando caminhas sob o sol de agosto;

E os meus frutos são a frescura apetitosa

Que te sacia a sede nos caminhos.

Eu sou a trave amiga da tua casa,

A tábua da tua mesa, a cama em que tu descansas

E o lenho do teu barco.

Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,

A madeira o teu berço e o aconchego do teu caixão.

Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza.

Tu que passas, olha-me e não me faças mal.


Veiga Simões, Arganil, Portugal, 1914

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Conar suspende anúncios da Petrobras

Anúncios da Petrobras tiveram sua veicução suspensa por decisão do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) hoje, em sessão à portas fechadas, como relata o portal São Paulo Nossa Cidade. Conforme o parecer do órgão, através dos comerciais a Petrobras divulga a idéia falsa de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável do país.

É a primeira vez que o país avança em relação ao questionamento das empresas "green-wash", ou seja, de "marketing verde", que tem um discurso, mas na prática suas ações não são sustentáveis, são apenas atividades pontuais, ou, em muitos casos, compromissos "para inglês ver".

Tudo isso por conta da quantidade de enxofre presente no diesel distribuído pela estatal, que chega a 500 ppm (partículas por milhão) nas regiões metropolitanas. A resolução 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que, a partir de 1º de janeiro de 2009, o diesel comercializado no Brasil contenha, no máximo, 50 partes por milhão de enxofre (ppm S). A substância, altamente cancerígena, é responsável pela morte de 3 mil pessoas por ano somente na capital paulista.

A ação foi movida por entidades governamentais e não-governamentais, como as secretarias estaduais de meio ambiente de São Paulo e Minas Gerais, do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Greenpeace, a ONG Amigos da terra – Amazônia Brasileira, o Instituto Akatu, o Movimento Nossa São Paulo, a SOS Mata Atlântica, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS, e o IBAP – Instituto Brasileiro de Advocacia Pública.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Museus do Planeta Aquecido

Uma mostra itinerante e interativa sobre o aquecimento global estará em Santos a partir de hoje até 15 de maio. Com quatro museus diferentes, os estudantes poderão ter uma visão das conseqüências da crise climática em várias esferas.

O Museu da Água traz a temática do desperdício. Junto a cada objeto, o visitante terá informações de como usar a água de forma consciente e correta.

No Museu da Biodiversidade Ameaçada será possível visitar uma espécie de cemitério dos vegetais e animais em extinção.

O Museu das Culturas Extintas levará o público à percepção sobre as mudanças socioeconômicas e culturais oriundas dos impactos na agricultura e pecuária.

Já o Museu dos Refugiados Ecológicos mostrará o impacto que determinadas populações sofrerão em função das alterações climáticas. A mostra terá a ambientação de povos refugiados em situação de desastre ecológico.

Manual de Sobrevivência
No final da visita, os estudantes receberão título de Agente do Desaquecimento Global e também instruções para acessar o site do projeto, que traz um manual com 60 ações individuais e coletivas para o desaquecimento global.

SERVIÇO:
Mostra Museus do Planeta Aquecido
UNISANTOS - Campus Dom Idílio Soares (acesso pela Rua Constituição, 321)
15/04 a 15/05, das 8h30 às 17h
Informações e agendamento para escolas: (13) 8124-9390.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Biocombustível ou comida?

"Crime contra a humanidade" é a definição do relator da Organização das Nações Unidas, Jean Ziegler, anunciada nesta segunda-feira, 14, em uma entrevista à Rádio Televisão de Baviera. A justificativa é que o uso de biocombustíveis se tornou um em vista dos problemas que o mundo enfrenta atualmente com o preço dos alimentos.

Já o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defende que o Brasil não corre risco de enfrentar escassez de alimentos por causa do cultivo de áreas para a produção de biocombustível.

“A produção de biocombustível não é crime contra a humanidade, desde que seja planejada de forma correta, como o Brasil está fazendo, com uma política energética definida e a criação do zoneamento agroecológico ambiental”, conforme matéria na Agência Brasil.

O Globo News Painel da semana fala justamente sobre isso, com Xico Graziano, Fabio Feldmann e Ademar Riberio Romeiro, da Unicamp.

domingo, 13 de abril de 2008

Encontro das Agendas 21 da BS

Agendas locais se integrarão em rede regional
Foto: João Malavolta (Ecobservatório)
Mais fotos aqui

A reunião dos representantes das Agendas 21 das nove cidades da Baixada Santista aconteceu ontem (12), no Casa Grande Hotel, em dia ensolarado. Os presentes apresentaram o andamento de seus trabalhos e seguiu-se a rodada de discussões.

A pluralidade é sempre riquíssima nesses encontros e a troca de informações gera novas idéias e novos posicionamentos e ações. E o fortalecimento político através da rede é fundamental. As ações do Programa Agenda 21/MMA, prioridades para 2008 e iniciativas no plano internacional, nacional e local foram apresentadas por Ubirajara Silva, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do Ministério do Meio Ambiente, que falou ainda da articulação com a rede Mercocidades e a construção de uma estratégia para a pauta "Agenda 21" no plano internacional que vem sendo discutida entre Brasil(MMA) e França(Comitê 21).

Durante o evento defendeu-se o fortalecimento da agenda 21 através da rede regional da Baixada Santista, traçando objetivos comuns para a região como um todo e deixando questões pontuais para as agendas locais (municipais). Idéias defendidas também por Silvia Bacelar, autora de um trabalho acadêmico no qual faz uma análise detalhada das Agendas 21 locais da Baixada Santista.

Os municípios encontram-se em estágios diferenciados da elaboração do documento e cada Agenda tem sua particularidade. Há alguns pontos em comum apresentados pelos representantes, como a complexidade da compreensão da Agenda 21 e a falta de apoio e verbas específicas para a elaboração das Agendas.

Em Bertioga, por exemplo, o crescimento vertiginoso da população e as ocupações irregulares são os principais problemas. Segundo uma das representantes, Marie Murakami, a maior dificuldade é a pulverização durante o processo de elaboração da agenda. Mesmo assim, realizam ações pontuais de educação ambiental com crianças, como o Dia Mundial sem carro.

Para pressionar o poder público local, o grupo propõe a revisão do Plano Diretor a fim de que as questões ambientais sejam contempladas. Conforme Marie, atualmente a sociedade está mais consciente e há uma solicitação de palestras sobre meio ambiente e Agenda 21.

Cubatão é a única cidade que já tem seu documento pronto e redigido há 1 ano e seis meses. Englobando 17 temas, entre eles saúde, cultura, transporte, a Agenda foi elaborada a partir de conselhos consultivos, com pelo menos um especialista em cada tema. Ao todo, existem 282 projetos apresentados na cartilha.

O município de Guarujá está atuando desde agosto de 2006. Conforme o relato de Andréia Estrella, os trabalhos são conduzidos em três grandes eixos: bairros, escolas e economia solidária. Recentemente a cidade realizou a Festa da Terra, um encontro estudantil com uma gincana solidária. Todas as atividades tiveram caráter de colaboração, e não competição. Assim, aplicou-se na prática o conceito de redes, como sugere a dinâmica da Agenda 21.

As crianças de 6º a 9º ano (5ª a 8ª séries) elaboraram uma carta de princípios para empresas receberem um selo verde. Todo o material, inclusive o logo, foi elaborado pelas crianças.

Em Itanhaém, a Agenda recebe um caráter de força juvenil com o Ecosurfi e o Coletivo Jovem Caiçara. Há diversas ações pontuais de preservação da natureza, turismo ecológico e muita discussão e atividades realizadas em conjunto em núcleos com vários temas, além do apoio do poder público e do Condema, como destacou João Malavolta.

Mais ao sul, em Peruíbe a preocupação é com o Guaraú, uma área de proteção ambiental que precisa receber atenção maior pela sua atual ocupação. Segundo Carlos Bianchi, da Secretaria de Agricultura, Pesca, Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, a decisão foi ter como ponto inicial a elaboração da Agenda 21 do Grupo Ecológico do Guaraú, que envolve um parque, uma estação ecológica e algumas famílias, escolas, posto médico, entre outros aparelhos públicos.

O município coloca em prática um modelo novo no estado, de mosaico, com diversas unidades, de desenvolvimento sustentável, de conservação, entre outras. O principal empecilho, segundo Bianchi, é fazer valer o atual Plano Diretor e conciliar desenvolvimento e crescimento.

Em Praia Grande, a Assereco tomou a frente da Agenda levando informação a todos os cantos, com palestras e vídeos divulgados pelo You Tube, em uma linguagem de simples assimilação. Na opinião de Cláudio Ramos, presidente da instituição, é preciso que a informação chegue para que a população tome conhecimento de situações graves, como o nível de degradação e poluição dos mangues.

Depois de uma tentativa em anos anteriores, Santos volta com todo vigor aos trabalhos de elaboração da Agenda 21. O modelo optado pelo município foi o de câmaras setoriais, ao todo sete. A tarefa de cada câmara é apresentar temas para incluir no documento. Além das câmaras, há três representantes do poder público participando: secretário de governo, de planejamento e meio ambiente.

De acordo com Marina Medina, o fato de Santos já possuir 24 conselhos municipais que discutem a cidade facilita os trabalhos, pois é uma questão de trazer para a Agenda as discussões em andamento.

Em São Vicente os trabalhos estão bastante avançados. A diretora de Meio Ambiente, Lenita Lichti Martins, apresentou a estrutura, composta de grupos de trabalhos que realizam pré-diagnósticos para a coordenação. Há 51 membros participantes do processo, 26 da sociedade civil e 25 do poder público.

Durante a apresentação, Lenita apontou problemas como a baixa renda da população. Segundo dados, a cidade tem a menor renda per capta da região, além de ser o 9º município mais pobre do Estado. Por isso, as propostas precisam ser transformadas em PLDS (Plano Local de Desenvolvimento Sustentável).

A avaliação do andamento da Agenda, segundo metodologia aplicada, é que o processo é lento, mas o envolvimento da sociedade é bastante forte e há produção de PLDS de elevada qualidade. A estimativa é que São Vicente consiga entregar o documento no próximo dia 5 de junho.

O próximo encontro acontecerá no dia 17 de maio, em Itanhaém, em local a ser definido. Na ocasião, serão apresentados os nomes que integrarão a Rede de Agendas 21 da Baixada Santista e Litoral Norte, sendo um representante da sociedade civil e outro do poder público.

Notícia atualizada dia 15/04, às 22h.

Troque as lâmpadas e as leis

O incansável Al Gore acaba de lançar seu nove slide show com o seguinte mote: "Change the light bulbs and the laws" (troque as lâmpadas e as leis). Desta forma, entra a questão da cobrança sobre o poder público em relação à crise climática. Claro que cada um tem que fazer sua parte, mas as políticas públicas são fundamentais.

Há dados bastante interessantes na apresentação. Um deles me chamou bastante a atenção para saber que a mídia norte-americana anda dando pouca atenção ao aquecimento global nos debates com os presidenciáveis. A abordagem do tema é irrisória, na proporção de 450 para 2. Em alguns casos até menos.

Assista à apresentação aqui

sábado, 12 de abril de 2008

Quem recicla, afinal?

Não é com espanto que li a matéria publicada em A Tribuna que aponta que cerca de 2% da população recicla o lixo em Santos. Por outro lado, houve um aumento na demanda este ano, conforme trecho da matéria publicada no último dia 10. A cidade produz em média 13.200 toneladas de lixo doméstico por mês.

Na opinião de André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), o problema é a falta de informação que a população tem sobre o programa de coleta seletiva. Mas Santos possui um número grande de cooperativas de catadores e ainda avulsos, o que faz com que Vilhena estime que o volume real de reciclagem seja cinco vezes maior que o oficial.

Leia trecho da matéria a seguir:

CRESCIMENTO

Somente no primeiro mês do ano, Santos registrou um aumento em torno de 41% no recolhimento de resíduos recicláveis. Em janeiro foram recolhidas 206,77 toneladas de material reciclável, contra 145,72 toneladas no mesmo período do ano passado. O número é o maior índice mensal desde a implementação do programa Coleta Seletiva.

Conforme o último balanço do Departamento de Apoio à Limpeza Pública (Deap), da Prodesan, em março foram coletadas 189,93 toneladas. No entanto, depois de passar pela Usina de Separação de Material, o peso líquido ficou em 151,30 toneladas.

Segundo Paulo Matsumoto, gerente do Deap, ‘‘tem muita coisa que vem e não é reciclável’’ — algo em torno de 20%.

Íntegra: http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=350724&opr=103

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Você se considera "verde"?

Na enquete da semana, a pergunta foi: você se considera um cidadão “verde”, com hábitos sustentáveis? Do total, 63% dos freqüentadores do Carbono Zero se consideram parcialmente “verdes”. Em contrapartida, 27% classificam-se como totalmente “verdes”. E apenas 2% acham que não chegam a nem 5% “verdes”. O importante é buscar formas para se “esverdear” ao máximo.

Encontro Agenda 21 BS

Acontece no próximo sábado o Encontro das Agendas 21 da Baixada Santista. O objetivo é implantar o Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Sustentável da região Metropolitana da Baixada Santista a partir da mobilização dos Fóruns de Agenda 21 dos municípios da região.

Quando: dia 12/04
Onde: Casa Grande Hotel – Praia da Enseada – Guarujá
Horário: 9h às 13h30

quarta-feira, 26 de março de 2008

Desligue-se

Dia 29 de março, às 20h, acontece mundialmente o Earth Hour, uma campanha realizada pelo WWF. Para participar, basta assinar a lista e comprometer-se a desligar as luzes de casa por 1 hora na data programada da ação. Até o presente momento, 204.889 pessoas se inscreveram de diversas partes do mundo.

domingo, 23 de março de 2008

Carbono negro

Segundo estudos divulgados pela revista científica britânica The Nature,o carbono negro é a 2ª causa do aquecimento global. O elemento é derivado da queima de combustíveis fósseis, biomassa e biocombustíveis.

Conforme o estudo, o carbono negro absorve a radiação solar impedindo que a radiação refletida pela superfície terrestre saia da atmosfera, gerando a elevação da temperatura do planeta.

E eu com isso, você me perguntaria. Tudo. Nossa locomoção é feita a partir da queima de combustíveis. Então, vamos fazer um uso mais inteligente do transporte, praticando carona solidária e fazendo uso do metrô e ônibus. E da boa e velha bike, se estiver em uma cidade plana como Santos.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Dia da água

Saiu hj matéria minha no caderno especial sobre água do jornal A Tribuna:

Segunda-Feira, 17 de Março de 2008, 09:43

Estado de atenção

Da Redação

Luz Fernández

Uma conta simples mostra onde mora o problema de disponibilidade de água na Baixada Santista. Segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a diferença entre demanda e disponibilidade supera os 55%, quadro que os especialistas classificam como preocupante.

Atualmente, de acordo com dados do Plano Estadual de Recursos Hídricos, a disponibilidade de água para fins urbanos e industriais na região é de 36 metros cúbicos por segundo (36 mil litros/s). Já a demanda gira em torno de 20 metros cúbicos por segundo -- 9,18 para uso doméstico e 11,7 para indústrias.

"A situação é crítica. Trabalhamos muito perto do limite da capacidade das bacias", alerta Angela Maria Frigerio, especialista em Geociências pela Unicamp e professora de Geografia da UniSantos.

Desperdício

Conforme a especialista, a questão é bastante complexa, pois há diversos fatores que atuam na gestão dos recursos hídricos. As principais pressões estão no setor industrial, o maior consumidor, além do impacto do porto com seus efluentes e do elevado índice de urbanização da área.

Como educadora, ela aposta na mudança de hábitos da população por meio de campanhas de conscientização. "Temos que diminuir o desperdício a qualquer custo", afirma.

Para José Luiz Gava, membro do Comitê de Bacias Hidrográficas da Baixada Santista (CBHBS) e do DAEE, o nível é de atenção.

"Não há como ampliar a oferta de água", afirma Gava, apontando que a saída para o problema está no uso racional do recurso, tanto pela população como pelas indústrias, por meio de investimentos em reuso e reaproveitamento de água.

Segundo ele, todos os esforços feitos pela população, indústrias e Governo do Estado são bem-vindos. Mas a solução, de acordo com Gava, está na conscientização. "Chegamos a um ponto que não dá mais para desperdiçar água", avalia.

Séries hidrológicas

Diante de um consumo crescente e da dificuldade de se ampliar a oferta ou buscar novos pontos de coleta, a engenheira Alexandra Sampaio, do Instituto Ecomanage, da Universidade Santa Cecília (UniSanta), enfatiza a importância dos estudos científicos.

"Temos um déficit hídrico na região e precisamos conhecer com mais precisão as séries hidrológicas".

As séries, segundo a pesquisadora, mostram o comportamento dos rios em relação à vazão, capacidade de recarga e períodos de seca e estiagem. Com base nesses estudos, podem ser traçadas ações de contenção nas fases mais críticas.

Na Baixada, o período de estiagem não coincide com a temporada de verão, época em que a região pula dos seus cerca de 1,5 milhão de habitantes para picos com até 5 milhões de pessoas. Mesmo assim, a principal temporada de férias costuma registrar falta do líquido, notadamente nas áreas mais periféricas.

A qualidade

A água que chega às residências passa por Estações de Tratamento, instaladas nos pontos de captação pela Sabesp para garantir a potabilidade do líquido. Em casos de rios predominantemente urbanos, como o Jurubatuba, o trabalho é maior, segundo Angela Frigerio, em função da poluição a que é submetido. Já Alexandra Sampaio aponta as condições do Rio Moji como preocupante, por receber uma carga intensa de efluentes das indústrias. Mas, na visão de Alexandra, a poluição difusa (lixo não-orgânico) é que mais contribui, pois algumas empresas ainda descartam efluentes sem tratamento prévio, descumprindo a legislação e poluindo os rios. O Rio Cubatão (foto) é uma das principais fontes de captação para uso doméstico e, segundo Alexandra, possui uma quantidade excessiva de coliformes fecais e outros poluentes, exigindo tratamento rigoroso. A quantidade de lixo descartado nas encostas e o seu impacto nos rios também preocupa. "A poluição por resíduos sólidos deve ser controlada com programas continuados de educação ambiental", salienta a pesquisadora.

De onde vem a água

A Baixada Santista conta com um sistema integrado de atendimento de água que contempla Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe.

A captação é feita em vários pontos, como Rio Cubatão, Pilões, Jurubatuba, Jurubatuba Mirim, Moji, Quilombo e Melvi, entre outros. Há também captação da Bacia do Alto Tietê.

Grande parte dos rios que nos abastece nasce na Serra do Mar. Para Angela Frigerio, isso é uma vantagem, uma vez que o trajeto da água é permeado por áreas verdes.

Opções

Como lembra a especialista, 60% da Baixada Santista é coberta por vegetação e a preservação da Mata Atlântica é fundamental para evitar erosões e manter a qualidade das nascentes.

Como opção às águas superficiais (rios), hoje principal fonte de abastecimento da região, Angela acredita ser viável contar com as águas subterrâneas no futuro.

Esse tipo de recurso, mesmo sujeito à chamada intrusão salina, devido à proximidade do lençol freático com o mar, que torna a água imprópria para consumo (veja reportagem na página 4), ainda permitiria o seu uso para fins não-potáveis, tais como lavagem da frota pública de veículos, das feiras livres e áreas comuns de escolas e hospitais, por exemplo.

Para isso, entretanto, a engenheira Alexandra Sampaio afirma que é preciso investimentos em pesquisas, visando identificar o real potencial desses aquíferos.

Demanda

Mas se o aproveitamento dos recursos subterrâneos ainda é pouco utilizado na região, o desperdício, segundo Angela Frigerio, ainda é um fator preponderante que merece maior atenção dos Poderes Públicos, principalmente junto aos consumidores domésticos.

Nas indústrias, diz Angela, já se adotam procedimentos mais rigorosos, por meio do reuso e do reaproveitamento da água utilizada no processo de produção. Algumas empresas da região, como no pólo de Cubatão, já conseguem taxas de reutilização acima de 90%.

Algumas dessas tecnologias, porém, já estão ao alcance da sociedade. Nas residências, além da captação de água de chuva, é possível adotar, por exemplo, bacias sanitárias com descarga de três litros e aeradores para torneiras e chuveiros, que reduzem a vazão do líquido.

Atualmente, a demanda por água na Baixada Santista é considerada exagerada se comparada ao ideal apontado por organismos internacionais.

A orientação da Organização das Nações Unidas (ONU) é que o consumo médio diário por habitante esteja entre110 e 120 litros-dia por pessoa. Os números da Sabesp, entretanto, revelam que a média de consumo é de 180 a 200 litros por habitante-dia.

Íntegra do especial:
http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=347066
(somente assinantes)

domingo, 16 de março de 2008

sacolas retornáveis Carbono Zero no G1

Tá na capa do G1 (portal de notícias da Globo.com) uma matéria sobre sacolas retornáveis e o Carbono Zero está lá marcando presença:

Exemplo de substituir sacos plásticos vem do exterior
Supermercados na Alemanha cobram por sacolas. Para professor, importante é não jogar sacos fora.

Por Patrícia Kappen - 16/03/2008 - 08h07 - Atualizado em 16/03/2008 - 09h19

O saco de pano chegou para substituir a sacola de plástico, tão prejudicial ao meio ambiente. O exemplo que começa a ser seguido no Brasil veio do exterior, principalmente da Europa, mas essa é uma tendência é mundial.

De acordo com a Fundação Verde, há movimentos para o fim do saco plástico principalmente na Inglaterra, na Espanha, na China, Japão e na Alemanha, onde os produtos são cobrados em supermercados.

Foi também fora do Brasil que Luz Fernandez, coordenadora do projeto Carbono Zero, se inspirou para usar as bolsas "verdes", já em 1994. Ela conta que passou fabricar o produto com pano depois de uma viagem que uma amiga fez para Londres, na Inglaterra. “Resolvi lançar as sacolas em conjunto com um programa de educação ambiental, com palestras sobre o uso racional do plástico para grupos e empresas.”

Em algumas cidades dos EUA, principalmente nas universitárias, também é possível encontrar exemplos das sacolas ecologicamente corretas. A brasileira Carolina Ellinger, que estuda na UC-Davis, Califórnia, diz que se preocupa com o ambiente e faz o que pode para ajudar o planeta. “Sacolas de plástico gastam muito mais energia para serem feitas. O plástico demora anos para se degradar e se for jogado em um lixão contribui para a poluição da água, do solo e do ar”, disse ela à reportagem do G1 por e-mail.

Importante é não jogar saco fora
Para o presidente do Instituto Brasil Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Haroldo Mattos de Lemos, a principal questão sobre a sacola plástica, mais do que a substituição por sacos de pano, é não jogá-las fora. “Na Europa, em muitos países é cobrado um valor para uma sacola, que também é plástica, mas feita de um material melhor. Quando o consumidor é cobrado, ele não vai jogar fora a sacola, e sim reusá-la”, enfatizou. “A sacola plástica é muito prática. Ela não vaza, não mancha, mas as atuais são muito fracas”.

Íntegra e link para as matérias relacionadas em:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL351268-5606,00.html

Desenvolvimento sustentável

Participei no último dia 14 do III Encontro Latino - Americano e Caribenho da Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável (nrg4SD). Foram mais de 4 horas de apresentações sobre como as redes regionais mundo afora estão lidando com as mudanças climáticas localmente. Excelente oportunidade para conhecer realidades como a da Ilha de Sumatra, na Indonésia, de Toscana, na Itália, país Basco, na Espanha, Santa Fé, na Argentina, Região Metropolitana da Cidade do México, província de Western Cape, na África do Sul, e das ações em São Paulo.

As palestras foram marcadas pela questão social das mudanças climáticas. Como destacou Ricardo Sánchez Sosa, Diretor Regional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para a América Latina e o Caribe, "os governos conhecem os problemas por nome e sobrenome" e os países desenvolvidos devem fornecer tecnologia para que as nações em desenvolvimento possam avançar de forma sustentável. Na opinião de Sosa, os recursos são insuficientes para o desenvolvimentos de tais tecnologias. Sosa apontou também a eficiência energética como um fator primordial, além da eficiência na produção das indústrias.

A ministra do Meio Ambiente da África do Sul, Tasneem Essop, preferiu enfatizar a urgência da tomada de ações. "Precisamos de ações práticas e imediatas", lembrando que as nações mais pobres serão as mais afetadas pelas mudanças climáticas. "As mudanças climáticas são uma questão de probreza", defendeu.

Sem agir, os países não conseguirão atingir as metas do milênio, segundo a ministra. O pior, na visão da representante sul-africana, é a inércia que pode acometer a sociedade frente à grandiosidade do tema. "É um problema tão grande que nós acabamos não fazendo nada, sentimo-nos impotentes", analisa.

Localmente, em São Paulo, as ações estão voltadas para a divulgação do inventário paulista de emissões de CO2. O documento, apresentado pelo secretário estadual de meio ambiente, Francisco Graziano, aponta que as emissões de CO2 no estado, no ano de 2006, foram de 81 milhões de toneladas, o que corresponde a 2 toneladas por habitante do estado. Do total, 43 milhões por deslocamento (transporte aéreo e viário) contra 38 milhões de toneladas emitidas pelo setor industrial. Entretanto, mais de 77% das emissões das indústrias são de combustíveis de fontes renováveis. As maiores emissoras de CO2, segundo o inventário, são empresas siderúrgicas e petroquímicas, responsáveis por 60% do total das emissões.

Desenvolvimento Sustentável 2

Diferentemente de São Paulo, na região metropolitana da Cidade do México e emissão de CO2 é proveniente da queima de combustíveis fósseis gerados a partir do transporte. Segundo Laura Mitzi Barrientos, da secretaria de meio ambiente do estado do México, falta ainda um gerenciamento mais adequado dos resíduos sólidos urbanos, uma vez que não há aterros sanitários, apenas lixões. Com mais um agravante. O saneamento básico cobre somente 23% da região.

A qualidade do ar é um dos problemas mais urgentes e que mais afetam diretamente os moradores do estado e da zona metropolitana, que agrega 67 municípios. De acordo com um levantamento feito em 2007, o ar da região esteve em condições regulares em apenas 145 dias do ano. A meta para o estado para 2008 é de 220 dias. Otimista, Laura aposta na mudança de hábitos para transformar o entorno.

Ainda na América Latina, o representante da Argentina, César Mackler, secretário de meio ambiente da província de Santa Fé, falou das frequentes inundações e tempestades de granizo que acometem a região. Os esforços, segundo Mackler, são para que a população aprenda a conviver com a água, com ações de prevenção e adaptação, privilegiando os setores mais desprotegidos, diminuindo a vulnerabilidade. Ao finalizar, Mackler afirmou que o modelo de consumo em vigor é insustentável e as políticas devem ser coerentes e haver compromisso com o desenvolvimento sustentável. "A luta contra as mudanças climáticas é a luta contra a desigualdade e a pobreza", concluiu.

A água também é tema na região da Toscana, da Itália. Conforme Marco Betti, Ministro de Água, Proteção do Solo, Biodiversidade e Desenvolvimento de Regiões de Montanhas, os períodos de seca apresentam-se mais intensos e houve uma diminuição da vazão do Rio Arno em cerca de 87% no ano de 2007, em comparação às séries de 2001 a 2003. Para minimizar o cenário, Betti destaca a economia de água como fundamental. “É preciso também investir nas áreas urbanizadas já existentes, limitando a extensão das áreas construídas”, defende.

sábado, 15 de março de 2008

Desenvolvimento sustentável 3

As variações de temperatura por volta de 2°C e o aumento do nível do mar em 0,4 cm são as preocupações levantadas pelo representante do país Basco, Sabin Intxaurraga. As séries de chuvas, da mesma forma, sofreram alterações na ordem de 15 a 20%. Para mudar o cenário, o país Basco criou seu próprio escritório de mudanças climáticas (Basque Office Climate Change) e defende metas rigorosas e audaciosas para a emissão de CO2: 20% até 2020 com referência o ano de 1990, conforme a determinação do Protocolo de Kyoto.

A partir do programa Less Carbon (menos carbono), que engloba 120 ações, a região assumiu o compromisso de reduzir em 14% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) deste ano até 2014. “Queremos um crescimento econômico menos dependente dos combustíveis fósseis. E ainda, temos que crescer menos para emitir menos poluentes. Senão não teremos um crescimento justo”, analisa Intxaurraga.

Histórico da nrg4SD

A Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável (nrg4SD) foi formada em Joanesburgo, na África do Sul, durante a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, e reúne representantes de governos regionais subnacionais, incluindo sete estados brasileiros.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Mudança de hábito - enquete

Na semana o Carbono Zero investigou se os leitores tinhamVocê já mudado algum hábito por conta do aquecimento global. Do total, 56% adimitem ter feito algumas mudanças. Pra minha felicidade, 31% declaram ter virado guardiões do planeta. E 12% não fizeram alterações.

Mais divulgação

Minha amiga de blog colaborativo (Faça sua Parte) Denise, e que mantém seu próprio, fez a divulação da sacolas Carbono Zero no início do mês e deixei de registrar. Valeu, Denise!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Vai uma sopinha aí?

Há uma imensa mancha de lixo plástico, com mais de 100 milhões de toneladas, flutuando no Oceano Pacífico sem destino certo. O amontoado foi apelidado de "sopa de plástico", sendo composto predominantemente por material pet. Sabe de onde vem isso? Daquela garrafinha de água que foi deixada na praia, e o vento levou, e a correnteza levou oceano adentro.

O Programa Ambiental da Nações Unidas estima que 90% do lixo flutuando nos mares sejam plásticos, uma vez que levam até 500 anos para desaparecer. Vamos fazer nossa parte e não jogar lixo na rua e na praia.

Na AT Revista


Sacola Carbono Zero é pauta da AT Revista do último domingo, dia 09:

SE LIGA - POR CAROLINA MUNIZ

NÃO À PLASTIC BAG

Uma das coisas mais legais em tempos de aquecimento global é poder comprar um produto com consciência ecológica. Na onda da preservação, as eco bags também chamadas de shopping bags já viraram febre entre o pessoal mais antenado. A verdade é que essas maxibolsas (feitas em tecidos diversos) poupam o planeta do consumo exagerado de plástico, reduzindo o impacto ambiental. Resultado: ao invés de sair por aí acumulando sacolas plásticas ­ dadas em supermercado, lojas, locadoras etc. ­, a dica é levar sua eco bag a tiracolo.

Quem faz? No site Carbono Zero têm umas bem legais, como a da foto (www.cozero.com.br), a Hering também lança a sua (www.hering.com.br) e a Natura tira o seu modelo do forno (www.natura.net).

Link para a matéria (somente assinantes)

quarta-feira, 5 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

Muito lixo e pouca reciclagem

Brasileiros produzem 240 mil toneladas de lixo doméstico diariamente. E apenas ínfimos 2% do total são reciclados, como mostra o vídeo da TV Brasil. Com isso, satura-se mais rapidamente aterros sanitários e emite-se uma quantidade absurda de gases poluentes, como metano, 23 vezes mais poluente que o CO2.

Há alternativas para diminuir a quantidade de resíduos que vão parar nos aterros. Reutilizar as embalagens é uma delas. E enviar para cooperativas de catadores o que não interessa mais também.

Caixa verde


Pão de Açúcar traz mais uma opção inteligente para quem se preocupa com o meio ambiente. A unidade de Moema instalou um "caixa verde", por onde passam os clientes que trazem sua própria sacola retornável. Além disso, há um box para deixar as embalagens que o cliente deseja descartar, que serão destinadas à usina de reciclagem da rede Pão de Açúcar.

(fonte: Planeta Sustentável)

domingo, 2 de março de 2008

Itu dá exemplo


Voluntários na cidade de Itu, no interior de São Paulo, realizaram no último dia 27 um mega plantio. Ao todo, foram plantadas 30.550 mudas em 60 minutos. O projeto “Itu pela Vida – Plante Essa Idéia” teve a participação de toda a sociedade, organizado pelo portal Itu.com.br e a ONG 5 elementos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Apagão mundial - mobilização

Nesta sexta-feira, dia 29, apague as luzes e desligue os eletrônicos por apenas 5 minutos, das 19h55 às 20h. Este é o apelo da mobilização que está rolando pela web. A ação será realizada em todo o mundo para chamar a atenção sobre o desperdício de energia e a necessidade de cada um fazer sua parte.

No Brasil, a matriz energética é limpa, pois mais de 75% da energia que conumimos vem de hidrelétricas. Ao contrário dos Estados Unidos e China, por exemplo, onde a energia que alimenta as residências e fábricas vem das usinas de carvão.

Pense, apague, reflita. "Doing nothing is not an option" (oneearth.com)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Etanol de mandioca doce

Embrapa descobre mais uma fonte primária para o desenvolvimento de biocombustível: mandioca. A espécie é uma variedade de mandioca que dispõe de altos índices de açúcares na raiz, em sua maioria glicose, utilizada na fermentação no processo de fabricação de etanol.

Segundo o pesquisador Luiz Joaquim Castelo Branco Carvalho, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, que divulgou seu estudo, a mandioca doce já era utilizada pelos índios antes do descobrimento para fabricação de bebidas alcoólicas servidas em cerimônias.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Pingüins ameaçados


Os pingüins-reis estão sob ameaça por conta do aquecimento global, conforme alerta o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os pesquisadores trabalharam com os dados de perspectiva de aumento de 0,2ºC na temperatura do mar, o que levaria a uma redução de 9% na população de pingüins-reis adultos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Hora de agir

No blog The Green Project, encontrei sobre as oficinas de sustentabilidade oferecidas pelo Banco Real. No site, há um link sustentabilidade, onde encontrei a palestra da norueguesa Gro Brundtland, criadora do relatório Brundtland, que conceituou desenvolvimento sustentável, em 1987.

Na opinião da especialistas, "o tempo de diagnóstico já acabou; é hora de agir". E vai além, prevendo que sem a mudança dos padrões de produção e consumo aplicadas nos dias atuais não há sustentabilidade e o planeta está ameaçado.

Então, vamos agir.

Consumo responsável

Na cadeia dos 3r's, o primeiro é o mais importante. E pela primeira vez o governo, através do Ministério do Meio Ambiente, lançará uma campanha para incentivar o consumo sustentável e reduzir o uso de sacolinhas plásticas e outras embalagens.

A campanha Consumo Consciente de Embalagens, divulgada durante a 1ª reunião do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável (CGPS), começa na semana do consumidor, em março, com o slogan: “A escolha é sua, o planeta é nosso”.

Entenda mais sobre o consumo consciente no especial do Instituto Akatu.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Pra que trocar de celular?

Se a resposta for pra seguir a moda ou se entregar ao apelo do consumismo desenfreado, confira a seguir a lista das substâncias liberadas pelo e-lixo (lixo eletrônico) em aterros sanitários e lixões:

Substância: Mercúrio
Tipo de contaminação: Inalação e toque
Efeito: Problemas de estômago, distúrbios renais e neurológicos, alterações genéticas e no metabolismo

Substância: Cádmio
Tipo de contaminação: Inalação e toque
Efeito: Agente cancerígeno, afeta o sistema nervoso, provoca dores reumáticas, distúrbios metabólicos e problemas pulmonares

Substância: Zinco
Tipo de contaminação: Inalação
Efeito: Provoca vômitos, diarréias e problemas pulmonares

Substância: Manganês
Tipo de contaminação: Inalação
Efeito: Anemia, dores abdominais, vômito, seborréia, impotência, tremor nas mãos e perturbações emocionais

Substância: Cloreto de Amônia
Tipo de contaminação: Inalação
Efeito: Acumula-se no organismo e provoca asfixia

Substância: Chumbo
Tipo de contaminação: Inalação e toque
Efeito: Irritabilidade, tremores musculares, lentidão de raciocínio, alucinação, insônia e hiperatividade

Tá bom pra você? Se realmente precisa trocar de aparelho, passe o seu para alguém ou leve de volta pra loja. Ou consulte o fabricante sobre a política de retorno de produtos usados.

Enquete desmatamento

O aumento do desmatamento no Brasil deve-se principalmente à falta de fiscalização, segundo 72% dos leitores que responderam à enquete. Os demais participantes se dividiram entre atribuir o problema à expansão do gado (9%), ao plantio de cana e soja (9%) e à exploração de madeireiras (9%).

Acertando os ponteiros

O horário de verão se foi e a economia de energia desde de 14 outubro até ontem foi de 2.027 megawatts. Mas, o índice foi 25% inferior ao do ano passado, conforme o Operador Nacional do Sistema Elétrico(ONS). A justificativa foi a ativação das usinas termoelétricas em dezembro passado, por conta da excassez de chuvas que deixou os reservatórios das hidrelétricas em níveis muito baixos.

Diante da situação, a promessa do governo é que não haverá racionamento. E planejamento a longo prazo, teremos?

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Descarte de óleo

Cada vez mais surgem iniciativas para alertar sobre a importância do descarte adequado do óleo de cozinha usado. Uma delas, que já divulguei aqui, é do Banco Real. Volto ao assunto pra registrar a matéria que saiu sobre o Bioauto, com o Stefan Klaos Lins, no Jornal da Orla, de Santos, do finde último:

"Quando despejado pelo ralo, o óleo de fritura chega à rede de esgoto e é lançado no mar ou nos rios. O problema é que o óleo é menos denso que a água e ele se espalha pela superfície com muita facilidade. Basta ver que apenas um litro de óleo é suficiente para contaminar até um milhão de litros de água, impedindo a passagem de luz solar na água, além de prejudicar a oxigenação das plantas aquáticas e afetar todo o seu ecossistema Portanto, cada litro de óleo recuperado equivale a milhares de litros de água preservada", explica Stefan Klaos Lins, químico santista especializado em meio ambiente.

Para colaborar, basta levar o óleo de cozinha usado até o Banco Real do Gonzaga. Ou no Banco do Brasil, Posto 2, Núcleo Bandeirante Ponta da Praia (prox. Rebouças) ou em qualquer outro posto de coleta de sua cidade.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Novo olhar sobre o lixo

Registro aqui minha estréia no blog colaborativo Faça a sua Parte com o tema "Novo olhar sobre o lixo". É importante tomarmos tempo para refletir sobre nossas ações cotidianas de descarte de resíduos. Assim, diminuímos nosso rastro de carbono no planeta.

Leia Novo olhar sobre o lixo aqui.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Zonas úmidas

Hoje comemora-se o Dia Mundial das Zonas Úmidas (DMZU), no qual o Brasil se enquadra e se posiciona em 4º lugar no ranking mundial em superfície, com sete Zonas Úmidas consideradas Sítios de Importância Internacional - Sítios Ramsar.

As ZU são Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS), Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), Parque Nacional do Araguaia (TO), Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses(MA), Reserva de Desenvolvimento sustentável Mamirauá (AM), Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhese (AM), Parque Estadual Marinho do Parcel Manuel Luiz, incluindo os Baixios do Mestre Álvaro e do Tarol (MA), abrangendo uma área equivalente a 6.356.896 ha.

Conforme o acordo, o país deve promover o uso sustentável das zonas úmidas do seu território, adotando políticas e leis apropriadas, além de atividades de formação e pesquisa destinadas à conscientização da importância dessas áreas.

Saiba mais sobre o assunto no site oficial dos Sítios Ramsar

Veja o que foi publicado no Faça a sua Parte, em blogagem coletiva.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Arte engajada


Uma garrafa PET gigante repousa às margens do Tietê para chamar a atenção para o descarte inadequado do lixo. A idéia faz parte de um estudo experimental realizado pelo artista plástico Eduardo Srur, que considera uma exibição de arte para discutir a poluição do meio ambiente.

Calendário Verde


Todo dia é dia de verde. Mas o Faça a sua Parte leva isso bem a sério. Veja o Calendário Verde preparado pela equipe

Em tempo: agora tb sou do time Faça a sua Parte.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Enquanto isso, em Honolulu

No Encontro das Grandes Economias sobre Segurança Energética e Mudanças Climáticas em Honolulu, o secretário executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, Yvo de Boer, afirmou que é necessário dar continuidade ao mapa de Bali, destacando alguns tópicos.

Um deles, na minha opinião, diz respeito a algo que pouco se fala, que é a adaptabilidade às mudanças climáticas, uma vez que são inevitáveis e já sentimos seus efeitos. Na visão de Boer, é preciso “determinar as ações essenciais para a adaptação aos impactos inevitáveis das mudanças climáticas e promover um desenvolvimento resistente ao clima”.

Os países menos desenvolvidos serão os mais atingidos com os eventos climáticos extremos, com alagamentos, doenças, falta de água, entre outros problemas. Por isso que os compromissos dos países desenvolvidos é tão importante, a fim de assegurar o atendimento às possíveis vítimas. Mas não em esquema de remediar, e sim planejamento de ações em casos extremos.

Enquete

Os visitantes do Carbono Zero que participaram da última enquete "Qual a ação mais eficaz para combater o aquecimento global?" acreditam que a saída é uma combinação de colaboração da população, políticas públicas e pesquisa e novas tecnologias. Essas eram as opções e 100% escolheram a soma de todas as ações.

Realmente, não é uma questão de mágica, e sim de um planejamento complexo que contemple várias vertentes que influenciam de forma negativa para o agravamento do aquecimento global.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Pilhas

Dica do dia: onde levar pilhas e baterias usadas em Santos.

- Banco Real (Gonzaga)
- Banco do Brasil (Gonzaga)
- Posto 2 (Praia José Menino)
- Loja Multicoisas (Av. Ana Costa, próx. Extra)

Evite o descarte incorreto de pilhas e baterias, procurando um posto mais próximo de sua casa ou trabalho. Não custa nada e o meio ambiente agradece.

Desenvolvimento socioambiental

Em tempos de cortar o mal do desmatamento pela raiz, vem a Embrapa e anuncia um produto genuinamente brasileiro que vai gerar renda para os agricultores. Trata-se de um pigmento a base de açaí para ser utilizado nos consultórios dentários como detector de cáries.

O produto amazônico foi desenvolvido pela Unidade Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará, apresentado no 26º Congresso Internacional de Odontologia em São Paulo nesta semana.

Saídas desse tipo fomentam a economia local e tiram a exploração da madeira do curso dos nativos. Como defendem diversas ONGs, o correto é manter a população em seu habitat (florestas) e criar subsídios para que tenham atividades sustentáveis originárias da mata.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Comendo a Amazônia

Estamos literalmente comendo a Amazônia a garfadas bem generosas. É o que mostram os dados sobre o avanço do desmatamento divulgados no último dia 23. Digo isso porque o próprio secretário de Meio Ambiente do Pará, Valmir Ortega, admite que a pecuária e o plantio de cana-de-açúcar estão forçando a migração do gado para o Norte.

A valorização da carne brasileira e da soja no mercado internacional, assim como a aposta na cana-de-açúcar para garantir espaço no bolo do cenário dos biocombustíveis, agravam o problema. Estamos servindo a floresta como prato principal, mas os menos favorecidos não fazem parte do banquete, obviamente.

Avanço do desmatamento

O equivalente a 320 mil campos de futebol é o total de área desmatada entre agosto e dezembro de 2007, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Enquanto um ministro atribui a acelaraçao do processo de devastação ao avanço da pecuária, outro atribui à falta de fiscalização, e assim vamos tocando.

Já o presidente interino do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, comentou no último dia 24 sobre a questão do aumento no desmatamento no País. Preocupado com o possível agravamento da crise a partir do avanço das obras do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), afirmou o seguinte:

'Em todos os países do mundo, o modelo de desenvolvimento sempre representou degradação de recursos naturais, isso ocorreu nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia. O modelo de desenvolvimento capitalista é intensivo em uso de recursos naturais. No Brasil, precisamos provar que somos capazes de promover o desenvolvimento econômico e social com proteção dos recursos naturais'.

Uma difícil missão, considerando o modelo capitalista. Vide China. Cabe às autoridades nortearem o crescimento, se será nos moldes da China ou da Europa. Melhor ainda, façamos um antropofagismo de modelos econômicos e vamos ver o que devolvemos ao mundo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Consumo e solidariedade

Navegando pelo site do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, encontrei esse artigo do Helio Mattar, presidente do instituto. Aqui vai um trecho:

"Pode parecer estranho relacionar consumo e solidariedade. Mas não é solidário o ato de quem economiza os recursos naturais para que não faltem à geração atual e às futuras? Não é solidário o ato de quem busca limitar a emissão de gases de efeito estufa causada pelo seu consumo, para que o planeta não se aqueça ainda mais e as mudanças climáticas, que afetam a todos, não se aprofundem? Não é solidário o ato de quem busca escolher produtos não apenas pela boa qualidade ao menor preço, enfatizando apenas a sua conveniência individual, mas leva em conta as boas ações das empresas produtoras sobre a sociedade e a natureza, e que afetam a todos nós?"

É hora de mudarmos nosso olhar sobre nossa existência. Somente desta forma vamos reverter a situação caótica do clima. Food for thought...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

À espera do embarque, uma pausa para ecologia

Ficar esperando no aeroporto para embarcar horas acabou virando rotina. Mas no Aeroporto Internacional de Guarulhos o tempo perdido pode ser recompensado nestas férias visitando a Trilha da Reciclagem. O espaço é uma área lúdica para crianças entre 4 e 12 anos, com o objetivo de despertar a importância da reciclagem para o futuro do planeta.

Veja mais detalhes sobre o projeto, com acesso gratuito, na matéria do GuarulhosWeb, dica do Faça a sua parte

Embaixador do clima

O British Council está selecionando três jovens interessados em meio ambiente, com idade entre 14 e 18 anos, para participar do programa Embaixadores do Clima. Os selecionados ganharão viagens com todas as despesas pagas ao Reino Unido e ao Japão, onde participarão da Conferência Internacional de Meio Ambiente, que reunirá os países do G8+5. As inscrições vão até o dia 31 de janeiro. Mais infos aqui.

Divulgação

Registro a colaboração da Agatha, do blog The Green Project, em divulgar as sacolas retornáveis Carbono Zero. Obrigadíssima e vamos fazendo a idéia girar, motivando outras pessoas a se tornarem "mais verde".

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Trocando as sacolas

A última enquete do Carbono Zero revelou que os leitores do blog estão dispostos a mudar o hábito e trocar as sacolas de plásticos por sacolas retornáveis de pano. Do total, 71% afirmam que já tentaram diminuir o uso de sacolas plásticas.

No grupo daqueles que praticam a troca apenas às vezes encontram-se 23%. E 4% confessam que ainda não tomaram a atitude sustentável do uso racional do plástico.

Dia da Mobilização e Ação Global

Sábado-Feira é um dos eventos que acontece no próximo dia 26 de janeiro, em São Paulo, compondo a agenda de acontecimentos espalhados pelo mundo no Dia da Mobilização e Ação Global. Os eventos coincidem com o Fórum Social Mundial, que discute um mundo mais justo, solidário e sustentável.

Junte sua tribo e participe também. Entre no site do Fórum e procure pela ações na sua região.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Menos plástico

A distribuição gratuita de sacos plásticos nas lojas da China está restringida a partir de 1º de junho. A medida foi anunciada esta semana e tem como objetivo reduzir a poluição e o desperdício.

É uma forma de compensar pela poluição a partir da matriz energética poluente daquele país, que se utiliza de carvão para gerar energia.

Além do mais, a frota de carros tem aumentado a níveis assustadores, não somente emitindo gases de efeito estifa (GEE), mas causando problemas de trânsito nos grandes centros, como na capital Pequim.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Transporte de CO2

Cerca de 15% do CO2 à solta na atmosfera hoje vem do setor de transportes, segundo estudos publicados no PNA, conforme nota do Blog do Planeta.

Quanto mais nos movimentamos usando veículos movidos a energia fóssil não-renovável, mais deixamos cravadas nossas pegadas de carbono.

Na ocasião do Dia Sem Carro, em setembro, publiquei aqui uma estimativa do Akatu, que um mês de metrô equivalia a um dia de carro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Movido a bateria

A coleta de recicláveis no centro de Santo André, região do ABC de São Paulo, é feita por um carro movido a eletricidade. O veículo está em circulação desde julho de 2007 e recolhe embalagens do comércio.

Para não afetar o trabalho dos catadores da região, a prefeitura faz um cadastro e incentiva a ação em conjunto com cooperativas de reciclagem.

Veja o vídeo no Repórter Eco do último domingo (06/01):

Carro elétrico recolhe embalagens do comércio

Dane-se o aquecimento global?

Há tempos ando atrás daquela vinheta da MTV, que mostra uma paródia desses programas de vendas de carros. A certa altura um dos personagens diz: "Dane-se o efeito estufa. O mundo vai acabar mesmo, então acabe com estilo". É uma sátira, mas é pra pensar mesmo. Precisamos exigir aparelhos mais eficientes, que agridam menos o meio ambiente.

Shop Shop Turne


Na seqüência, outra vinheta dos mesmos caras, sobre as garrafas PET:

sábado, 5 de janeiro de 2008

Verão Limpo

Foi lançada oficialmente ontem, em Ubatuba, a campanha Verão Limpo 2008, pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de SP. Com o mote "Tenha atitude ambiental!", o programa segue até 10 de fevereiro nos municípios de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba, Cananéia, Iguape e Ilha Comprida.

Como em anos anteriores, haverá distribuição de sacolas para acondicionar o lixo produzido na praia. A diferença é que este ano as sacolas são retornáveis, feitas de algodão e fios de PET. Depois de descartar o lixo, podem ser lavadas e usadas novamente com a mesma finalidade.

Para reforçar, há distribuição de folhetos nos pedágios conscientizando sobre não jogar lixo em vias públicas e nas praias, pois contaminam o meio ambiente e obstruem bueiros, causando alagamentos em dias de chuvas fortes.

Mais infos no hotsite Verão Limpo do governo estadual.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Interatividade

Meus amigos,

Conto com a colaboração de vcs para responder a seguinte pergunta:

- Qual sua resolução verde para 2008?

Envie a resposta para projetos@cozero.com.br. Divulgo o resultado nos próximos dias.

Super obrigada :-)

Ano Internacional do Planeta Terra


Para que precisamos de um ano específico para o planeta? A resposta é simples: chamar a atenção do mundo para tratá-lo de maneira digna e conservá-lo para as próximas gerações.

O Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e no Brasil é coordenado pela Academia Brasileira de Ciências. A comemoração, que se estende até 2009, tem como objetivos principais a tecnologia e a divulgação. Ou seja, promover as Ciências da Terra aplicadas à sustentabilidade e anunciar amplamente sua implantação.

O Programa pontua dez grandes Temas Científicos prioritários:
1. Água Subterrânea (prevenção para um mundo cada vez mais sequioso);
2. Desastres Naturais (mitigação e prevenção efetivas);
3. Terra e Saúde (geomedicina);
4. Clima (efeitos naturais e influência humana);
5. Recursos naturais e Energia;
6. Megacidades;
7. Núcleo e Crosta terrestres;
8. Oceanos;
9. Solos;
10. Terra e Vida (as origens da vida e do homem para a compreensão do futuro)

Mais detalhes sobre o programa aqui
Acompanhe também no site oficial do programa Year of Planet Earth

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Delivery



Replicando do Rastro de Carbono, que viu no Brontossauros em meu jardim que havia assistido no Bafana Ciência

Na minha análise, a animação do alemão Till Nowak é uma caixa de Pandora reversa. Todos os dias temos a chance de abrirmos a nossa caixa e mudarmos a história de perversidade com o meio ambiente. E ainda há tempo, como Al Gore gosta de repetir exaustivamente. Então, mãos à obra!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Modus vivendi


Sugestão da amiga Ana Targa, esse vídeo mostra de uma maneira bem simples a cadeia de produção, desde a extração da matéria-prima até o descarte do produto após o uso. Durante todo o processo, que é linear, a ambientalista norte-americana Annie Leonard defende sua insustentabilidade, por diversos motivos. Principalmente porque os recursos são considerados como infinitos e são ignorados os impactos dos elementos tóxicos na população.

Simplesmente fantástico. Deixe baixar o vídeo todo depois assista. Vale cada minuto dos 20 de duração. Assista aqui, no site The story of stuff.